Moscou está sob a maior nevasca da história

Caiu tanta neve em Moscou no fim de semana, que o presidente da Câmara da cidade russa já disse que foi a tempestade do século. Ao longo de 36 horas nevou a quantidade que se aguarda ao longo de um mês, informou a agência noticiosa Reuters. Desde que há registos científicos na capital da Rússia, não nevava com tanta intensidade. Uma pessoa morreu por sequência da queda de uma árvore sobre linhas elétricas e outras cinco ficaram feridas outros acidentes na cidade. Mais de duas mil árvores caíram devido ao peso da neve. O Exército russo enviou 100 militares, dois limpa-neves e um caminhão para ajudar nas operações de limpeza. Com temperaturas a rondar os 12 graus negativos, as crianças não tiveram aulas e os habitantes foram aconselhados a deixar os carros em casa e a viajarem de transportes públicos. Fonte: DN (#Envolverde)

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Bill Gates investe em tecnologia para criar novos combustíveis

Mesmo depois de ter se afastado da gestão da Microsoft, o empresário Bill Gates continua interessado em participar em projetos grandes e inovadores. Ele juntou-se a David Keith, cientista baseado na Universidade de Harvard, e Norman Murray Edwards, empresário canadense com experiência na área da energia, para criar a Carbon Engineering, uma empresa que pretende retirar o dióxido de carbono para o transformar em combustíveis. A Carbon Engineering junta-se a outros projetos semelhantes, como a Climeworks ou Innovator Energy, que reciclam o CO2 em produtos para aplicações agrícolas e industriais. O projeto de Bill Gates é o primeiro que quer reaproveitar o CO2 para fazer combustíveis, com o processo Air 2 Fuels. O CO2 é extraído do ar através de ventoinhas, e combinado com hidrogénio obtido por meio de eletrólise, para criar uma mistura de sintética de gasolina e óleo. O combustível derivado do processo Air 2 Fuels é feito em conjunto com a empresa americana Greyrock, que tem como objetivo fazer algo semelhante a biofuel, mas necessitando de muito menos área e energia para produzir um combustível menos poluente que a gasolina.Fonte: Motor24 (#Envolverde)

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Onda de frio intenso atinge a península ibérica nesta semana

Uma severa onda de frio atinge a peninsula ibérica. Portugal começou a semana com frio e as notícias não são as mais animadoras. A onda chegou para ficar até quinta-feira. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera emitiu um aviso amarelo para todo o continente com temperaturas que, em alguns casos, podem chegar aos -7 ºC. A Câmara de Lisboa já informou que as estações de metro do Rossio, Saldanha, Oriente e Intendente vão estar abertas durante a noite para sem-abrigos. Também no Pavilhão Municipal Manuel Castelo Branco, na freguesia de São Vicente, vão existir espaços de higiene, alimentos e agasalhos. Na Espanha a situação é ainda mais grave. Os termômetros podem cair abaixo de -5 graus em áreas abertas e até -10 graus em pontos altos. O frio continua pelo menos até a próxima quarta-feira, como a neve e frio extremo que afeta grande parte do país desde a última quinta-feira, em especialmente para as comunidades cantábricas, o centro e o interior do leste peninsular espanhol. A semana será com chuvas em áreas como a de Biscaya, Aragão e Catalunha, onde ter ocorrências mais forte, de acordo com a previsão da Agência Meteorológica do Estado ( Aemet ). Como resultado, avisos de neve, chuva, frio e risco de avalanche permanecem em 34 províncias, entretanto nenhuma delas está sob alerta vermelho ou risco extremo. As nevascas atingem Huesca, Zaragoza, Cantabria, toda a Catalunha, Castellón e Astúrias, que apresentam alerta de laranja ( segundo nível do sistema de alerta). O aviso é amarelo em Córdoba, Granada, Jaén, Teruel, Cuenca, Guadalajara, Castilla y León, Madrid, Navarra, La Rioja e País Basco. Fontes: RTP e El País (#Envolverde)

