Trabalho: Junta anuncia retirada da Birmânia da OIT

Bangcoc, 01/11/2005 – O regime militar da Birmânia anunciou que deixaria a Organização Internacional do Trabalho, descontente pela ajuda que essa entidade deu a vítimas de trabalhos forçados. Representantes do Ministério do Trabalho birmanês informaram ao conselheiro especial da OIT, Francis Maupain, durante sua visita a Rangun no começo deste mês, que a junta militar tinha preparada uma nota oficial informando sobre a decisão. "Do ponto de vista da organização, sempre é lamentável que um membro decida se retirar, não importa sob quais circunstâncias", disse Maupain à IPS.
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Política: ONU aumenta a pressão sobre a junta birmanesa

Bangcoc, 02/08/2005 – A visita à Birmânia de um alto funcionário da Organização das Nações Unidas esta semana coincide com momentos de inquietação do regime militar, devido às pressões da ONU para que acelere o processo democrático. O diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Jim Morris, é o funcionário de maior nível das Nações Unidas a visitar esse país desde que a líder pró-democrática Aung San Suu Kyi foi submetida a prisão domiciliar em maio de 2003. Suu Kyi, a única prêmio Nobel do mundo que vive atualmente privada de sua liberdade, foi colocada sob prisão domiciliar pela primeira vez quando sua Liga Nacional pela Democracia (NLD) ganhou as eleições parlamentares de 1990. A ditadura não reconheceu o resultado daquelas eleições.
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Birmânia: Ex-primeiro-ministro reformista no banco dos réus

Bangcoc, 12/07/2005 – O ex-primeiro-ministro birmanês Khin Nyunt, expulso pela junta militar depois de promover uma reforma democrática, será julgado esta semana e pode ser condenado à prisão perpétua. Nyunt, considerado a figura "moderada" da junta militar que governo este país do sudeste da Ásia, foi processado com prisão na semana passada sob oito acusações, incluindo suborno, corrupção e insubordinação. Seu julgamento começa nesta terça-feira, informaram porta-vozes do governo. O julgamento de um homem tão poderoso poderia ter o objetivo de enviar a mensagem à população de que não vale a pena impulsionar reformas democráticas, disse à IPS Soe Myint, líder opositor democrático exilado em Nova Délhi. "A ironia é que Nyunt era um homem do exército, e apenas moderado em relação aos seus pares", acrescentou.
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