Turismo de natureza pode ajudar vida selvagem, diz Banco Mundial

Embora a vida selvagem e a biodiversidade estejam cada vez mais ameaçadas pela perda de habitat, pela caça ilegal e pela falta de financiamento para a proteção, o chamado turismo de natureza está em alta e pode ajudar a fornecer soluções para esses desafios. É o que indica a publicação “Apoiando os meios de subsistência sustentáveis através do turismo de vida selvagem”, do Banco Mundial, que destaca programas bem-sucedidos de turismo de vida selvagem em sete países da África e da Ásia. As iniciativas podem ser usadas, segundo o organismo internacional, como modelos para promover a conservação e estimular economias. O Banco Mundial destaca que este segmento do turismo é uma ferramenta poderosa que os países podem aproveitar para expandir e diversificar suas economias, protegendo sua biodiversidade e cumprindo diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Também é uma forma de envolver os turistas na conservação da vida selvagem e injetar dinheiro nas comunidades locais que vivem mais próximas da vida selvagem. As histórias de sucesso e as lições aprendidas com o turismo baseado na natureza, destacou o organismo, estão emergindo de todo o mundo. “Aqui está uma maneira de superar os desagios: fornecer empregos e salvar o meio ambiente”, disse o economista líder do Banco Mundial, Richard Damania, que tem uma vasta experiência na compreensão do vínculo entre turismo e economia. Em 2016, as viagens e o turismo contribuíram com 7,6 trilhões de dólares, ou 10,2%, do PIB global, e a indústria forneceu empregos para uma em cada 10 pessoas, de acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo. Embora o turismo baseado na natureza, que inclui o turismo de vida selvagem, tenha crescido rapidamente na última década – sobretudo devido ao aumento da demanda e das oportunidades –, a vida selvagem e a biodiversidade estão cada vez mais ameaçadas pela perda de habitat, caça ilegal e falta de financiamento para a proteção. É por isso que, mais do que nunca, os países precisam buscar exemplos concretos de operações de turismo bem planejadas e executadas de forma sustentável que levem a mais investimentos em áreas e reservas protegidas, bem como uma redução na caça ilegal, destacou o estudo. O Banco Mundial também pede uma visão e oportunidades para as comunidades rurais melhorarem seus meios de subsistência por meio de empregos relacionados ao turismo, acordos de compartilhamento de receita e gerenciamento conjunto de recursos naturais. A publicação é fruto de uma parceria entre o Grupo do Banco Mundial e o Programa Global de Vida Selvagem, financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente, e apresenta modelos de turismo sustentável de vida selvagem que podem ser aplicados aos países em desenvolvimento. Oferece ainda soluções e estudos de caso para divulgar este setor como um mecanismo para redução inclusiva da pobreza e conservação global. Fonte:ONUBr (#Envolverde)

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Documento da ONU alerta para escassez de água

Um painel de alto nível, reunindo 11 líderes mundiais e um conselheiro especial, lançou nesta semana, em Nova York, uma nova agenda pedindo uma mudança na forma como o mundo usa os seus recursos hídricos. O documento tem o título “Faça cada gota contar: uma agenda de ação pela água” e inclui uma série de recomendações para resolver a crise da falta de água. O secretário-geral da ONU António Guterres disse, ao receber a agenda na sede da organização, que “os líderes mundiais reconhecem que o mundo enfrenta uma crise de água e que é preciso reavaliar como se valoriza e gere” este recurso. Segundo ele, “as recomendações do painel podem ajudar a proteger os recursos hídricos e tornar a água potável e condições sanitárias uma realidade para todos. ” O documento alerta que 700 milhões de pessoas em todo o mundo correm risco de serem deslocadas devido à falta de água até 2030. Participaram da elaboração da agenda líderes da Austrália, Hungria, Jordânia, Holanda, Peru, Ilhas Maurício, México, Bangladesh, África do Sul, Senegal e Tajiquistão. Em todo o planeta, 40% das pessoas são afetadas por falta de água e mais de 2 bilhões de pessoas bebem água insegura para consumo e 4,5 bilhões não têm acesso a serviços sanitários. O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, afirmou que “os ecossistemas em que a vida se baseia estão todos em risco devido à forma como a água é usada.” Ele explicou que este trabalho foi feito no mais alto nível, com chefes de Estado e de governo, “porque o mundo não pode dar a água como garantida durante mais tempo.” Os autores da agenda pedem que se duplique o investimento em infraestruturas relacionadas com a água em cinco anos. Segundo eles, “são necessárias abordagens inovadoras para tornar estes investimentos mais atrativos e resistentes a desastres naturais. ” Em carta aberta, os membros do painel destacam que a água “é um dos maiores riscos globais para o progresso econômico, paz e segurança, erradicação da pobreza e desenvolvimento sustentável. ” Em todo o mundo, 80% da água usada é devolvida ao meio ambiente sem ser tratada. Cerca de 90% dos piores desastres naturais humanitários desde os anos 90 estiveram relacionados com a água, como cheias e secas. Fonte: ONU News (#Envolverde)