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Nestlé é incluída no quadro de empresas contra o aquecimento global

A Nestlé foi reconhecida por envolver os fornecedores de sua cadeia de suprimentos no combate aos riscos relacionados ao clima, à água e à floresta. Pelo segundo ano consecutivo, o Carbon Disclosure Project (CDP), organização internacional sem fins lucrativos, incluiu a companhia em seu quadro de líderes no engajamento de fornecedores. O relatório global da cadeia de fornecedores foi divulgado nesta semana. A Nestlé integra um seleto grupo de 58 empresas incluídas no quadro do CDP, de um total de 3.300 avaliadas, o que a coloca entre apenas 2% que foram contempladas. A companhia, inclusive, assumiu o compromisso de atuar no combate às mudanças climáticas como parte de seu objetivo de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável.(#Envolverde)

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Rio Sena inunda Paris e força retirada de 1,5 mil moradores

O Rio Sena, que atravessa Paris, continuou a subir  e levou à retirada de cerca de 1.500 pessoas na região da Ile-de-France, incluindo a capital francesa e as zonas ao redor, de acordo com a polícia de Paris. A informação é da Agência Xinhua. O nível da água permaneceu em nível elevado na região, onde 240 comunidades receberam alertas sobre as inundações. Cerca de 1.500 cidadãos foram convocados a deixar suas casas, disse Michel Delpuech, chefe do órgão policial de Paris. “As águas só vão embora devagar”, disse Delpuech a repórteres, salientando que “todos sabem o que devem fazer”. Às 15h (hora local), o Sena subiu para 5,81 metros. Chegaria ao seu pico às 18h de domingo ou no início desta segunda-feira. “É esperado que o rio alcance seu nível mais alto, ligeiramente inferior ao alcançado durante a enchente de junho de 2016,” informou a agência de notícias do governo. Em 2016, as chuvas torrenciais desencadearam grandes inundações, mergulhando partes das regiões centrais da França e locais de Paris no caos, quando o Sena subiu para 6,1 metros. Seis pessoas morreram nas inundações. Uma chuva sem interrupções causou as inundações, principalmente na região de Paris, onde o alto nível da água ultrapassou as passarelas do rio e obrigou o Museu Louvre a fechar para o público o Departamento de Arte Islâmica. (#Envolverde)

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Filipinas em alerta com atividade do vulcão Mayon

As autoridades filipinas elevaram nesta segunda-feira (29) para mais de 80 mil as pessoas retiradas da região do vulcão Mayon, no Leste do país, onde permanece o alerta de uma possível explosão, apesar da redução de sua atividade nas últimas horas. As emissões naturais, como as de vulcões, colaboram para a potencialização do efeito estufa e aquecimento global. O Mayon, em intensa atividade desde o dia 13, não registra erupção desde a tarde desse domingo (28), o que contrasta com o registro de até dez explosões diárias, observadas na semana passada. Mesmo assim, “é difícil avaliar se o vulcão vai seguir com essa tendência nos próximos dias”, disse à Agência EFE o especialista Winchelle Sevilla, da agência vulcanológica filipina. Sevilla assegurou que “ainda existe o risco de ocorrer uma erupção de grande potência nos próximos dias ou semanas”. Por isso, as autoridades mantêm o alerta em nível quatro – que considera possível uma erupção perigosa nas próximas horas ou dias – de uma escala de 5. Além disso, foi delimitada uma zona de exclusão em um raio de 8 quilômetros desde a cratera, que inclui uma área de máximo perigo em um raio de 6 quilômetros. Um total de 81.371 pessoas, de mais de 21 mil famílias residentes na zona de exclusão, foi levado para refúgios provisórios da região e, por enquanto, não pode retornar às suas casas, segundo o último relatório do Escritório de Defesa Civil da província de Albay. A atividade do Mayon, que despertou em seis ocasiões nas últimas três décadas, gerou o medo de reviver momentos iguais aos da erupção do Pinatubo (noroeste de Manila) em 1991, a segunda maior no século 20 e que deixou cerca de 850 mortos e mais de 1,3 milhão de deslocados. Os especialistas da agência filipina, no entanto, descartam que o Mayon possa gerar uma erupção tão potente quanto a do Pinatubo. Abr (#Envolverde)

