, 31/10/2005 – Meio ambiente sob a lupa de governos… Novo selo ambiental na Colômbia… Argentina produzirá aerogeradores de alta potência… Universidades pelo desenvolvimento sustentável no Brasil… Incentivo ao uso de ecofogões em Honduras
Meio ambiente sob a lupa de governos
MÉXICO.- O máximo fórum ambiental dos governos da América Latina e do Caribe, que realiza sua XV edição em Caracas, na Venezuela, examinará as preocupações e propostas que apresentarem ativistas e organizações sociais da região.
O encontro oficial, que acontecerá nos dias 3 e 4 de novembro, busca afinar a carta de navegação que há 20 anos vem sendo sugerida pela região em reuniões semelhantes anteriores.
Comércio, recursos hídricos, contaminação, energias renováveis, mudança climática, manejo de químicos e turismo, entre outros, são os temas a serem abordados pelos governos nesses encontros.
Previamente, nos dias 29 e 30 de outubro, acontece o Diálogo de Organismos Ambientais da América Latina e do Caribe para o Desenvolvimento Sustentável, encontro da sociedade civil do qual surgirão propostas que depois os governos examinarão.
Tanto o fórum oficial, que reúne ministros, quanto o de grupos sociais, é patrocinado pelo escritório regional do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, com sede no México.
COLÔMBIA
Novo selo ambiental
BOGOTÁ.- O governo colombiano divulgou, no dia 19 de outubro, um selo ambiental que identifica os produtos em cuja elaboração se respeita o meio ambiente e a biodiversidade.
Segundo a ministra de Meio Ambiente, Habitação e Desenvolvimento Territorial, Sandra Suárez Pérez, cuja pasta administra o selo, uma estratégia semelhante já foi adotada pela União Européia.
Carlos Franco, consultor governamental de Mercados Verdes, disse ao Terramérica que na Colômbia existem mais de 500 iniciativas de biocomércio sustentável realizadas por pequenas e médias empresas e organizações comunitárias.
O selo ambiental já está em vigor e é aplicado a "qualquer mercadoria ou serviço, excluindo os alimentos primários ou processados, as bebidas, os medicamentos, instrumentos cirúrgicos ou qualquer produto fabricado mediante procedimentos que possam causar danos consideráveis às pessoas ou ao meio ambiente ou cujo uso anormal possa ser nocivo para os consumidores", segundo sua regulamentação.
ARGENTINA
Aerogeradores estatais de alta potência
BUENOS AIRES.- O Estado argentino começará a produzir aerogeradores de alta potência para fornecer energia eólica ao sul do país e também para exportar.
O projeto é fruto de um acordo entre a empresa estatal de tecnologia Invap e o governo da província de Santa Cruz, a mais austral do país, que investirá US$ 50 milhões no plano e será sede do parque eólico.
O engenheiro Hugo Brendstrup, da Invap, explicou ao Terramérica que a idéia é construir inicialmente quatro protótipos, e depois 34 aerogeradores de 1,5 megawatts de potência para fornecer energia ao sistema energético nacional em 2007.
Santa Cruz conta com recursos ótimos. Ali os ventos são de alta intensidade, velocidade e persistência, todas características únicas que favorecem o desenvolvimento desta indústria. Uma vez que a produção local esteja garantida, a usina começará a exportar, afirmou Brendestrup.
BRASIL
Universidades pelo desenvolvimento sustentável
RIO DE JANEIRO.- A segunda edição do Seminário Internacional Ciência e Tecnologia na América Latina, que afirma a universidade como promotora do desenvolvimento sustentável, acontecerá nos dias 9 e 10 de novembro, na Unicamp, em Campinas.
Será um fórum de aproximadamente 17 universidades latino-americanas, dirigido a incrementar o intercâmbio de experiências e as oportunidades de projetos conjuntos na área ambiental.
Participarão as universidades Estadual Paulista, Federal de São Carlos e a Associação de Universidades do Grupo Montevidéu (integrada por universidades do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), bem como outras instituições.
A idéia é fazer este seminário anualmente, diante da boa receptividade e das tendências de integração regional e internacionalização das universidades, explicou ao Terramérica Eliane Melo Zem, da Coordenadoria de Relações Institucionais e Internacionais (Cori) da Unicamp.
HONDURAS
Eco-fogões para reduzir impacto ambiental
TEGUCIGALPA.- Os ecofogões constituem um método alternativo para cozinhar e os ecologistas consideram que reduzem a deterioração do meio ambiente e da saúde entre os hondurenhos.
São usados em substituição aos fornos abertos ou fornos tradicionais, que consomem muita lenha e geram fumaça, nas zonas urbanas marginalizadas e do interior de Honduras, causando, segundo as autoridades de Saúde, doenças respiratórias e cardíacas.
Os ecofogões substituem a lenha por uma câmara de combustão hermeticamente fechada e uma chaminé que retira toda fumaça da cozinha.
Ignácio Osorto, da organização Ahdesa, que promove o desenvolvimento e a microempresa em Tegucigalpa, disse ao Terramérica que a meta é instalar cerca de 1,4 mil ecofogões na cidade nos próximos dois anos. Outras iniciativas semelhantes existem no interior do país, particularmente no oriente, onde mais de 176 famílias os utilizam.
Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.

