Mundo: Especialistas propõem pacto de harmonia EUA/Europa

Paris, 18/02/2005 – Europa, 18/02/2005 – Às vésperas da primeira viagem do presidente George W. Bush à Europa em seu segundo mandato, 50 norte-americanos e europeus especialistas em política externa apresentaram um plano para guiar Washington e Bruxelas através do espinhoso caminho da suas relações. Acadêmicos, diplomatas e ex-funcionários governamentais dos dois lados do Atlântico propuseram um "Pacto entre Estados Unidos e Europa" de 13 pontos como forma de melhorar as relações transatlânticas, deterioradas por um rumo unilateralista e radical adotado pela política externa norte-americana depois dos ataques de 11 de setembro de 2001em Nova York e Washington.
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Desenvolvimento: Ambíguo aumento da ajuda dos EUA ao exterior

Washington, 10/02/2005 – O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu ao Congresso que aumente em 17% o orçamento de ajuda ao exterior, mas, enfrenta uma firme resistência por parte de seus próprios correligionários republicanos. A maior parte do aumento corresponde a um grande impulso ao financiamento da campanha mundial contra a aids e aos US$ 3 bilhões solicitados para a Conta de Desafio do Milênio (MCA), programa iniciado há dois anos e dirigido a uma dúzia de países pobres. A MCA incentiva o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas para o Milênio estabelecidos em 2000 pela comunidade internacional. A ajuda está condicionada a reformas políticas e econômicas de longo alcance.
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Mundo: Pressão sobre o G-8 para cancelar dívida dos mais pobres

Washington, 04/02/2005 – Às vésperas da reunião de ministros das Finanças do Grupo dos Sete (G-8) países mais ricos, mais a Rússia, organizações humanitárias pressionam o governo dos Estados Unidos para que incentive um cancelamento completo, imediato e incondicional da dívida dos países mais pobres. A rede Jubileu-Estados Unidos, uma coalizão de 60 organizações não-governamentais, e o grupo África Action, apresentaram na terça-feira um pedido formal ao Departamento do tesouro com mais de três mil assinaturas, no qual qualificam a dívida de "ilegítima". O secretário do Tesouro, John Snow, representará o governo de George W. Bush na reunião do G-8, que acontece nesta sexta-feira e sábado em Londres. O G-8 está integrado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão, mais a Rússia.
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Direitos Humanos: Julgamentos em Guantânamo são inconstitucionais

Washington, 01/02/2005 – A juíza Joyce Hens Green, de Washington, determinou que as corte marciais criadas para estabelecer a condição de terroristas dos prisioneiros da base naval norte-americana de Guantânamo, em Cuba, são inconstitucionais. Esses tribunais militares não atendem aos princípios do devido processo requeridos para casos desse tipo, afirmou a juíza na segunda-feira, em uma sentença que deixou em situação ruim o Departamento da Defesa e todo o governo do presidente George W. Bush. A sentença, que seguramente será alvo de uma apelação governamental, questiona a amplitude das competências reivindicadas pelo Poder Executivo para conduzir sua "guerra contra o terrorismo".
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Mundo: EUA, do holocausto ao hiper poder

Washington, 28/01/2005 – Para os principais planejadores da política externa dos Estados Unidos desde os atentados de 11 de setembro de 2001, o holocausto judeu não é apenas um fato histórico que deve ser lembrado e condenado. O holocausto é um ponto de partida da visão do mundo dos neoconservadores de Washington. Para eles, o fato de os Estados Unidos terem tido um papel decisivo na derrota do nazismo, do fascismo e do comunismo no século XX é prova contundente, senão concludente, de sua missão redentora, benéfica e excepcional nos assuntos mundiais. Esse mesmo fato justifica, segundo eles, a idéia de que a liberdade de ação de Washington não deve ser limitada por organizações multilaterais nem pelo direito internacional, se o mal está fora.
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Mundo: Aventuras internacionais de Bush necessitam de apoio do público

Washington, 24/01/2005 – O presidente George W. Bush terá dificuldades para obter em seu próprio país apoio na luta que deseja travar pela liberdade e democracia no estrangeiro, segundo pesquisas publicadas nos últimos dois anos. Estas concluem que o público norte-americano está menos inclinado do que há dois anos a se comprometer em cruzadas internacionais pela democracia, em particular se as assumirem unilateralmente e por meio das armas, como no Iraque.
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Direitos Humanos: De defensor da tortura a procurador-geral nos EUA

Washington, 23/01/2005 – Grupos de direitos humanos pediram urgência ao Senado dos Estados Unidos no sentido de rever o papel do assessor legal presidencial Alberto Gonzales na criação de políticas de detenção e interrogatório de suspeitos terroristas, antes de confirmá-lo como procurador-geral. Gonzales, que provavelmente se converterá no primeiro cidadão de origem hispana a ocupar um cargo ministerial nesse país, foi muito criticado por ativistas dos direitos humanos por aprovar uma série de memorandos que os críticos vinculam diretamente com as torturas constatadas na prisão iraquiana de Abu Ghraib e outros abusos conhecidos desde abril passado.
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Desafios 2004/2005: Adeus mundo unipolar – Primeira parte

Washington, 23/01/2005 – Há um ano, os Estados Unidos tiravam de seu "ninho" o derrocado presidente iraquiano Saddam Hussein e seus comandantes anunciavam a queda da imprevista resistência que havia assolado por dois meses as forças de ocupação no Iraque. O governo de George W. Bush se mostrava jubiloso, destacando a luz no final do túnel de uma guerra iniciada em março de 2003. E com isto resolvido, os demais integrantes do "eixo do mal", Irã, Coréia do Norte e algum outro estado renegado como Síria, entenderiam bem a mensagem. Depois de tudo, o próprio líder da Líbia, Muammar Gadafi (renegado crônico por excelência), aparentemente muito impressionado pela sorte de Saddam, anunciava o desmantelamento voluntário de todas suas armas não convencionais. "Deixamos claro as opções que restam aos potenciais adversários. Espero que outros líderes sigam o exemplo" da Líbia, dizia o confiante Bush.
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Desafios 2004/2005: Sim, não há mundo unipolar, o que? – Segunda e última parte

Washington, 23/01/2005 – A visão de um mundo dominado pelos Estados Unidos, no papel de uma Nova Roma sem rivais, parece cada vez mais um sonho dos neoconservadores que cercam o presidente reeleito George W. Bush, devido aos déficits comercial e orçamentário sem precedentes e à paralisação a qual levou a ocupação do Iraque. Se não se impor ao mundo a "Pax Americana" sonhada pela coalizão de neoconservadores, nacionalistas agressivos e cristãos direitistas que impulsionou a guerra no Iraque, o que acontecerá? Três possibilidades são a mais discutidas em Washington por especialistas em política internacional.
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Estados Unidos: Rumsfeld com problemas

Washington, 23/01/2005 – Embora o presidente George W. Bush lhe tenha pedido para permanecer no cargo, o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, está com problemas. Não o ajuda a publicação de novos documentos sobre torturas de presos na "guerra contra o terrorismo". Legisladores de carreira do Partido Republicano, entre eles dois veteranos da guerra do Vietnã com as máximas condecorações, endureceram suas críticas contra o chefe do Pentágono. Um deles, o senador John McCain, disse esta semana à Associated Press que não tem confiança em Rumsfeld. O outro, o senador Chuck Hagel, qualificou de "irresponsáveis" as ações do secretário na guerra do Iraque, e, em referência à decisão de Bush em mantê-lo no cargo, afirmou que "o presidente terá de viver com essa decisão e defendê-la".
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