Incêndios destroem florestas sazonais e campos agricultáveis na Sibéria

Um grande número de intensos incêndios se espalhou pelo extremo leste da Rússia nesta primavera, envolvendo não só a atmosfera, como estradas e florestas na densa camada de fumaça. Em apenas seis dias entre 7 e 13 de maio de 2018 , os bombeiros russos combateram 693 incêndios em 40 territórios. Muitos dos incêndios estavam localizados na região de Amur Oblast na Sibéria. Esses incêndios estão destruindo grande parte da floresta de coníferas que circundam o planeta e são conhecidas como florestas sazonais. As imagens de labaredas em Amur Oblast foram capturadas pelo Landsat 8 em 7 de maio de 2018. Os dados de cor natural ( bandas 4–3–2) são sobrepostos com dados infravermelhos (bandas 6 e 5) para revelar pontos quentes ainda em chamas. Um inverno seco e quente preparou o cenário para uma temporada de incêndios florestais em 2018 na Rússia. Os incêndios florestais são comuns nesta região densamente florestada ( floresta sazonal, formada por pinheiros), e a estação geralmente começa em abril ou maio. Isso é agravado pela prática de agricultores desta área, que queimam cultivos antigos para ajudar a limpar os campos e reabastecer o solo com nutrientes. Esses incêndios saem de controle e se tornam verdadeiras catástrofes ambientais. Amur Oblast tem experimentado mais incêndios por mês neste ano do que em qualquer outro desde 2008, de acordo com o Global Fire Emissions Database .

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Somália devastada com a pior enchente da história

Agências das Nações Unidas reforçaram suas ações na Somália em resposta a uma série de enchentes devastadoras que atingem diversas partes do país. As inundações impactaram quase 500 mil pessoas e deslocaram em torno de 175 mil habitantes de suas casas. De acordo como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), as enchentes atuais são algumas das piores que a região já teve, uma vez que o nível de água no momento excede o período de retorno – intervalo estimado entre ocorrências de igual magnitude de um fenômeno natural – de 50 anos. “Deslocados internos continuam sendo os mais vulneráveis aos impactos de enchentes, muitos campos estão localizados em áreas de baixa altitude”, disse Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, a repórteres em Nova Iorque no final de abril. “Parceiros humanitários no local têm priorizado água, saneamento, higiene, saúde, abrigo e alimentos em suas intervenções”, completou. As chuvas fortes e enchentes relâmpago vêm apenas meses após uma seca devastadora que deixou mais de 6 milhões de pessoas em necessidade de assistência humanitária. As enchentes são mais graves do que esperado. A magnitude da chuva está muito além do previsto, disse Yngvil Foss, chefe adjunta do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) na Somália. “Inicialmente, todos os atores humanitários começaram seus socorros com os meios e recursos disponíveis”, ela disse, observando como agências de socorro da ONU conseguiram angariar fundos ao longo da semana anterior para incrementar intervenções críticas. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, entregou 4,5 milhões de toneladas métricas de medicação e outros suprimentos médicos no dia 29 de abril para Belet Weyne, capital da província de HirShabelle, duramente atingida pelas enchentes. Tropas de paz da Missão da União Africana na Somália (AMISOM) também evacuaram mais de 10 mil residentes em Belet Weyne de partes alagadas da cidade, além de garantir lonas e água para as vítimas. Mais financiamento é necessário com urgência Apesar das recentes boas notícias em relação ao financiamento, mais fundos são necessários urgentemente para ajudar o número crescente de deslocados. No dia 30 de abril, o presidente da Somália, Mohamed Abdullahi Mohamed ‘Farmajo’, visitou áreas afetadas pelas inundações e fez um apelo à comunidade internacional por ajuda humanitária urgente. O Plano de Resposta Humanitária para a Somália de 2018, que totaliza 1,5 bilhão de dólares (antes das chuvas), só possui 19% de fundos. Lançado pelas agências das Nações Unidas e parceiros humanitários, o plano busca auxiliar em torno de 5,4 milhões de pessoas com assistência. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Fazenda inglesa dá exemplo de preservação do meio ambiente natural

