Religião: A fé que divide os povos indígenas

México, 06/05/2005 – Em nome de Deus, centenas de religiões e seitas ativas em comunidades indígenas da América Latina acompanham divisões, mudanças culturais e guerras internas. Católica, nazarena, luterana, mórmon, adventista, Igreja do Verbo, de Alfa e Ômega, do Manancial da Vida ou os Guardiões do Santo Sepulcro são apenas algumas denominações. "Qualquer que seja a religião que nos imponham, causa impacto no plano espiritual, que é como se fosse nosso calcanhar de Aquiles, pois é dessa perspectiva que a maioria dos indígenas maneja sua vida", disse à IPS Luis Macas, um nativo da etnia saragura que preside a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador.
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OEA: A América dividida

México, 12/04/2005 – A eleição do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos foi frustrada nesta segunda-feira por um persistente empate entre os candidatos do Chile e do México, após cinco turnos de votação que evidenciaram um clima de divisão na América. Os chanceleres e representantes dos 24 países-membros ativos da OEA concordaram em realizar nova eleição no próximo dia 2 de maio, sendo que até poderia surgir um terceiro candidato. Entretanto, se mantém entre parênteses a recomposição desse fórum continental, do qual somente Cuba está fora, desde 1962, e que hoje parece golpeado por problemas de prestígio e dinheiro. Na reunião desta segunda-feira, realizada na sede de Washington, o chanceler mexicano, Luis Ernesto Derbez, obteve 17 dos 34 votos em jogo, o mesmo que seu adversário, o ministro do Interior do Chile, José Miguel Insulza.
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Comércio: Alca já é dada como morta por seus opositores

México, 11/04/2005 – Grupos sociais e acadêmicos já cantam o réquiem pela Área de Livre Comércio das Américas, iniciativa norte-americana que está morta e perto da sepultura. Mas, os governos ainda se mostram cautelosos. Segundo os planos traçados em dezembro de 1994 pelos chefes de Estado reunidos na primeira "Cúpula das Américas" realizada em Miami, a Alca deveria estar negociada em janeiro deste ano, o que não ocorreu, e em vigor partir de dezembro, o que dificilmente acontecerá. Assim, construir uma área de livre comércio desde o Canadá até a província da Terra do Fogo, com exceção de Cuba, continua sendo apenas uma idéia.
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México: Homofobia intoxica os conservadores

México, 15/03/2005 – No cadáver do mexicano Antonio Ruiz, de 17 anos, seu assassino escreveu "sou puto" e "louca". O jovem é um dos 32 homossexuais assassinados por ano neste país, cujo governo iniciará, em abril, uma campanha contra a homofobia. "A igualdade começa quando reconhecemos que todos têm direito de ser diferente" e "por um México influente, tolerante e plural", são duas das frases da campanha que será divulgada no próximo mês nas rádios de 15 cidades. A partir de maio será difundida para todo o país e também na televisão. A Igreja Católica e grupos conservadores protestaram em alto e bom som contra a iniciativa, que vêem como promotora da homossexualidade, uma "enfermidade aberrante", em sua opinião. Estes setores reclamam do governo do presidente Vicente Fox o cancelamento da campanha. Entre cinco milhões e 10 milhões dos 105,3 milhões de mexicanos têm preferências homossexuais, segundo diversos estudos.
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Mundo: Governos latino-americanos rejeitam Flores na OEA

México, 03/02/2005 – A candidatura do ex-presidente salvadorenho, Francisco Flores, para dirigir a Organização dos Estados Americanos parece ser a melhor posicionada graças ao apoio dos Estados Unidos, mas também é a que gera maior rejeição entre ativistas humanitários e políticos da América. Uma longa sombra de acusações acompanha Flores desde sua administração de El Salvador, entre 1999 e 2004, tanto em matéria de direitos humanos quanto de desobediência a recomendações feitas por organismos multilaterais. Além disso, tem reprovada sua excessiva aproximação com Washington, expressa, entre outras coisas, por seu apoio à invasão do Iraque, em março de 2003.
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FSM: A busca pela inclusão dos excluídos

