Rio Sena inunda Paris e força retirada de 1,5 mil moradores

O Rio Sena, que atravessa Paris, continuou a subir  e levou à retirada de cerca de 1.500 pessoas na região da Ile-de-France, incluindo a capital francesa e as zonas ao redor, de acordo com a polícia de Paris. A informação é da Agência Xinhua. O nível da água permaneceu em nível elevado na região, onde 240 comunidades receberam alertas sobre as inundações. Cerca de 1.500 cidadãos foram convocados a deixar suas casas, disse Michel Delpuech, chefe do órgão policial de Paris. “As águas só vão embora devagar”, disse Delpuech a repórteres, salientando que “todos sabem o que devem fazer”. Às 15h (hora local), o Sena subiu para 5,81 metros. Chegaria ao seu pico às 18h de domingo ou no início desta segunda-feira. “É esperado que o rio alcance seu nível mais alto, ligeiramente inferior ao alcançado durante a enchente de junho de 2016,” informou a agência de notícias do governo. Em 2016, as chuvas torrenciais desencadearam grandes inundações, mergulhando partes das regiões centrais da França e locais de Paris no caos, quando o Sena subiu para 6,1 metros. Seis pessoas morreram nas inundações. Uma chuva sem interrupções causou as inundações, principalmente na região de Paris, onde o alto nível da água ultrapassou as passarelas do rio e obrigou o Museu Louvre a fechar para o público o Departamento de Arte Islâmica. (#Envolverde)

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Nissan tem duas indicações para premiação de carros não poluentes

O Novo Nissan LEAF, veículo elétrico mais vendido do mundo, foi indicado como um dos 10 finalistas do “World Car of the Year 2018”, o “Carro Mundial do Ano 2018”. Foi um duplo reconhecimento à nova geração do Nissan LEAF, que também foi finalista nos quatro últimos prêmios na categoria de carros verdes mundiais organizados em 2018. A Nissan, uma empresa de Yokohama, tem buscado manter a liderança de veículos elétricos e inovado em tecnologias não poluentes. (#Envolverde)

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Filipinas em alerta com atividade do vulcão Mayon

As autoridades filipinas elevaram nesta segunda-feira (29) para mais de 80 mil as pessoas retiradas da região do vulcão Mayon, no Leste do país, onde permanece o alerta de uma possível explosão, apesar da redução de sua atividade nas últimas horas. As emissões naturais, como as de vulcões, colaboram para a potencialização do efeito estufa e aquecimento global. O Mayon, em intensa atividade desde o dia 13, não registra erupção desde a tarde desse domingo (28), o que contrasta com o registro de até dez explosões diárias, observadas na semana passada. Mesmo assim, “é difícil avaliar se o vulcão vai seguir com essa tendência nos próximos dias”, disse à Agência EFE o especialista Winchelle Sevilla, da agência vulcanológica filipina. Sevilla assegurou que “ainda existe o risco de ocorrer uma erupção de grande potência nos próximos dias ou semanas”. Por isso, as autoridades mantêm o alerta em nível quatro – que considera possível uma erupção perigosa nas próximas horas ou dias – de uma escala de 5. Além disso, foi delimitada uma zona de exclusão em um raio de 8 quilômetros desde a cratera, que inclui uma área de máximo perigo em um raio de 6 quilômetros. Um total de 81.371 pessoas, de mais de 21 mil famílias residentes na zona de exclusão, foi levado para refúgios provisórios da região e, por enquanto, não pode retornar às suas casas, segundo o último relatório do Escritório de Defesa Civil da província de Albay. A atividade do Mayon, que despertou em seis ocasiões nas últimas três décadas, gerou o medo de reviver momentos iguais aos da erupção do Pinatubo (noroeste de Manila) em 1991, a segunda maior no século 20 e que deixou cerca de 850 mortos e mais de 1,3 milhão de deslocados. Os especialistas da agência filipina, no entanto, descartam que o Mayon possa gerar uma erupção tão potente quanto a do Pinatubo. Abr (#Envolverde)

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Essa quinta-feira é marcada pelo principal evento climático em Davos

Nesta quinta-feira (25) de janeiro acontece o principal evento climático da edição deste ano do Fórum Econômico Mundial. Trata-se de um painel de alto nível, com transmissão pela internet, que debaterá como acelerar a ação climática em 2018 e que contará com a participação de líderes da política, negócios e sociedade civil (ver lista abaixo). A data do painel não poderia ser mais significativa: esta quinta é quando Donald Trump, que tirou os Estados Unidos do Acordo Climático de Paris, chega em Davos. Na sequência dos discursos de Chefes de Estado como Modi – que chamou a mudança climática de “uma grande ameaça para a civilização humana” e enfatizou a vontade da Índia de assumir a liderança na mitigação de seus efeitos, destacando os ambiciosos objetivos de energia renovável do país e sua liderança na Aliança Solar Internacional – bem como Merkel, Trudeau e Macron, os panelistas descreverão as principais tarefas enfrentadas pelos líderes em 2018 e como os governos e atores não estatais devem acelerar a ação climática através do diálogo Talanoa nas negociações climáticas da ONU. Na semana passada, o Relatório Global de Riscos divulgado pelo Fórum identificou eventos climáticos extremos e o fracasso em mitigar as mudanças climáticas como principais riscos para 2018. “Este é o ano para os líderes empresariais e os governos intensificarem seus esforços para resolver a crise climática. Na cúpula climática da ONU de 2018, em dezembro, os líderes mundiais devem comprometer-se a fortalecer seus objetivos climáticos nacionais. “- Al Gore, vice-presidente dos Estados Unidos (1993-2001); Presidente e Co-Fundador, Generation Investment Management; Membro do Conselho de Curadores, Fórum Econômico Mundial. (#Envolverde)

