Terrorismo: Na mira da Rússia

Moscou, 20/09/2005 – Enquanto os Estados Unidos são acusados de desviar o foco da cúpula da Organização das Nações Unidas, na semana passada em Nova York, dos problemas do desenvolvimento, a Rússia mostrou-se tão dedicada à "guerra contra o terror" quanto o governo de George W. Bush. O presidente Vladimir Putin foi o primeiro dos líderes de 63 países em assinar uma convenção internacional sobre combate ao terrorismo nuclear, além de ter propiciado seu nascimento. "Considerando as táticas agressivas dos terroristas, cujas ações têm por objetivo produzir a maior quantidade possível de vítimas entre a população civil, precisamos tomar medidas possíveis para colocar uma barreira firme que nunca lhes permita obter armas de destruição em massa", disse à IPS Mikhail Kamynin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
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Mulher: Tráfico é um problema comum na Rússia

Moscou, 31/08/2005 – O tráfico de mulheres é um problema cada vez mais comum na Rússia. O ciclo de pobreza, enganos, escravidão e prostituição afetou mais de meio milhão de jovens nos últimos 10 anos, afirmam organizações não-governamentais. Katrina (o nome é fictício, o caso é real) aceitou aos 28 anos um trabalho de atendente em um restaurante de Bangcoc. Ao chegar à capital tailandesa soube que no lugar não se oferecia café, mas strip tease. Teve seu passaporte tomado e foi escravizada durante três anos. A jovem havia deixado Smolensk – sua terra natal no ocidente da Rússia – quatro anos antes, após se formar na universidade local. Era uma das 50 mulheres da Rússia, Ucrânia e Bielorússia com idades entre 18 e 30 anos que haviam sido levadas para a Tailândia por um agente que lhes prometera bons salários.
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Infância: Os marginalizados da aids

Moscou, 25/08/2005 – Cada vez mais meninas e meninos russos nascidos com o vírus HIV, causador da aids são abandonados em orfanatos ou hospitais, enquanto suas mães sofrem discriminação, inclusive por parte dos próprios médicos. Segundo os últimos dados, mais de 20% das mulheres russas portadoras do vírus da deficiência imunológica adquirida que deram à luz em fevereiro abandonaram seus bebês. A maioria dos médicos acredita que a incidência dessa enfermidade na Rússia é muito maior do que é oficialmente reconhecido. A organização internacional Human Rights Watch (HRW), com sede em Nova York, disse que as crianças com aids muitas vezes devem ser separadas dos adultos, "não por serem perigosas para a sociedade, mas porque esta é perigosa para elas. Manter todas juntas é uma forma de protegê-las", acrescenta a organização, que expressou preocupação pela situação na Rússia.
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Saúde: Governo russo quer apoio privado na luta contra a aids

Moscou, 13/04/2005 – O governo da Rússia buscará apoio do setor privado para levar adiante uma intensa campanha de luta contra a síndrome da imunodeficiência adquirida (aids). A decisão foi tomada depois que especialistas confirmaram que há mais de 312 mil pessoas portadoras do vírus HIV, causador da doença, registradas em todo este país de 104 milhões de habitantes, embora se estime que o número real de infectados chegue ao milhão. "Os números superaram todos os prognósticos. A propagação da aids já deixou de ser apenas um problema médico, e agora também é um problema estratégico, social e de segurança econômica diante da atual situação demográfica", afirmou o vice-primeiro-ministro, Alexander Zhukov, se referindo à diminuição da população russa registradas nos últimos anos.
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Rússia: A aids avança a passos firmes

Moscou, 16/03/2005 – A população portadora do vírus da aids na Rússia aumentou 10% no último ano e os mais afetados atualmente são jovens entre os 18 e 29 anos de idade, segundo especialistas. Quatro milhões de usuários de drogas injetáveis estão em perigo, se é que já não contraíram o vírus da aids (HIV), de acordo com especialistas de diversas organizações. A quantidade de portadores de HIV aumentou de 270 mil, no início de 2004, para 300 mil, informou à IPS Natalya Ladnaya, pesquisadora do Centro Federal de Aids. O ritmo de contágio entre os jovens de 18 a 20 anos é alarmante, ressaltou.
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Mulher: Violência doméstica, nem crime nem castigo na Rússia

Moscou, 08/03/2005 – Mais de 50 mil mulheres russas apanham de seus maridos ou companheiros a cada hora, e uma delas morre, denunciou a Associação Russa de Centros de Crise. Mas, a lei não considera a violência doméstica um crime específico, e a polícia ignora as escassas denúncias. Baseada nos telefonemas feitos para seus números de ajuda, a Associação, uma organização não-governamental com sede em Moscou, estima que somente de 5% a 10% das mulheres vítimas de violência doméstica chegam a fazer a denúncia na polícia, e, também, que muitas de suas denúncias não são aceitas. Por este motivo, a ONG sugere que os dados oficiais sobre violência doméstica superestimam a verdadeira escala do problema neste país de 104 milhões de habitantes.
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Direitos humanos: Ativistas russos recorrem a Bush

Moscou, 23/02/2005 – Acadêmicos e ativistas da Rússia e de outros países exortaram o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a pressionar seu colega Vladimir Putin para que corrija o "rumo autoritário", às vésperas de uma reunião de cúpula entre ambos. Os dois mandatários se reunirão nesta quinta-feira em Bratislava, capital da Eslováquia, no contexto da viagem que Bush realiza por países da União Européia. "Sua próxima cúpula com o presidente Putin é uma oportunidade importante para fortalecer seu compromisso declarado com a defesa das liberdades e dos direitos humanos em todo o mundo", diz a carta escrita por cerca de 60 personalidades da Rússia, Grã-Bretanha e dos Estados Unidos.
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