Desenvolvimento: O Sul é destaque em relatório da ONU

Nações Unidas, 01/07/2005 – Apesar do declínio geral da economia mundial, a dos países pobres continua em crescimento, em uma tendência que pode ajudar a alcançar os objetivos internacionais em matéria de desenvolvimento, afirmam especialistas. "Um aspecto incomum da atual tendência do crescimento econômico mundial é que está muito difundido nos países em desenvolvimento", destaca um informe da Organização das Nações Unidas sobre a situação e as perspectivas da economia mundial. Se esse crescimento não for interrompido, será "uma janela de oportunidade" para alcançar os objetivos de desenvolvimento estabelecidos em várias conferências internacionais, inclusive as Metas de Desenvolvimento do Milênio fixadas pelos membros da ONU em 2000, de acordo com economistas do fórum mundial que preparam o relatório semestral.
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Direitos Humanos: Cresce o repúdio a práticas antiterroristas

Nova York, 29/06/2005 – A Organização das Nações Unidas, grupos de direitos humanos e membros do Congresso dos Estados Unidos condenam seqüestros, traslados extrajudiciais, detenções indefinidas e torturas praticadas por agentes norte-americanos contra supostos terroristas. As vozes contra a "guerra antiterrorista" dos Estados Unidos, lançada depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e Washington, multiplicaram nos últimos dias. "Proibir a tortura não é algo negociável", disse o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, por ocasião do Dia Internacional de Apoio às Vítimas da Tortura, celebrado no último domingo. "Isto inclui uma absoluta proibição de trasladar qualquer pessoa para outra jurisdição onde há razões para se pensar que estarão em risco de serem torturadas", acrescentou Annan, em clara alusão às práticas de Washington.
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Iraque: O povo paga pelas dívidas

Nações Unidas, 23/06/2005 – Organizações não-governamentais internacionais exortaram a Organização das Nações Unidas a suspender o pagamento de milhões de dólares gerados pelo petróleo iraquiano a empresas e pessoas do Kuwait a título de indenização de guerra. "Os cidadãos do Iraque não devem ser responsabilizados pelas ações de Saddam Hussein e seu regime", afirmou o grupo norte-americano Voice in the Wilderness (Vozes do Deserto), numa referência à invasão do Kuwait pelo Iraque há 15 anos. "As contínuas reclamações de indenizações de guerra são outra forma de violência contra os iraquianos", afirmou a organização Jubileu/Iraque, com sede na Grã-Bretanha.
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Desarmamento: Conferência nuclear termina em completo fracasso

Nações Unidas, 30/05/2005 – Quase um mês de conversações nas Nações Unidas sobre um tratado internacional para prevenir a proliferação de armamento nuclear terminou sem consenso em nenhum dos pontos centrais em debate, começando pelo desarmamento. Foi recomendado aos delegados de 188 países reviver o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) e encontrar caminhos para melhorá-lo. Tais conversações acontecem a cada cinco anos, desde que o acordo foi assinado em 1970. "Lamento que a conferência não tenha sido capaz de conseguir consenso. Não há recomendações", disse o presidente do encontro, o brasileiro Sérgio Duarte, na sexta-feira, ao anunciar o encerramento da conferência, na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York.
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Mundo: Arsenal nuclear israelense confunde negociadores

Nações Unidas, 23/05/2005 – Na conferência da Organização das Nações Unidas sobre desarmamento nuclear, que acontece na sede do órgão em Nova York, os Estados Unidos se concentram nas atividades suspeitas de Irã e Coréia do Norte, mas outros países destacam o impacto do arsenal israelense nos esforços para estabelecer uma zona livre de armas nucleares no Oriente Médio. Os diplomatas do mundo árabe e de países em desenvolvimento concordam com as preocupações do presidente norte-americano, George W. Bush, quanto ás ambições de Teerã e Pyongyang. Mas nas duas semanas de debates já transcorridas, um negociador após outro pediu urgência à comunidade para colaborar com um Oriente Médio livre de armas nucleares pressionando Israel para que abandone seu programa de desenvolvimento nesse campo.
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Desarmamento: Esforços para frear a proliferação nuclear