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Essa quinta-feira é marcada pelo principal evento climático em Davos

Nesta quinta-feira (25) de janeiro acontece o principal evento climático da edição deste ano do Fórum Econômico Mundial. Trata-se de um painel de alto nível, com transmissão pela internet, que debaterá como acelerar a ação climática em 2018 e que contará com a participação de líderes da política, negócios e sociedade civil (ver lista abaixo). A data do painel não poderia ser mais significativa: esta quinta é quando Donald Trump, que tirou os Estados Unidos do Acordo Climático de Paris, chega em Davos. Na sequência dos discursos de Chefes de Estado como Modi – que chamou a mudança climática de “uma grande ameaça para a civilização humana” e enfatizou a vontade da Índia de assumir a liderança na mitigação de seus efeitos, destacando os ambiciosos objetivos de energia renovável do país e sua liderança na Aliança Solar Internacional – bem como Merkel, Trudeau e Macron, os panelistas descreverão as principais tarefas enfrentadas pelos líderes em 2018 e como os governos e atores não estatais devem acelerar a ação climática através do diálogo Talanoa nas negociações climáticas da ONU. Na semana passada, o Relatório Global de Riscos divulgado pelo Fórum identificou eventos climáticos extremos e o fracasso em mitigar as mudanças climáticas como principais riscos para 2018. “Este é o ano para os líderes empresariais e os governos intensificarem seus esforços para resolver a crise climática. Na cúpula climática da ONU de 2018, em dezembro, os líderes mundiais devem comprometer-se a fortalecer seus objetivos climáticos nacionais. “- Al Gore, vice-presidente dos Estados Unidos (1993-2001); Presidente e Co-Fundador, Generation Investment Management; Membro do Conselho de Curadores, Fórum Econômico Mundial. (#Envolverde)

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Tempestades devastam Moçambique, que pede ajudar para se reconstruir

Moçambique precisa de 6,1 milhões de euros para enfrentar os estragos provocados pela chuva e ventos ciclónicos que atingiram o centro e norte do país nas últimas duas semanas, anunciou porta-voz do Conselho de Ministros. “No total, mais de 80 mil pessoas foram afetadas, o que significa perto de 16 mil famílias”, disse Ana Comoana. A porta-voz falava à imprensa no final da primeira sessão do Conselho de Ministros de Moçambique em 2018. O mau tempo na região começou no dia 08 de Janeiro, com rajadas de vento a atingirem 85 quilómetros por hora, além de descargas atmosféricas e chuvas fortes, acima dos 200 milímetros em 24 horas. O Governo moçambicano possui 2,1 milhões de euros disponíveis e, neste momento, estão a ser mobilizadas fontes internas e externas para a arrecadação do valor necessário, referiu Ana Comoana. “Agora estamos a apostar na assistência comunitária”, acrescentou a porta-voz, lembrando que, devido à chuva, os níveis das albufeiras de quase todo o país subiram. Desde Outubro, 21 pessoas morreram, sendo as províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia são as mais afeitadas pelas tempestades. (#Envolverde)

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Subida da temperatura global afeta o planeta de maneira profunda e drástica