Exemplo de sustentabilidade e liderança, Emma Lambe, que está no comando de Castle Farm, uma fazenda no interior da Inglaterra, precisou unir força e coragem para atuar em um universo predominantemente masculino. A paixão pelo mundo natural é sua inspiração diária, que alimenta o desejo de proteger e melhorar o meio ambiente para as gerações futuras. Em Castle Farm, Emma, encontrou uma forma efetiva de lutar pela biodiversidade, integrando a produção da fazenda ao programa de Comércio com Comunidades da The Body Shop®, marca ativista de cosméticos naturais. Tal iniciativa visa negociar de forma justa com pequenos agricultores e cooperativas rurais, especialistas em sua área de atuação, e, em troca, oferece boas práticas comerciais e preços que visam criar independência para a comunidade, além de seguir com outro compromisso da marca, que visa valorizar a natureza sem explorar (Enrich Not Exploit™). Em Castle Farm acontece toda a produção da linha Rosas Inglesas, que envolve matérias-primas obtidas de forma 100% orgânica – sem pesticidas, nem fertilizantes para garantir a pureza e qualidade dos ingredientes. Tal princípio preserva a biodiversidade do ambiente local, proporcionando um solo saudável, sustentando o entorno para permitir que todas as formas de diversidade da vida selvagem e de plantas prosperem. Para Emma, quanto maior o número de animais e plantas convivendo em harmonia no ecossistema, maior é a esperança de sobrevivência do planeta. Suas ideias e a vontade de fazer a diferença motivam muitas mulheres a terem mais coragem e compaixão. “Eu tive que encarar cara a cara o preconceito, mas eu acredito que se você se importa o suficientemente com uma causa ou mudança e nunca compromete suas crenças, você pode ser bem sucedida”, declara a fazendeira. (#Envolverde)

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Índia convida Angola para aderir produção de energia solar

A Índia convidou Angola a aderir ao programa indiano de produção de energia solar, avaliado em cerca de dois mil milhões de dólares e com a adesão de 120 países. O programa enquadra-se na produção de energia limpa, segundo o embaixador da Índia em Angola, Sushil kumar Singhal, que apresentou cumprimentos de despedida ao presidente angolano, João Lourenço, no palácio presidencial. No final de uma missão de pouco mais de um ano, Sushil kumar Singhal disse desejar que Angola adira ao projeto de produção de energia solar, lançado em parceria com a França. Durante o encontro com João Lourenço foi passada em revista a execução dos acordos de cooperação nos domínios da agricultura, minas e das tecnologias de informação. A Índia tem a sétima maior economia do mundo em Produto Interno Bruto nominal e a terceira em paridade de poder de compra, bem como a terceira mais desenvolvida da Ásia em termos de PIB nominal, superada apenas pelo Japão e a China. Fonte Africa21 (#Envolverde)

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Surge na Alemanha o carro movido a água salgada

A ideia de usar água como combustível é antiga, mas não é fácil de transportar para a prática. Neste momento, apenas um construtor testa um carro do gênero, a nanoFlowcell, uma marca experimental que acabou de completar 150 mil quilômetros em testes de estrada com o seu modelo mais recente, o citadino Quantino. O sistema da nanoFlowcell funciona como uma célula de combustível, mas usa água salgada ionizada em vez de hidrogénio. Neste caso, o líquido com ions positivos fica separado do líquido com ions negativos. Quando ambos passam por uma membrana, os ions interagem, gerando energia elétrica que é usada para mover o automóvel. O resultado final é água, tal como numa célula de combustível de hidrogénio, permitindo ao automóvel funcionar com emissões zero e reabastecimento rápido. Desde 2014 que a empresa alemã desenvolve protótipos, como o esportivo e-Sportlimousine, o crossover Quant F e o compacto Quantino. Estes têm sido testados em estrada, com o Quantino a mostrar a validade do conceito. Depois de ter completado 100 mil quilómetros em agosto do ano passado, o carro alemão atingiu agora os 150 mil quilómetros em meio ao tráfego. Durante os testes, conseguiu percorrer 1000 quilómetros durante 8 horas e 21 minutos, sem necessitar de reabastecimento. O Quantino tem espaço para quatro pessoas no interior, com um motor de 80 kW (109 cv) para um peso de 1421 kg, o que não o impede de ultrapassar os 100 km/h em apenas cinco segundos. A nanoFlowcell quer começar a produzir este automóvel em série a médio prazo. Fonte Motor24 (#Envolverde)