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Instrumentos financeiros buscam ajudar no desenvolvimento sustentável

The Lab – uma iniciativa público-privada composta por especialistas em investimentos sustentáveis de governos, instituições de financiamento do desenvolvimento e setor privado – escolheu uma nova classe de veículos de investimento para impulsionar os financiamentos tão necessários para um desenvolvimento global resiliente e baixo em carbono a partir de mais de 100 idéias submetidas a um pool competitivo. Os nove novos instrumentos abordam obstáculos persistentes ao investimento em energia limpa, trânsito com baixas emissões de carbono e uso sustentável da terra em países em desenvolvimento, com foco específico no Brasil e na Índia. Desde o início de suas atividades em 2014, The Lab lançou 25 instrumentos financeiros que mobilizaram quase US $ 1 bilhão em investimentos sustentáveis até a data, incluindo US $ 228 milhões de membros do Laboratório, que incluem os seguintes fundadores da iniciativa: Bloomberg Philanthropies, David and Lucile Packard Foundation, o Ministério Federal Alemão para o Ambiente, Conservação da Natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB), o Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos, Oak Foundation, Fundação Rockefeller, Fundação de Energia Sustentável Shakti, Departamento de Estratégia Comercial, Energia e Industrial do Reino Unido e o Departamento de Estado dos EUA. Os membros do The Lab também incluem outros especialistas da Africa Finance Corporation, do Asian Development Bank, do Bank of America Merrill Lynch, da Blackrock, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), da CAIXA, do Climate Investment Funds, do Development Bank of Southern Africa, do Deutsche Bank, Banco de Desenvolvimento Americano, HSBC, OPIC, Willis Towers Watson, o Grupo do Banco Mundial e os governos brasileiro, indiano e ruandês, entre muitos outros. O Fundo de Energia Distribuída para Habitação Social visa aumentar o acesso à energia limpa para comunidades de baixa renda no Brasil, instalando sistemas de geração solar distribuídos de propriedade de terceiros em condomínios habitacionais de baixa renda e alugando a energia gerada aos inquilinos como parte de a taxa do condomínio. Proposta por Endless AB e E-gás Ltda, o Fundo de Energia Distribuída para Habitação Social tem o potencial de gerar 155 MW de energia solar distribuída e atrair US $ 186 milhões de investimento até o final de 2024. A Green Aggregation Tech Enterprise (GATE) visa aumentar o acesso à energia limpa na África Subsaariana, atuando como uma caixa de ferramentas de agregação e desenvolvimento de projetos para mini-grids, fornecendo uma sinalização clara e consistente de preços e certeza de participação em geradores de mini-grid através de um sistema de pagamento padronizado. Ao fazer isso, os intermediários GATE diminuem o hiato tarifário entre o mini grid e a rede principal, permitindo que o investimento necessário para que os mini-grids sejam uma solução escalável. (#Envolverde)

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ODS: como “não deixar ninguém para trás”?

