Haiti: Greve de fome de Neptune agrava sensação de caos

Washington, 11/05/2005 – A greve de fome que ameaça a vida do ex-primeiro-ministro do Haiti Yvon Neptune já dura três semanas, o que aumenta a tensão no país mais pobre da América. Neptune, que foi chefe de governo durante o primeiro mandato como presidente do hoje exilado Jean-Bertrande Aristide, começou no final de semana a tomar líquidos a pedido de seus familiares, mas sua condição continua sendo extremamente fraca, segundo informes procedentes de Porto Príncipe, onde está detido em um edifício do governo desde março. Neptune não se encontra com um juiz desde sua detenção, em junho, quando foi acusado de incentivar um massacre na cidade de St. Marc em fevereiro de 2004, pouco antes da queda e do exílio de Aristide, ocorrida no dia 29 daquele mês.
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Diplomacia: EUA indicam embaixador xenófobo e unilateralista para a ONU

Washington, 30/03/2005 – Enquanto o subsecretário da Defesa dos Estados Unidos, Paul Wolfowitz, caminha sem obstáculos rumo á presidência do Banco Mundial, o candidato norte-americano a embaixador junto à Organização das Nações Unidas, John Bolton, enfrenta dificuldades para ter sua indicação confirmada pelo Congresso. Organizações da sociedade civil contrárias a esta candidatura garantem ter o apoio dos oito senadores do Partido Democrata (oposição) no Comitê de Relações Exteriores, que considera estas designações antes de sua confirmação por parte de toda a Câmara. Se um único senador do Partido Republicano (no poder) votar contra Bolton quando o comitê se reunir, na primeira semana de abril, a indicação irá por água abaixo.
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Mundo: Washington vê "eixo do mal" na América Latina

Washington, 28/03/2005 – Os meios de comunicação dos Estados Unidos não estiveram concentrados na agenda do presidente George W. Bush na semana passada, mas na viagem de seu secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, pela América Latina. Um dos objetivos dessa visita ao Brasil, à Argentina e Guatemala, entre segunda e quarta-feira, foi fazer soar o alarme sobre o crescente perigo que, a seu ver, representam alguns governos latino-americanos. No topo da lista está a Venezuela, de Hugo Chávez, seguido do ex-presidente nicaragüense Daniel Ortega (1984-1990), que já apresentou sua candidatura para as eleições de 2006 em seu país.
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Estados Unidos: Paul Wolfowitz, um americano para o Banco Mundial

Washington, 18/03/2005 – Nomear para embaixador na Organização das Nações Unidas um unilateralista como John Bolton foi uma clara mensagem contra o multilateralismo desse fórum, mas qual é a mensagem do presidente norte-americano, George W. Bush, ao propor o nome de Paul Wolfowitz para a presidência do Banco Mundial? A escolha por parte de Bush de seu subsecretário da Defesa, um dos arquitetos da guerra no Iraque, causou consternação tanto em círculos da segurança nacional dos Estados Unidos quanto no hemisfério Sul. Wolfowitz tem 35 anos de carreira acadêmica e pública, mas nenhuma experiência direta em finanças ou planos de desenvolvimento, menos ainda em missões para reduzir a pobreza, como a que supostamente lideraria. Interessou-se pelo islã quando por dois anos esteve o cargo de embaixador na Indonésia, na década de 80.
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Tortura: O general não tem culpa

Washington, 14/03/2005 – Grupos de direitos humanos e senadores de oposição norte-americanos criticaram o Departamento de Defesa por desvincular os altos chefes militares das torturas cometidas no contexto da "guerra contra o terrorismo". O Senado recebeu, na quinta-feira, as conclusões de uma nova investigação sobre os maus-tratos cometidos por soldados norte-americanos no Afeganistão, Iraque e na base naval de Guantânamo, em Cuba. O documento considera que foram casos isolados e não conseqüência de uma política agressiva em relação aos prisioneiros. Legisladores do opositor Partido Democrata pediram a criação de uma comissão independente para investigar os casos e levar à justiça militar, se necessário, os altos comandantes das Forças Armadas.
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Oriente Médio: Entre a democratização e a desintegração