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OMS mostra que 90% da população mundial respira ar poluído

Nove em cada dez pessoas no mundo respiram ar contendo níveis elevados de poluentes. É o que revela um levantamento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Agência da ONU atualizou estimativas sobre as consequências da poluição para o bem-estar da população. Segundo o organismo internacional, 7 milhões de pessoas morrem todos os anos por causa da contaminação do ar em ambientes externos e fechados. Em 2016, a poluição atmosférica causou, sozinha, cerca de 4,2 milhões de mortes. No mesmo ano, a contaminação do ar pelo cozimento de alimentos, usando combustíveis ou tecnologias poluentes, foi responsável por aproximadamente 3,8 milhões de óbitos. Mais de 90% dos falecimentos relacionados à poluição do ar ocorrem em países de baixa e média renda, principalmente na Ásia e na África, seguidos por nações de nível similar de distribuição de riquezas no Mediterrâneo Oriental, na Europa e nas Américas. De acordo com a OMS, cerca de 3 bilhões de pessoas – mais de 40% da população mundial – ainda não têm acesso a combustíveis limpos e tecnologias domésticas adequadas. Essa lacuna é a principal fonte de poluição no interior de residências. Embora a disponibilidade de métodos modernos de preparo de comida e de aquecimento esteja cada vez maior, as melhorias não acompanham o crescimento populacional de muitas partes do mundo, particularmente a África Subsaariana. A agência da ONU aponta que a poluição do ar é um fator de risco crítico para doenças crônicas não transmissíveis, provocando quase um quarto (24%) das mortes por doenças cardíacas, 25% dos óbitos por acidentes vasculares cerebrais (AVCs), 43% por doença pulmonar obstrutiva crônica e 29% por câncer de pulmão. “A poluição do ar ameaça a todos nós, mas as pessoas mais pobres e marginalizadas enfrentam as maiores consequências”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Ambientalistas do Sea Shepherd são agredidos por caçadores de focas

O navio do Sea Shepherd, Farley Mowat, no Golfo de St. Lawrence, litoral do Canadá, em oposição ao abate de focas. Nesta campanha, uma equipe da Sea Shepherd foi atacada e agredida violentamente quando estava no gelo tentando salvar os animais. Onze tripulantes foram presos e acusados de documentar o assassinato de focas. A polícia se recusou a fazer acusações contra os caçadores por agressão. O navio segue para o norte, para a região de Labrador, marcando a primeira vez que um navio foi para a frente do litoral de Labrador para se opor ao abate de focas. A tripulação enfrenta, neste momento, fortes tempestades, mas intervém com sucesso na caça. A ong  Sea Shepherd Conservation Society é a mais atuante na preservação da vida marinha e que existe no litoral de diversos países. (#Envolverde)

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Relatório de publicação científica mostra cenário caótico para 2050