Por Aruna Dutt, da IPS –  Nações Unidas – “Não deixar ninguém para trás” passou a ser o lema dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), mas resta muito a ser feito para chegar a concretizá-lo, afirmaram esta semana organizações da sociedade civil presentes a uma conferência de revisão dos avanços da Agenda de Desenvolvimento Pós-2015. Ao contrário dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU), que não conseguiram atender a desigualdade estrutural, a sustentabilidade ecológica e as responsabilidades do Norte Global, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável reconhece a “enorme disparidade de oportunidades, de riqueza e de poder” como imensos desafios para se conseguir o desenvolvimento sustentável, uma novidade em matéria de documentos intergovernamentais. No primeiro ano dos 14 da Agenda 2030, ainda falta ver as mudanças no caminho para o desenvolvimento global, segundo o informe Spotlighton Sustainable Development 2016 (Foco no Desenvolvimento Sustentável 2016), publicado esta semana pelo Grupo de Reflexão da Sociedade Civil. “Não se deixa as comunidades para trás por esquecimento”, observou Warda Rina, da Women’s Major Group, uma das organizações que participaram da revisão dos avanços da Agenda 2030, “são políticas neoliberais que as excluem de forma sistemática”, destacou. O estado dos ODS em muitos países pode ser descrito como de prosperidade crescente das classes altas, mas piora a segurança pública, a qualidade de vida e a pobreza multidimensional, diz o informe. “Com relação à Agenda 2030, há progressos e retrocessos”, escreveu Hector Bejar, representando a coalizão Social Watch, no Peru, que no informe diz que o “produto interno bruto cresce, mas com ele também cresce a desigualdade”. Barbara Adams, também da Social Watch, disse que na implantação dos ODS, por ora, parece que alguns Estados membros aceitaram com reticência a agenda, e nas negociações houve muitas rejeições e muitos retrocessos. “As conversações sobre financiamento parecem voltar à sua dinâmica habitual. Se continuar o que está sobre a mesa, aparecerão obstáculos diretos para a concretização dos ODS”, alertou. Um dos grandes obstáculos que a Agenda 2030 não atende é a nova geração de acordos bilaterais de investimentos e de livre comércio, que reduzem a capacidade dos governos de promover os direitos humanos e a sustentabilidade, e incentivam os países a competirem em uma corrida para o abismo, oferecendo taxas mais baixas e mão de obra mais barata para atrair capitais. Por exemplo, o acordo de Associação Transpacífico, assinado em fevereiro, aguarda por ratificação, e a Associação Transatlântica para o Comércio e o Investimento, entre União Europeia e Estados Unidos, terminará no final deste ano. “Os acordos consideram padrões sociais, ambientais e de direitos humanos como possíveis barreiras não alfandegárias para o investimento e o comércio, que é preciso ‘harmonizar ou eliminar’”, diz o informe. Sandra Vermuyten, da organização Public Services International, disse que muitos grupos da ONU são dirigidos por interesses corporativos e não são inclusivos. Por exemplo, o coordenador da Global Business Alliance para a Agenda 2030 é a Câmara Internacional de Comércio, à qual se atribui um papel crucial na […]

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Escolas sustentáveis contra a desnutrição

As 48 escolas espalhadas por Las Flores têm o propósito de melhorar o estado nutricional dos estudantes e ao mesmo tempo dar um apoio direto aos pequenos produtores, mediante uma metodologia integral e laços efetivos entre o local, o regional, o governo central e a cooperação internacional. Por Thelma Mejía, da IPS –  Coalaca, Honduras, 5/7/2016 – Ele […] Continue Reading

Sustentabilidade pode integrar DNA empresarial

Por Philip Kaeding, da IPS –  Nações Unidas,1/7/2016 – Companhias, governos e atores sem fins lucrativos concordaram que o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável precisam seguir juntos para que nosso o mundo, cada vez mais globalizado, seja mais justo.Mas há muito a ser feito para que investidores e gerentes de empresas se convertam em verdadeiros […] Continue Reading

Mulheres indígenas e a sustentabilidade

Por Valentina Ieri, da IPS –  Nações Unidas, 23/3/2016 – “Nós, as indígenas, queremos ser consideradas como parte da solução para o desenvolvimento sustentável, porque temos capacidades e conhecimentos”, afirmou a jornalista quéchua Tarcila Rivera, defensora dos direitos das comunidades indígenas do Peru, em uma entrevista coletiva sobre o empoderamento das mulheres indígenas. Rivera, como muitas […] Continue Reading

Terramérica – Para brindar por um planeta sustentável

  Por Fabiana Frayssinet* Luján de Cuyo, Argentina, outubro/2015 (Terramérica) – A região de Cuyo, no centro ocidental da Argentina, é famosa por seus vinhedos e também por ser uma das principais vítimas dos efeitos da mudança climática, com desertificação e degelo. Agora seus viticultores promovem uma resposta própria ao fenômeno. No copo, a cor […] Continue Reading

“A chave de um país sustentável está em sua biodiversidade”

  Saint John’s, Antiga e Barbuda, 31/3/2015 – Fomentar a resiliência e conseguir cidades mais sustentáveis, mediante a redução do consumo de água e energia, ao mesmo tempo em que se melhora a qualidade de vida e a participação da comunidade, é o objetivo que se propõe o Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Organização dos […] Continue Reading

Indígenas têm muito para dar ao desenvolvimento pós-2015

  Roma, Itália, 23/2/2015 – “Não herdamos a terra de nossos ancestrais, a tomamos emprestada de nossos filhos”, diz um antigo provérbio que condensa a essência do conceito de sustentabilidade como é visto pelos numerosos povos indígenas. Com seu conhecimento local do mundo natural, estes têm muito a compartilhar com o resto do mundo sobre […] Continue Reading