Reino Unido revisa suas metas climáticas

Na manhã de hoje, a ministra do clima do Reino Unido, Claire Perry, pediu à Comissão de Mudanças Climáticas que revise a meta de gases de efeito estufa do país para 2050 à luz da nova ciência. Isso poderá levar o Reino Unido a elevar a atual meta de cortar suas emissões de gases de efeito estufa em 80% até 2050 para zero líquido. A declaração foi feita antes da reunião dos Chefes de Estado da Commonwealth em Londres, ao lado do primeiro-ministro de Fiji, Frank Bainimarama, que foi presidente da última COP climática, em 2017. “Também tenho o prazer de anunciar que, após o relatório do IPCC no final deste ano, buscaremos a assessoria dos consultores independentes do Reino Unido – o Comitê sobre Mudança Climática – sobre as implicações do Acordo de Paris para as metas de redução de emissões de longo prazo do Reino Unido”, declarou Claire. No Acordo de Paris, os países se comprometeram a reduzir o aumento da temperatura média do planeta “bem abaixo” de 2 C em relação aos níveis pré-industriais e a buscar esforços para manter esse aumento em 1,5C, para evitar mudanças climáticas perigosas. Essa meta exige que o mundo reduza as emissões de gases de efeito estufa para zero líquido na segunda metade do nosso século. Em 2016, o governo do Reino Unido prometeu tornar a meta zero em lei, mas nenhuma legislação nesse sentido foi aprovada ainda. Caso adote a meta de zero líquido, o Reino Unido será o primeiro país do G7 a se comprometer a explorar o alcance do objetivo do Acordo de Paris de equilibrar “emissões antrópicas por fontes e remoções por sumidouros de gases do efeito estufa na segunda metade deste século”. “A ciência é clara: para interromper a mudança climática, temos que passar para emissões líquidas zero – e para atingir as metas de temperatura do Acordo de Paris, temos que fazê-lo por volta de meados do século”, lembra a Professora Joanna Haigh, Co-Diretora do Instituto Grantham no Imperial College London. “Embora a Lei de Mudança Climática do Reino Unido tenha sido inovadora em seus dias, sua meta de 80% parece um tanto inadequada; outras nações já estabeleceram metas líquidas-zero em linha com o Acordo de Paris, e o Reino Unido também deveria adotá-las”, completa. Lord Michael Howard, ex-líder do Partido Conservador, condorda: “A Lei de Mudança Climática provou seu valor, mas à medida que a ciência e a diplomacia avançam, ela deve ser mantida sob revisão – e as metas internacionais mais rígidas acordadas na cúpula de Paris tornam provável que a meta do Reino Unido precise ser fortalecida”. Em sua avaliação de janeiro de 2018 da Estratégia de Crescimento Limpo do Reino Unido, o Comitê sobre Mudança Climática sugeriu que os anos-alvo para o Reino Unido atingirem as emissões líquidas zero de CO2 para 1,5C seriam 2045-2050. Alinhar-se à ambição de 1,5 ° C também pode implicar atingir emissões líquidas de CO2 nulas globalmente até 2050, ao passo que manter a elevação da […]

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Relatório mostra que energia limpa crescerá 30% até 2050

Aumentar a velocidade de adoção das energias renováveis em escala global em pelo menos seis vezes é fator crítico para atender às necessidades de redução de emissões relacionadas à energia pelo Acordo de Paris e pode limitar o aumento da temperatura global a dois graus, de acordo com a última edição do cenário de energia renovável de longo prazo da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). Transformação Energética Global: Um Roteiro para 2050, lançado hoje durante o Diálogo sobre Transição Energética de Berlim, também conclui que um aumento cumulativo do investimento no sistema energético em 30% até 2050 em favor de energia renovável e eficiência energética pode criar mais de 11 milhões de empregos no setor energético, compensando completamente as perdas no segmento de combustíveis fósseis. A ação imediata também reduzirá a escala e o valor dos ativos ociosos relacionados à energia no futuro. O estudo prevê até US$ 11 trilhões de ativos de energia ociosos até 2050 – um valor que pode dobrar se a ação sofrer mais atrasos. “A energia renovável e a eficiência energética formam a base da solução mundial para as emissões de CO2 relacionadas à energia e podem fornecer mais de 90% das reduções de emissão de CO2 relacionadas à energia necessárias para manter o aumento da temperatura global em dois graus”, destacou o Diretor Geral da IRENA, Adnan Z. Amin. “Se quisermos descarbonizar a energia global com rapidez suficiente para evitar os impactos mais severos da mudança climática, as energias renováveis devem representar pelo menos dois terços da energia total até 2050. A transformação não apenas apoiará objetivos climáticos, como também resultados sociais e econômicos positivos em todo o mundo, tirando milhões da pobreza energética, aumentando a independência energética e estimulando o crescimento sustentável do emprego”, acrescentou Amin. “Existe uma oportunidade para aumentar o investimento em tecnologias de baixo carbono e mudar ainda na nossa geração o paradigma de desenvolvimento global – passando de um de escassez, desigualdade e competição para um de prosperidade compartilhada. Essa é uma oportunidade que devemos aproveitar, adotando políticas fortes, mobilizando capital e impulsionando a inovação em todo o sistema energético ”. Os planos atuais dos governos ficam aquém das necessidades de redução de emissões. Na trajetória de hoje, o mundo exauriria seu “orçamento de carbono” (CO2) relacionado à energia para 2oC em menos de 20 anos, apesar do contínuo e forte crescimento nas adições de capacidade renovável. No final de 2017, a capacidade de geração renovável global aumentou em 167 GW e atingiu 2.179 GW em todo o mundo – um crescimento anual de 8,3%. No entanto, sem um aumento de escala, os combustíveis fósseis como petróleo, gás natural e carvão continuariam a dominar o mix energético global até 2050. A análise da IRENA delineia um sistema energético no qual as energias renováveis respondem por dois terços do consumo final total de energia e 85% da geração de energia até 2050 – acima de 18% e 25%, respectivamente hoje. Para conseguir isso, é necessária uma aceleração de pelo […]