O relatório “The Lancet Countdown: Tracking Progress on Health and Climate Change” , estudo multidisciplinar desenvolvido em 2015 e publicado em 2016 pela revista científica The Lancet, como apoio da OMS, Banco Mundial e Nações Unidas aponta um cenário aterrador para a o planeta e as consequência à humanidade. Nas grandes cidades do planeta, as inundações severas se duplicarão em 2050 enquanto 4 bilhões de pessoas sofrerão com problemas de acesso a água. Nessa data, dobrará o número de mortes decorrentes do ar poluído em boa parte dos países em desenvolvimento. As populações urbanas expostas aos furacões chegarão a 680 milhões de pessoas. Mais de 1 bilhão de pessoas padecerá com as ondas de calor (em 2015 foram 175 milhões), sendo particularmente letais para crianças pequenas e idosos, que constituirão grande parte da população em alguns países.em 2050 haverá mais quilos de plástico que de peixes no mar. Em 2048, grande parte da população mundial não terá mais alimentos de origem marinha selvagem, segundo um estudo publicado na Science. (#Envolverde)

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USP participa de workshop internacional sobre sustentabilidade

A USP foi uma das participantes da quarta edição do workshop internacional da GreenMetric, rede global que reúne universidades de todo o mundo para discutir projetos voltados à sustentabilidade ambiental. O encontro foi realizado entre os dias 8 e 10 de abril, na Universidade Diponegoro, localizada na cidade de Semarang, na Indonésia. Abordando o tema Universidades, Impactos e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o workshop foi uma oportunidade para as instituições participantes discutirem e compartilharem práticas, exporem dificuldades e especificidades enfrentadas e desenvolverem parcerias. Representando a USP, a superintendente de Gestão Ambiental (SGA), Patrícia Faga Iglecias Lemos, foi uma das palestrantes do evento, que reuniu reitores, dirigentes, pesquisadores e especialistas da área ambiental. Patrícia apresentou a diversidade dos campi da USP e os principais projetos desenvolvidos. Também presidiu uma sessão paralela no segundo dia do workshop e tratou dos aspectos inovadores na gestão da energia. “Entendo como fundamental a participação da USP, pois o encontro propicia a apresentação dos nossos projetos, que podem ser incorporados por outras universidades. Da mesma forma, aprendemos com os modelos desenvolvidos em outros países”, afirmou Patrícia. Outra iniciativa desenvolvida pela rede de universidades GreenMetric é a elaboração de um ranking anual das instituições que desenvolvem as melhores práticas e avalia as instituições segundo seis indicadores: áreas verdes, consumo de energia, gestão de resíduos, tratamento de água, mobilidade e educação ambiental. Na edição mais recente da classificação, divulgada no ano passado, a USP ocupa a 28ª colocação geral e o primeiro lugar no Brasil. Para Patrícia, “a importância dos rankings é ter um parâmetro do que está sendo realizado em outras instituições e buscar atingir melhores índices a cada ano, o que tem implicações práticas na qualidade de vida nos nossos campi. Na reunião do comitê diretor da GreenMetric, apresentei e foi aceita proposta para desenvolvimento de um projeto específico de formação de líderes em sustentabilidade. Peço aos discentes de graduação e de pós-graduação que fiquem atentos, pois, em breve, divulgaremos mais informações a respeito”. Além disso, em junho deste ano, a USP sediará o encontro da rede na América Latina, em que deverá ser discutida a criação de um índice voltado às universidades da região. Essa reunião é resultado de um evento promovido em agosto de 2017, com o objetivo de elaborar um método de avaliação das ações desenvolvidas pelas instituições. Na ocasião, foram apresentados projetos como o UFABC Sustentável, proposta da Universidade Federal do ABC; Agenda Ambiental Institucional do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro; o projeto Eco Universidade, da Universidade Federal de Lavras, entre outros. Fonte: Jornal da USP (#Envolverde)

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OMS alerta que combate a malária estagnou no mundo

No Dia Mundial da Malária, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a resposta global à doença está numa espécie de encruzilhada já que, após um período de sucesso sem precedentes no controle da enfermidade, o progresso parou. Dados da entidade revelam que, em 2016, foram contabilizados cerca de 216 milhões de casos de malária em 91 países – um aumento de 5 milhões em relação ao ano anterior. As mortes pela doença totalizaram 445 mil no mesmo ano, número similar ao registrado em 2015 (446 mil mortes). Fonte AgBr (#Envolverde)

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