México, 23/01/2005 – Ativistas sociais desejam, mas duvidam que no próximo Fórum Social Mundial mude o perfil dos assistentes em relação às edições anteriores. Até agora, nos encontros realizados no Brasil prevaleceu uma elite ilustrada, alheia a partidos políticos e em sua maioria do país anfitrião. "Não creio que o V Fórum Social Mundial deixe de ser a escola de verão que tem sido e tampouco que aumente a presença dos verdadeiros excluídos", disse à IPS Heinz Dieterich, acadêmico alemão radicado no México e um entusiasmado promotor das causas da esquerda na América Latina.
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Política: Rigoberta Menchú candidata à secretaria da OEA

México, 23/01/2005 – A Guatemala anunciou que apresentará a candidatura da prêmio Nobel da Paz Rigoberta Menchú para o cargo de secretária-geral da Organização dos Estados Americanos, para acabar com as divisões regionais que a disputa pelo cargo provoca. Analistas acreditam que "é apenas um balão de ensaio", mas a ativista tem fé em chegar por consenso. "Seria uma honra para mim (ser candidata) e um fato histórico uma mulher indígena surgida das lutas sociais poder estar à frente de um organismo como a OEA", disse Menchú à IPS em entrevista por telefone de seu escritório na Guatemala.
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Ambiente: América Latina não está preparada para maremotos

México, 23/01/2005 – Quase nenhum país litorâneo da América Latina está preparado para enfrentar maremotos, embora especialistas alertem que no futuro poderão sofrer fenômenos semelhantes ao registrado no oceano Índico, que matou mais de 150 mil pessoas e devastou as costas de uma dezena de nações. "A ameaça de tsunamis (ondas gigantes geradas por movimentos do leito marinho) é vista com algo menor na América Latina, quando não o é. Tomara que o que aconteceu na Ásia pressione os governos a criarem redes de alerta e preparar a população", disse à IPS o diretor do Serviço Geológico de El Salvador, Carlos Pullinger.
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Direitos Humanos: Prisões de máxima impunidade no México

México, 23/01/2005 – A maioria dos 1.500 internos das prisões de segurança máxima no México vive um regime semelhante ao de um campo de concentração nazista, segundo grupos humanitários, mas também há os que dizem que muitos presos têm privilégios, dirigem seus negócios desde a prisão e até ordenam assassinatos. O crime organizado tem o controle das prisões mais seguras do país, afirmou o deputado Orlando Paredes, do opositor Partido Revolucionário Institucional, que pede a remoção dos funcionários que administram esses locais. Um suposto traficante de drogas detido na prisão de el Penal de la Palma, onde grupos humanitários denunciam que os presos são obrigados a tomar medicamentos psiquiátricos e são colocados em camisa de força, foi crivado de balas no dia 31 de dezembro por um de seus companheiros.
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Direitos Humanos: Genocida na Guatemala é foragido internacional

México, 23/01/2005 – Em 1980, ordenou que retirassem um ferido do hospital para espancá-lo, executá-lo e jogar seu corpo na rua. Tinha um centro de torturas em sua casa e organizava esquadrões da morte. Trata-se do ex-ministro guatemalteco Donaldo Alvarez, foragido internacional. O ex-ministro do Interior, acusado de cometer e ordenar horrendos crimes entre 1978 e 1982, viveu sem sobressaltos os últimos 22 anos no México, com residência legal e quase despercebido. Mas, este mês, passou a ser perseguido pela Justiça, por uma ordem de prisão internacional do juiz espanhol Fernando Grande-Marlaska, que pediu sua extradição ao México pelos assassinatos de sete cidadãos espanhóis na Guatemala.
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