Brasil estará no United Nations Economic and Social Council Youth Forum

O Brasil estará presente, por meio de uma comitiva que contempla representantes do Governo, Sociedade Civil e de Empresas no United Nations Economic and Social Council Youth Forum (ECOSOC Youth Forum 2018), evento anual onde jovens de todo o planeta debatem e propõem ações para as políticas adotadas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Este é um dos eventos mais importantes de juventude no mundo e nesta edição, o evento trará, entre outros temas, o debate sobre o papel da juventude na construção de comunidades urbanas e rurais resilientes e sustentáveis. O evento acontece entre os dias 30 e 31 de janeiro, na sede da ONU em Nova York. A comitiva brasileira que acompanhará o evento será formada por membros do Instituto Global Atitude, formado por jovens selecionados pelo projeto Democracia Civil e membros da empresa convidada Eureca – organização que busca empoderar jovens para empreender as transformações que o mundo precisa, seja dentro ou fora de corporações. Para Marcus Barão, Presidente do Fórum de Juventude dos Países de Língua Portuguesa (FJCPLP) e Vice Presidente do Conselho Nacional da Juventude (CONJUVE) “O ECOSOC Youth Forum, pela sua institucionalidade e alcance global é uma oportunidade de contribuir de maneira concreta para a construção de soluções inovadoras para os desafios da nossa sociedade.” Sobre o tema da edição 2018 do evento, que é o Papel da juventude na construção de comunidades urbanas e rurais resilientes e sustentáveis, Barão completa dizendo que “A vida acontece nas comunidades, urbanas ou rurais. É no território que as pessoas vivem, sofrem ou são felizes. Discutir este tema num espaço como este é fundamental para o desenvolvimento de uma visão global que seja capaz de se converter em ação e impacto local”. (#Envolverde)

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Secretário da ONU alerta sobre crescimento do antissemitismo e neonazismo

Em visita à sinagoga de Park East, em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o antissemitismo e o neonazismo são problemas concretos e crescentes no mundo contemporâneo. Dirigente máximo do organismo internacional defendeu que “precismos nos unir contra a normalização do ódio”. “Temos de rejeitar os que não conseguem compreender que, conforme as sociedades se tornam multiétnicas, multirreligiosas e multiculturais, a diversidade tem de ser vista como uma fonte de riqueza e não, de ameaça”, afirmou o chefe das Nações Unidas em pronunciamento. “Quase 80 anos após a queda do regime nazista, seus símbolos, mentalidades e linguagem ainda estão muito presentes entre nós.” Guterres lembrou o avanço real do neonazismo, citando as atividades do grupo extremista Combat 18 e marchas realizadas no ano passado em apoio a ideais fascistas. Uma mobilização da extrema-direita reuniu 60 mil pessoas na Europa. Alguns dos participantes carregavam cartazes com os dizeres “Europa Branca” e “Sangue Puro”. Também no continente, lideranças teriam questionado o consenso já estabelecido sobre a participação de seus países na deportação e perseguição de judeus. “Em campi de universidades, esforços de recrutamento de simpatizantes nazistas dos supremacistas brancos estão em alta. Na internet, o ecossistema online dos brancos nacionalistas é espantosamente maior do que o de qualquer outro grupo extremista. A apenas algumas horas de carro da capital dos Estados Unidos, vimos manifestantes louvando Hitler e entoando (o slogan) ‘Sangue e Solo’”, afirmou Guterres, lembrando o acontecido em Charlottesville. Segundo a Liga Anti-difamação, ocorrências de antissemitismo nos Estados Unidos aumentaram 67% em 2017 e 30% no Reino Unido. O secretário-geral alertou ainda que tais grupos tentam às vezes defender falsamente “que não têm problemas com judeus”. Em vez disso, dizem que “seu alvo é o outro grupo, a outra religião, a outra minoria”. Contudo, frisou Guterres, uma vez que os valores da humanidade são abandonados, “todos estão em risco”. Em 2018, o tema do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, observado em 27 de janeiro, destaca a importância da educação sobre a história. “Líderes de todas as partes devem fazer mais. Palavras importam. O que líderes dizem importa. O exemplo que as autoridades públicas dão, de prefeitos a ministros e chefes de Estado, importa. Conforme disse o rabino Schneier, todos nós temos uma responsabilidade em agir contra a indiferença”, completou o chefe da ONU.(#Envolverde)

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“A desigualdade se mundializou”, entrevista de Pierre Rosanvallon