Nova York, 05/05/2005 – Em 1970, quando as potências mundiais adotaram o Tratado de Não-proliferação de Armas Nucleares (TNP), muitos acalentaram a esperança do desarmamento total, mas, milhares dessas armas são acumuladas e novas são construídas, inclusive nos países signatários do acordo. A atual crise de proliferação "é a pior da história. É muito, muito grave e uma imensa ameaça para a humanidade", afirmou Douglas Roche, ex-diplomata e parlamentar canadense e ex-presidente do comitê de desarmamento da Organização das Nações Unidas, que fez um acompanhamento do TNP durante as duas últimas décadas. Segundo o especialistas, os Estados Unidos e outras potências nucleares reconhecidas são responsáveis por esta crise, já que "estabeleceram um sistema mundial com duas classes, inaceitável para os países não-nucleares".
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Darfur: Os Estados Unidos na encruzilhada do Tribunal Penal Internacional

Nova York, 29/03/2005 – Os Estados Unidos, inflexível opositor do Tribunal Penal Internacional (TPI), deve decidir esta semana se exerce, ou não, seu poder de veto no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, diante da proposta francesa de encomendar a esse tribunal o julgamento de crimes de guerra no Sudão. A moção da França, apresentada formalmente esta semana, coloca à prova a vontade proclamada por Washington, depois da reeleição do presidente George W. Bush em novembro, de retomar o caminho do multilateralismo e melhorar a cooperação com seus tradicionais aliados europeus, que criticaram duramente sua política unilateral na questão iraquiana e em relação a vários tratados internacionais.
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EUA: começam as mobilizações contra o recrutamento forçado

Nova York, 22/03/2005 – A raiva, a dor e medo em relação ao recrutamento forçado crescem nos Estados Unidos dois anos depois da invasão do Iraque, enquanto se fortalece a resistência armada nesse país do Golfo. E cada vez mais aliados pensam em retirar suas tropas. Conscientes das conseqüências de uma leva de recrutados, grupos norte-americanos contrários á guerra decidiram lançar uma campanha nacional chamada "No draft, no way" (Não ao recrutamento, de modo algum). Alguns já recorreram á desobediência civil bloqueando o acesso a centros de recrutamento militar em várias cidades. "Está claro que o Pentágono (Departamento de Defesa) tem em mente o recrutamento forçado", disse á IPS um dos organizadores da campanha, Dustin Langley. "Mas, antes, mobilizaremos todas as universidades do país", advertiu.
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Desarmamento: Mulheres pagam o preço do tráfico de armas

Nações Unidas, 14/03/2005 – Elas não estão interessadas em comprar nem usar o produto, mas estão condenadas a pagar um alto preço por ele, denunciaram ativistas sobre as mulheres que sofrem as conseqüências do multimilionário tráfico ilegal de armas leves. Em todo o mundo, mulheres e meninas sofrem violência indiscriminada, destaca um novo relatório preparado conjuntamente pelas organizações Anistia Internacional, Rede Internacional de Ação sobre Armas Pequenas (Iansã) e Oxfam Internacional. Atualmente, circulam pelo mundo 650 milhões de armas, em sua grande maioria propriedade de homens, diz o documento, intitulado "Os efeitos das armas na vida das mulheres".
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Mulheres: Iniciativa antiaborto dos EUA perturba conferência na ONU

Nações Unidas, 04/03/2005 – Enquanto o governo dos Estados Unidos tenta impor a outros países sua visão contrária ao aborto, feministas do mundo árabe e muçulmano advertem que essa campanha pode causar um dano irreparável em sua longa luta pelos direitos da mulher. "A delegação norte-americana tenta minar nossos esforços pela igualdade de direitos", afirmou Maha Abu Dayyeh-Shamas, uma ativista palestina de Jerusalém que participa da conferência internacional na sede da Organização das Nações Unidas para avaliar as ações dos governos em favor dos direitos das mulheres nos últimos 10 anos. "Estamos muito preocupadas pela posição dos Estados Unidos. Tentam dividir nossas sociedades", afirmou á IPS.
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