Washington, 08/03/2005 – Encorajados pela frutífera pressão internacional para que a Síria retire suas tropas do Líbano, neoconservadores dos Estados Unidos pedem urgência ao presidente George W. Bush para que aproveite o momento e promova "mudanças de regimes" em Damasco e Teerã. Mas, apesar de seu próprio discurso missionário, Bush parece inclinado a esperar até que baixe a poeira e, para frustração dos neoconservadores e outros unilateralistas, cuidar de não se afastar muito de seus aliados europeus, com os quais procura emendar relações depois da crise provocada pela invasão norte-americana do Iraque, em março de 2003. A relativa precaução do governo reflete a influência dos chamados "realistas" políticos, os quais temem que os últimos acontecimentos no Oriente Médio provoquem um novo ciclo de desestabilização, ou algo pior, em lugar de conduzir à democratização.
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Desarmamento: Ameaça nuclear exige nova estratégia internacional

Washington, 07/03/2005 – Os Estados Unidos devem fazer grandes concessões em matéria de armas nucleares se quer evitar que novos países adquiram essas armas, advertiu a Fundação Carnegie para a Paz Internacional. No mínimo, o governo de George W. Bush deve renunciar ao projeto de novas armas nucleares, como as chamadas "rompe-bunker", capazes de penetrar objetivos muito abaixo da superfície da terra, recomendou a Fundação em seu novo relatório, intitulado "Universal Compliance: A Strategy for Nuclear Security" (Cumprimento universal: Uma estratégia para a segurança nuclear). Alem disso, o governo norte-americano deve reafirmar seu compromisso de eliminar a longo prazo seu arsenal nuclear, exortou a instituição, com sede em Washington.
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Tabaco: EUA fica do lado fumegante do mundo

Washington, 28/02/2005 – A Convenção Marco para o Controle do Tabaco entrou em vigor neste domingo sem que os Estados Unidos o tenham ratificado. Não é a primeira vez que isto ocorre com um tratado internacional. Também em fevereiro começou a vigorar o Protocolo de Kyoto da Convenção Marco sobre Mudança Climática, que obriga os países ricos a reduzirem suas emissões de gases causadores do efeito estufa. Washington retirou sua assinatura desse tratado em março de 2001, por considerá-lo prejudicial para sua economia. O governo do presidente George W. Bush assinou a Convenção para o Controle do Tabaco em maio de 2004, mas, ainda não enviou o texto ao Senado para sua ratificação.
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Mundo: Comissão liderada por FHC critica relações entre AL e EUA

Washington, 25/02/2005 – O abismo entre Estados Unidos e América Latina aumenta está muito grande, segundo um informe publicado pela organização acadêmica Diálogo Interamericano, com sede em Washington. O presidente George W. Bush, deveria dar às relações com o resto do continente americano, especialmente com Brasil e México, uma prioridade muito maior do que no passado, diz o estudo. Diálogo Interamericano é integrado por políticos, empresários e acadêmicos de toda a América. O relatório foi elaborado por uma comissão liderada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a ex-representante de Comércio norte-americana Carla Hills.
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Direitos Humanos: Egito não pode ser paladino da democracia

Washington, 24/02/2005 – Se o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, quer que o Egito conduza o resto do mundo árabe pelo caminho da democracia, deveria, antes, conseguir que o governo desse país ponha fim à tortura e às detenções arbitrárias. Até hoje continuam incomunicáveis cerca de 2.400 pessoas detidas em razão do atentado do dia 7 de outubro contra o hotel Hilton Taba, na fronteira entre Egito e Israel, o que contraria as próprias leis egípcias, advertiu a organização de direitos humanos Human Rights Watch. Ativistas consideram que muitos deles são torturados na prisão, segundo o informe de 48 páginas intitulado "Prisões e tortura em massa no Sinai", divulgado nesta terça-feira pela HRW e mais duas organizações egípcias.
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