De todas as reflexões e livros que apareceram nos últimos anos sobre a democracia e a crise, o ensaio do professor Pierre Rosanvallon é o mais vasto e profundo. No livro A sociedade dos iguais, Pierre Rosanvallon traça a fascinante história das políticas a favor da igualdade que marcaram os séculos XIX e XX ao mesmo tempo em que moderniza o termo com contribuições reflexivas substanciais. Pierre Rosanvallon ocupa desde 2001 a cátedra de História da Política Moderna e Contemporânea no Collège de France e é também diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais. Próximo do Partido Socialista francês, Rosanvallon tem como horizonte intelectual a reflexão sobre a democracia, sua história, o papel do Estado e a justiça social nas sociedades contemporâneas. Seus livros foram traçando um corpo de reflexões que vão muito além do já trilhado diagnóstico do mal. A contrademocracia, a política na era da desconfiança, Por uma história conceitual do político, A legitimidade democrática ou O capitalismo utópico, história da ideia de mercado aportam um caudal impressionante de reflexões sobre um sistema político do qual, apesar de tudo, desconhecemos seus impulsos. A sociedade dos iguais responde perfeitamente à crise contemporânea marcada por uma perigosa dualidade: o avanço da democracia política, dos direitos, e o paulatino desaparecimento do laço social que cria e alimenta as sociedades democráticas. Com grande rigor, Rosanvallon esmiúça as teorias da justiça promovidas por autores como John Rawls e seu conseguinte ideal: a igualdade de possibilidades e sua aliada principal, a meritocracia. Rosanvallon destaca como entre a revolução conservadora encarnada pela ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher e o ex-presidente norte-americano Ronald Reagan e a posterior queda do comunismo surgiu um novo capitalismo que mudou a fase da história. Mas esse novo capitalismo destroçou a capacidade de os seres humanos viverem e construírem juntos como iguais e não apenas como consumidores ou como forças majoritárias. Rosanvallon moderniza então o termo igualdade, entendida não como uma questão de distribuição das riquezas, mas como uma filosofia da relação social. Nesta entrevista ao Página/12, realizada em Paris, Pierre Rosanvallon aborda aos conteúdos essenciais de seu livro. A entrevista é de Eduardo Febbro. Praticamente para onde quer que se olhe, a democracia vive um potente processo de degradação. No caso concreto do Ocidente, tem-se a impressão de que os valores democráticos mudaram de planeta. Isto se deve ao fato de que, nos últimos 30 anos, nos países da Europa, nos Estados Unidos e praticamente em todo o mundo, houve um crescimento extraordinário das desigualdades. Podemos inclusive falar de uma mundialização das desigualdades. Trata-se de um fenômeno espetacular. Nos últimos 20 anos, as diferenças entre os países se reduziram. Os lucros médios na China, Brasil ou Argentina foram se aproximando aos da Europa. Entretanto, em cada um destes países as desigualdades aumentaram. O exemplo mais espetacular é a China. Ao mesmo tempo em que a China se desenvolvia, as desigualdades se multiplicaram de forma vertiginosa. Este problema diz respeito ao conjunto dos países. A Europa é o caso […]

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Indígenas lutam por autodeterminação na educação

Por Phoebe Braithwaite, da IPS –  Oaxaca, México/Nações Unidas, 9/8/2016 – Os povos indígenas de todo o mundo seguem lutando para conseguir a autodeterminação em matéria de educação, como demonstram os últimos protestos no Estado mexicano de Oaxaca, que deixaram vários mortos. “Para os indígenas, as atuais reformas educacionais no México impõem práticas culturais hostis, que […] Continue Reading

Educação ainda é difícil para indígenas

Por Orlando Milesi, da IPS –  Santiago, Chile, 4/8/2016 – A educação, o instrumento mais poderoso na luta contra a exclusão e a discriminação, ainda é de difícil acesso para os povos indígenas da América Latina que ainda são os mais desfavorecidos, apesar de terem ampla presença na região. A crescente necessidade de proporcionar maior acesso […] Continue Reading

Escolas sustentáveis contra a desnutrição

As 48 escolas espalhadas por Las Flores têm o propósito de melhorar o estado nutricional dos estudantes e ao mesmo tempo dar um apoio direto aos pequenos produtores, mediante uma metodologia integral e laços efetivos entre o local, o regional, o governo central e a cooperação internacional. Por Thelma Mejía, da IPS –  Coalaca, Honduras, 5/7/2016 – Ele […] Continue Reading

Educação é arma contra a intolerância

Por Thalif Deen, da IPS –  Nações Unidas, 14/8/2015 – A Organização das Nações Unidas (ONU) pretende lançar uma campanha mundial contra a intolerância, o extremismo, o racismo e a xenofobia, valendo-se de jovens talentos. Seu secretário-geral, Ban Ki-moon, enfatizou que a educação é a chave. “Para entender o poder da educação, basta olhar como os […] Continue Reading

Era digital chegou para ficar

Por Fabiana Frayssinet, da IPS –  La Plata, Argentina, 24/7/2015 – A imagem do Colégio Nacional Rafael Hernández, na cidade argentina de La Plata, mostra o passado de um austero edifício neoclássico. Mas suas salas de aula refletem a era digital, graças aos computadores de um programa governamental de inclusão social para os alunos de escolas […] Continue Reading

Quando uma menina com baixa autoestima sonha em ser presidente

Por Kanya D’Almeida, da IPS –  Nações Unidas, 18/6/2015 – É possível que você tenha uma vaga ideia do que é a Educação para a Cidadania Mundial (ECM), mas, se não frequenta os círculos internacionais do desenvolvimento, provavelmente não tem certeza do significado real do termo. Em sua intervenção em um seminário sobre o tema, realizado […] Continue Reading

Há 781 milhões de pessoas que não podem ler isto

  Nações Unidas, 13/4/2015 – Se você está lendo este artigo, considere-se uma pessoa afortunada. Teve a sorte de haver recebido uma educação, de ser alfabetizada em um mundo onde a capacidade de ler e escrever pode ser a diferença entre uma vida digna e a pobreza absoluta. Muitas coisas mudaram nos 15 anos transcorridos […] Continue Reading