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Tempestades devastam Moçambique, que pede ajudar para se reconstruir

Moçambique precisa de 6,1 milhões de euros para enfrentar os estragos provocados pela chuva e ventos ciclónicos que atingiram o centro e norte do país nas últimas duas semanas, anunciou porta-voz do Conselho de Ministros. “No total, mais de 80 mil pessoas foram afetadas, o que significa perto de 16 mil famílias”, disse Ana Comoana. A porta-voz falava à imprensa no final da primeira sessão do Conselho de Ministros de Moçambique em 2018. O mau tempo na região começou no dia 08 de Janeiro, com rajadas de vento a atingirem 85 quilómetros por hora, além de descargas atmosféricas e chuvas fortes, acima dos 200 milímetros em 24 horas. O Governo moçambicano possui 2,1 milhões de euros disponíveis e, neste momento, estão a ser mobilizadas fontes internas e externas para a arrecadação do valor necessário, referiu Ana Comoana. “Agora estamos a apostar na assistência comunitária”, acrescentou a porta-voz, lembrando que, devido à chuva, os níveis das albufeiras de quase todo o país subiram. Desde Outubro, 21 pessoas morreram, sendo as províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia são as mais afeitadas pelas tempestades. (#Envolverde)

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Subida da temperatura global afeta o planeta de maneira profunda e drástica

A tendência de crescimento das temperaturas globais, marcada pelo acúmulo de recordes em 2015 e 2016, manteve o ritmo no ano passado. A agência meteorológica das Nações Unidas alertou que a pressão contínua sobre o Ártico em 2017 terá “repercussões profundas e duradouras no nível do mar e nos padrões climáticos em outras partes do mundo”. “A tendência de temperatura em longo prazo é muito mais importante do que o ranking de anos individuais, e essa tendência é ascendente”, disse Petteri Taalas, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), um organismo técnico vinculado à ONU. Uma análise da OMM mostrou que, enquanto 2016 mantém o recorde de ano mais quente (1,2°C), 2017 – que chegou a aproximadamente 1,1°C acima da era pré-industrial – foi o ano mais quente sem o El Niño. Segundo os estudos da agência, isso pode impulsionar as temperaturas globais a cada ano. Descrevendo o ritmo acelerado das mudanças climáticas como “uma ameaça existencial para o planeta”, o representante especial do secretário-geral da ONU para a Redução do Risco de Desastres, Robert Glasser, disse: “Uma série de três anos recordes de calor, cada um acima de 1° Celsius, combinado com perdas econômicas recordes nos desastres em 2017, deve mostrar a todos nós que estamos enfrentando uma ameaça existencial para o planeta que requer uma resposta drástica”. “Estamos ficando perigosamente perto do limite do aumento de temperatura de 2°C estabelecido no Acordo de Paris e o objetivo desejado de 1,5° será ainda mais difícil de ser mantido nos níveis atuais de emissões de gases de efeito estufa”, ressaltou. Registrando as mesmas temperaturas médias globais, 2017 e 2015 foram anos praticamente indistinguíveis, já que a diferença é inferior a um centésimo de grau – inferior à margem de erro estatística. “Dezessete dos 18 anos mais quentes registrados foram durante este século e o nível de aquecimento nos últimos três anos tem sido excepcional”, afirmou Taalas, ressaltando: “O calor do Ártico foi especialmente observado e isso terá repercussões profundas e duradouras no nível do mar e nos padrões climáticos em outras partes do mundo”. A temperatura média global em 2017 foi de cerca de 0,46°C acima da média de longo prazo de 1981-2010 de 14,3°C – uma linha de base de 30 anos utilizada pelos serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais para avaliar as médias e a variabilidade dos principais parâmetros climáticos. Elas são importantes para setores sensíveis ao clima, como gerenciamento de água, energia, agricultura e saúde. O clima também tem uma variação natural devido a fenômenos como o El Niño, que tem uma influência de aquecimento, e La Niña, que tem uma influência de esfriamento. “As temperaturas contam apenas uma pequena parte da história. O calor em 2017 foi acompanhado pelo clima extremo em muitos países pelo mundo”, acrescentou Taalas. Segundo ele, os Estados Unidos tiveram seu ano mais difícil em termos de clima e desastres climáticos, enquanto outros países viram seu desenvolvimento desacelerado ou revertido por ciclones tropicais, inundações e secas. Em março, a OMM emitirá o relatório completo […]

