Balcãs: Criminosos de guerra sérvios não escapam da justiça

Belgrado, 03/10/2005 – A esta altura dos acontecimentos, os criminosos de guerra sérvios já devem saber que, por mais que corram, em algum momento serão pegos. Dez anos depois de terminadas as guerras de secessão da Bósnia-Herzegovina e Croácia, e seis anos depois que as forças de segurança sérvias abandonaram a província de Kosovo, continuam sendo levados perante a justiça os acusados de participação em massacres. Aproximadamente 250 mil pessoas morreram entre 1991 e 1995, durante as guerras em que a Iugoslávia foi dividida nos atuais Estados independentes de Sérvia e Montenegro, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Eslovênia e Macedônia. Nas últimas semanas houve uma onda de prisões em vários países.
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Sérvia: Censurar ou não censurar o julgamento de Milosevic

Belgrado, 23/09/2005 – Cinco anos depois de sua queda, o ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic parece estar de volta, pelo menos nas telas das televisões que transmitem seu julgamento e a apologia do extermínio étnico proferida há alguns dias por uma testemunha da defesa. A retórica nacionalista e violenta dos anos 90, quando Milosevic (1989-2000) conduziu os sérvios às guerras de secessão contra croatas e bósnios, voltou aos lares deste país através das transmissões por rádio e televisão das audiências do Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Iugoslávia, criado pela Organização das Nações Unidas na cidade holandesa de Haia. Toda Sérvia parece presa aos televisores. Nas casas, comércios, cafeterias e restaurantes, as pessoas assistem à transmissão ao vivo do julgamento de Milosevic, acusado de genocídio e crimes de guerra, depois de ser deposto em outubro de 2000 e extraditado para Haia em junho de 2001.
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Terrorismo: Os Balcãs como caminho para a Europa

Belgrado, 26/07/2005 – A presença da Al Qaeda e de grande quantidade de armas nos Balcãs transforma essa região em uma ponte ideal para os terroristas que se dirigem à Europa, embora se trate de um alvo improvável, advertiu o analista militar Zoran Dragisic, da Faculdade de Defesa Civil de Belgrado. "Os terroristas não considerariam essa região como objetivo de um ataque, mas como trampolim para a Europa", disse à IPS. Há fortes sinais que fundamentam esse temor, acrescentou. Em primeiro lugar, as guerras que desde 1991 conduziram à desintegração da antiga Iugoslávia levaram para os Balcãs traficantes de armas de todo o mundo. Hoje, estes países estão inundados de armas e munições de todo tipo e calibre.
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Direitos Humanos: As feridas de Srebrenica não cicatrizam

Tuzla, 12/07/2005 – Herzegovina, 12/07/2005 – Como muitos muçulmanos bósnios que vivem no exterior, Eldvin viaja todos os anos desde seu atual lar no Arizona, Estados Unidos, até sua terra natal, Bósnia-Herzegovina. Mas não o faz para visitar sua família, e sim para tentar descobrir o que aconteceu com seu irmão mais novo, Samir, "que não sobreviveu a julho de 1995", explica o jovem de 27 anos, que não quis dar o sobrenome. Eldvin e Samir procuravam fugir do território muçulmano de Srebrenica quando foram capturados pelo exército sérvio da Bósnia, no dia 11 de julho de 1995, nos dias finais da guerra dessa antiga província iugoslava. Eldvin teve a sorte de escapar ileso, mas Samir foi executado junto com cerca de oito mil homens e adolescentes masculinos de Srebrenica, depois da queda da cidade em mãos sérvio-bósnias.
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Balcãs: Criminosos de guerra escondidos na Rússia

Belgrado, 28/03/2005 – A Rússia nega, mas insistentes versões que circulam em Belgrado indicam que nesse país estão radicados sérvios suspeitos de crimes de guerra. A controvérsia se agravou com a entrega ao Tribunal Penal Internacional para Crimes na Antiga Iugoslávia, com sede na cidade holandesa de Haia, do ex-chefe de política dos sérvios na Bósnia-Herzegovina, Gijko Jankovic, acusado de atos de limpeza étnica contra bósnios muçulmanos entre 1992 e 1995. Meios de imprensa indicaram que Jankovic, em poder desde do último dia 13 do tribunal criado pela Organização das Nações Unidas, esteve por cinco anos na Rússia antes de se entregar, ao regressar a Banja Luka, capital da República Sprska, entidade sérvia autônoma na Bósnia-Herzegovina.
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