A tendência de crescimento das temperaturas globais, marcada pelo acúmulo de recordes em 2015 e 2016, manteve o ritmo no ano passado. A agência meteorológica das Nações Unidas alertou que a pressão contínua sobre o Ártico em 2017 terá “repercussões profundas e duradouras no nível do mar e nos padrões climáticos em outras partes do mundo”. “A tendência de temperatura em longo prazo é muito mais importante do que o ranking de anos individuais, e essa tendência é ascendente”, disse Petteri Taalas, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), um organismo técnico vinculado à ONU. Uma análise da OMM mostrou que, enquanto 2016 mantém o recorde de ano mais quente (1,2°C), 2017 – que chegou a aproximadamente 1,1°C acima da era pré-industrial – foi o ano mais quente sem o El Niño. Segundo os estudos da agência, isso pode impulsionar as temperaturas globais a cada ano. Descrevendo o ritmo acelerado das mudanças climáticas como “uma ameaça existencial para o planeta”, o representante especial do secretário-geral da ONU para a Redução do Risco de Desastres, Robert Glasser, disse: “Uma série de três anos recordes de calor, cada um acima de 1° Celsius, combinado com perdas econômicas recordes nos desastres em 2017, deve mostrar a todos nós que estamos enfrentando uma ameaça existencial para o planeta que requer uma resposta drástica”. “Estamos ficando perigosamente perto do limite do aumento de temperatura de 2°C estabelecido no Acordo de Paris e o objetivo desejado de 1,5° será ainda mais difícil de ser mantido nos níveis atuais de emissões de gases de efeito estufa”, ressaltou. Registrando as mesmas temperaturas médias globais, 2017 e 2015 foram anos praticamente indistinguíveis, já que a diferença é inferior a um centésimo de grau – inferior à margem de erro estatística. “Dezessete dos 18 anos mais quentes registrados foram durante este século e o nível de aquecimento nos últimos três anos tem sido excepcional”, afirmou Taalas, ressaltando: “O calor do Ártico foi especialmente observado e isso terá repercussões profundas e duradouras no nível do mar e nos padrões climáticos em outras partes do mundo”. A temperatura média global em 2017 foi de cerca de 0,46°C acima da média de longo prazo de 1981-2010 de 14,3°C – uma linha de base de 30 anos utilizada pelos serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais para avaliar as médias e a variabilidade dos principais parâmetros climáticos. Elas são importantes para setores sensíveis ao clima, como gerenciamento de água, energia, agricultura e saúde. O clima também tem uma variação natural devido a fenômenos como o El Niño, que tem uma influência de aquecimento, e La Niña, que tem uma influência de esfriamento. “As temperaturas contam apenas uma pequena parte da história. O calor em 2017 foi acompanhado pelo clima extremo em muitos países pelo mundo”, acrescentou Taalas. Segundo ele, os Estados Unidos tiveram seu ano mais difícil em termos de clima e desastres climáticos, enquanto outros países viram seu desenvolvimento desacelerado ou revertido por ciclones tropicais, inundações e secas. Em março, a OMM emitirá o relatório completo […]

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Trump corta orçamento de programas da Nasa sobre mudanças climáticas

O orçamento proposto de 2018 de Donald Trump cortaria quatro projetos de Observação da Terra da NASA, incluindo três satélites climáticos: the Plankton, Aerosol, Cloud, ocean Ecosystem (PACE) mission; Climate Absolute Radiance and Refractivity Observatory (CLARREO) pathfinder; and Orbiting Carbon Observatory-3 (OCO-3). Essas missões são fundamentais para a pesquisa sobre mudança climática, bem como para a previsão de poluição atmosférica e da atmosfera. Sem eles, cientistas internacionais perdem seus “olhos no céu” com conseqüências potencialmente desastrosas para pessoas não só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. O Congresso dos EUA tem a última palavra sobre se esses programas de satélite vão ou não ser levados a diante. O voto sobre o orçamento de 2018 foi adiado de setembro a dezembro de 2017 e agora em janeiro de 2018. Como resultado das ameaças de cortes de Trump, a comunidade científica internacional ficou sob um grande incerteza. Atualmente ela está lutando para encontrar uma maneira de substituir as missões planejadas para Observação da Terra, da NASA, e continuar estudar a mudança climática, o monitoramento do tempo e da poluição. (#Envolverde)

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