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Trump corta orçamento de programas da Nasa sobre mudanças climáticas

O orçamento proposto de 2018 de Donald Trump cortaria quatro projetos de Observação da Terra da NASA, incluindo três satélites climáticos: the Plankton, Aerosol, Cloud, ocean Ecosystem (PACE) mission; Climate Absolute Radiance and Refractivity Observatory (CLARREO) pathfinder; and Orbiting Carbon Observatory-3 (OCO-3). Essas missões são fundamentais para a pesquisa sobre mudança climática, bem como para a previsão de poluição atmosférica e da atmosfera. Sem eles, cientistas internacionais perdem seus “olhos no céu” com conseqüências potencialmente desastrosas para pessoas não só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. O Congresso dos EUA tem a última palavra sobre se esses programas de satélite vão ou não ser levados a diante. O voto sobre o orçamento de 2018 foi adiado de setembro a dezembro de 2017 e agora em janeiro de 2018. Como resultado das ameaças de cortes de Trump, a comunidade científica internacional ficou sob um grande incerteza. Atualmente ela está lutando para encontrar uma maneira de substituir as missões planejadas para Observação da Terra, da NASA, e continuar estudar a mudança climática, o monitoramento do tempo e da poluição. (#Envolverde)

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Peru cria um novo parque na floresta amazônica

O Parque Nacional de Yaguas está localizado na região de Loreto, no norte do Peru, e cobre mais de 868 mil hectares de floresta amazônica – em torno do tamanho do Parque Nacional de Yellowstone nos EUA. Esse é o mais novo parque nacional do Peru, que é o lar de mais de 3.000 espécies de plantas, 500 espécies de aves e 160 espécies de mamíferos. O Parque Nacional de Yaguas detém cerca de 550 espécies de peixes, representando dois terços da diversidade de peixes de água doce do Peru – mais do que qualquer outro lugar no país e uma das mais ricas reservas de peixes de água doce do mundo. (#Envolverde)

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Terra tem os 3 anos mais quentes desde o início dos registros de temperatura

A Organização Meteorológica Mundial confirmou que 2017 foi um dos três anos mais quentes – em conjunto com 2016 e 2015 – desde que os registros começaram em 1880. Mas 2014 e 2012 também figuraram no cenário dos anos em que o planeta ferveu, literalmente. A análise da instituição mostra que a temperatura média na superfície do planeta no ano passado foi 1,1 grau Celsius superior à do período entre 1880-1900, considerado “pré-industrial”. O ano de 2016 mantém o recorde de o mais quente, com 1,2 grau acima da referência pré-industrial. “A tendência da temperatura a longo prazo é muito mais importante do que a classificação dos anos individualmente. E essa tendência é ascendente”, afirmou em um comunicado o finlandês Petteri Taalas, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial. “Dezessete dos 18 anos mais quentes foram registrados durante este século, e o grau de aquecimento nos últimos três anos foi excepcional. O aquecimento do Ártico tem sido especialmente pronunciado, e isso terá impactos profundos e duradouros no nível do mar e nos padrões climáticos em outras partes do mundo”, alertou Taalas. Sua instituição já havia alertado em dezembro que as temperaturas no Ártico estão aumentando duas vezes acima do ritmo da temperatura global.(#Envolverde)

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Degelo bate todos os recordes mundiais e situação é grave

Os anos de 2016 e 2017 bateram todos os recordes de degelo global. Com o aquecimento da temperatura, a tendência de perda do gelo nos polos e nos glaciares é bastante clara. Porém, chama a atenção que o padrão de queda na extensão de gelo, desde setembro de 2016, não tem paralelo nos últimos 40 anos, quando se começou as medidas por satélite. A curva de 2016 sofreu uma queda abruta no último trimestre do ano (outubro a dezembro) e continuou batendo recordes de baixa nos quatro primeiros meses de 2017. O filme “Before the Flood” retrata como a civilização está gerando problemas crescentes no Planeta e é um poderoso instrumento de conscientização dos problemas climáticos e da grave crise ambiental por que passa a humanidade. A probabilidade de colapso ambiental tende a aumentar enquanto o governo Donald Trump corta os gastos para a proteção do meio ambiente e aumenta os gastos militares e os incentivos para a indústria fóssil. Incentivar o consumo conspícuo e retirar os EUA do Acordo de Paris é reforçar a perspectiva de desastre. Enquanto a governança global está sobre ameaça devido ao crescimento do nacionalismo e do militarismo, o Acordo de Paris está sob ameaça e vai ficando difícil interromper o processo de degelo nos polos, que bateram todos os recordes em 2016 e 2017. “A crise dos refugiados da guerra da Síria ou do Iêmen vai parecer um acontecimento trivial perto da crise gerada pela invasão das águas salgadas nas costas litorâneas de todo o mundo. Parece que o futuro será menos doce e mais salgado”, escreve EcoDebate, José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE. Unisinos (#Envolverde)

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