Suazilândia: Ação internacional para evitar outra Ruanda

Suazilândia, 26/07/2005 – A comunidade internacional deve exercer uma pressão maior sobre o reino de Suazilândia para que introduza reformas democráticas e assim evite que se desate uma onda de violência, como ocorreu em outras nações da África. "Não queremos que o reino de Suazilândia exploda como ocorreu com Ruanda, Burundi ou Serra Leoa", afirmou Gabriel Mkhumane, fundador do proscrito partido oposicionista suazi Movimento Unido Democrático do Povo. "O povo de Suazilândia não deve rebelar-se e pegar em armas. Isso está fora de questão. Só do que precisamos é de pressão internacional para que haja reformas", disse à IPS. Mkhumane, exilado na vizinha África do Sul, rechaça a violência, mas adverte que pode haver uma revolta social se não houver avanços democráticos na Suazilândia.
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África: A corrupção não deve servir de desculpa para o G-8

Johannesburgo, 05/07/2005 – Os anúncios de bom governo e combate à corrupção podem eclipsar os pedidos de mais ajuda para a África quando o Grupo dos Oito se reunir esta semana na Escócia para sua cúpula anual, alertam ativistas e acadêmicos africanos. Por isso, exortam os países industrializados que integram o G-8 (Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão e Rússia) a não olharem o continente mais pobre do mundo através da lente da corrupção e do mau governo. Na África "existe vontade política de combater a corrupção. Há alguns países, como a África do Sul, que estão atacando a corrupção no mais alto nível", destacou Prince Mashele, pesquisador do Instituto de Estudos de Segurança, com sede em Pretória.
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Saúde: O tsunami silencioso da aids na África

Johannesburgo, 27/06/2005 – Aproximadamente 12 milhões de meninos e meninas da África subsaariana perderam pelo menos um de seus pais por causa da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids), segundo a Federação Internacional da Cruz Vermelha e as sociedades da Meia Lua Vermelha. Esse número pode duplicar até 2010, alertaram. A quantidade de órfãos da aids também é grande na África austral, epicentro da epidemia no continente. "Nos 10 países em que a Cruz Vermelha atua na região da África austral, há aproximadamente 4,1 milhões de crianças que perderam um dos pais devido à enfermidade", disse Kenneth Motlogeloa, da Sociedade da Cruz Vermelha da África do Sul.
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Congo: O ouro que financia a guerra

Johannesburgo, 03/06/2005 – A disputa por ouro entre milícias da República Democrática do Congo que contaram com apoio de Uganda e Ruanda levou a graves abusos, advertiu a organização de direitos humanos Human Rights Watch. As milícias tribais apoiadas por esses dois países lutam pelo controle das grandes jazidas de ouro no nordeste do país, criando obstáculos às gestões para acabar definitivamente com a guerra civil, diz o relatório "A maldição do ouro", divulgada esta semana pela HRW. Entre 2002 e 2004, cerca de dois mil civis foram assassinados e dezenas de milhares tiveram de deixar suas casas na batalha pro Mongbwalou, uma das principais áreas de mineração. Os combatentes procuravam enriquecer e financiar seus esforços de guerra com o ouro, diz o informe.
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África: Um papa como "símbolo de unidade"

Johannesburgo, 05/04/2005 – Enquanto católicos de todo o mundo choram a morte de João Paulo II, outros concentram sua atenção na sucessão. Para os católicos da África, que aumentaram de forma constante nos últimos anos, a questão é clara: o novo papa deve ser africano. O número da praticantes do catolicismo nesse continente aumentou 3,4% em 2003, enquanto na Europa permaneceu constante, segundo o último anuário pontifício. Na Ásia, houve aumento de 2,2% e na América de 1,2%. Atualmente, a África representa 13,2% dos 1,1 bilhão de católicos de todo o mundo.
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Zimbábue: A infância paga o preço de sanções políticas

Johannesburgo, 21/03/2005 – Na última viagem à África de Carol Bellamy como diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), antes de deixar o cargo, foi ofuscada pelo que ela chamou de "contraste cru" entre a escassa ajuda recebida pelo Zimbábue e por outros países africanos, especialmente no sul do continente. Desde 2000, a extensão da violência política e as violações dos direitos humanos piorou a reputação do governo desse país e determinou que os Estados Unidos e a União Européia aplicassem sanções contra as autoridades encabeçadas pelo presidente Robert Mugabe, no poder desde a independência, em 1980, e contra dirigentes da governante União nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (Zanu-PF).
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ONU: Africanos erguem sua voz em apoio a Annan

Johannesburgo, 23/01/2005 – Cada vez mais vozes se levantam na África em apoio ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan, no olho do furacão devido às denúncias de corrupção contra o programa Petróleo por Alimentos para o Iraque. O programa, hoje inexistente, que entre 1996 e 2003 permitiu ao governo do então presidente iraquiano Saddam Hussein exportar petróleo em troca de alimentos para a população, é centro de um escândalo há duas semanas e objeto de investigações. Uma delas, que apresentará seu relatório em janeiro, está a cargo de uma comissão independente nomeada pelo próprio Annan, encabeçada pelo ex-presidente da Reserva Federal norte-americana, Paul Volcker.
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O segredo do modelo nórdico: Um parque, três países na África

JOHANNESBURGO, 20/01/2005 – A sobrevivência de muitos animais na África depende de iniciativas de cooperação multinacional, como a que criou o Parque Transfronteiriço Grande Limpopo, compartilhado por África do Sul, Moçambique e Zimbábue, afirmam conservadores. Essa reserva está entre as maiores do mundo, com cerca de 35 mil quilômetros quadrados, quase o tamanho de Israel. O tratado que permitiu sua criação foi assinado em dezembro de 2002, na cidade de Xai-Xai, ao sul de Moçambique, e uniu alguns dos melhores e mais famosos parques nacionais da região: o sul-africano Kruger, o zimbabuense Gonarezhou e o moçambicano Limpopo.
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