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Pesquisador do Cemaden participa de livro sobre refugiados ambientais

O pesquisador e sociólogo, Victor Marchezini, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais – unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – participou do e-book “Refugiados Ambientais”, publicado pela Universidade Federal de Roraima (UFRR) e disponibilizado, de forma gratuita, ao público em geral. A obra “Refugiados Ambientais” reúne 28 artigos de especialistas nacionais e internacionais sobre o tema, revelando um panorama abrangente sobre os deslocamentos humanos decorrentes dos fatores ambientais. Nos 28 capítulos do livro, também são apresentados os reflexos sociais no mundo e a rapidez como o problema está evoluindo. O livro foi organizado pelas pesquisadoras Liliana Lyra Jubilut, Érika Pires Ramos, Carolina de Abreu Batista Claro e Fernanda de Salles Cavedon-Capdeville. Está organizado em três eixos fundamentais, que discutem desde os aspectos conceituais, as formas e desafios de proteção e estudos de casos específicos. O capítulo de Marchezini, sociólogo do Cemaden, aponta para as formas de desterritorialização nos desastres e os desafios colocados à proteção dos deslocados frente a eventos de inundações e deslizamentos. “Estudei especificamente algumas dessas formas de desterritorialização, a partir do desastre ocorrido, em 2008, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, e os desafios colocados à proteção das famílias.”, explica o pesquisador. “ É preciso dar visibilidade ao tema das migrações ambientais em desastres, sobretudo porque as mudanças ambientais globais tendem a acentuar esse quadro, que já é extremamente preocupante.”, enfatiza Marchezini. Dados do Instituto Igarapé demonstram que – desde o ano 2000 – mais de 6 milhões de pessoas foram deslocadas em razão de desastres no Brasil. “ É preciso pensar em como se planejar para a intensificação desse risco”, alerta o pesquisador. O e-book pode ser acessado, de forma gratuita, pelo endereço: https://ufrr.br/editora/index.php/ebook (#Envolverde)

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IPCC comemora 30 anos sob ataques de céticos e do governo dos EUA

Por Júlio Ottoboni, editor-chefe da Envolverde O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC – sigla de Intergovernmental Panel on Climate Change), que hoje tem como vice presidente a cientista do INPE, de São José dos Campos, Thelma Krug, completa nesta sexta-feira (13) seus 30 anos de existência. O órgão que é consultivo das ONU e não tem função de pesquisa científica, apesar de abrigar um grande número de cientistas de 195 países, enfrenta um de seus piores momentos com a resistência e oposição do governo Trump, dos EUA, as evidências do aquecimento global de origem antrópica e também em cumprir os acordos firmados nas convenções do clima para a redução e mitigação de emissões de gases potenciais do efeito estufa e atividades ligadas ao reconstituição do meio ambiente natural. O oportunismo neste momento de crise ganhou força. O movimento dos ‘céticos’, um grupo pequeno grupo de cientistas e de formadores de opinião, vários deles financiados por empresas poluidoras e responsáveis por protagonizar ou potencializar catástrofes ambientais, embarcaram numa nova onda de críticas ao IPCC diante do novo posicionamento dos EUA. O governo Trump, inclusive, cortou as verbas que doava para a entidade e finalizou linhas de crédito de pesquisas sobre mudanças climáticas bancadas pelo governo norte americano, Para o jornalista ambiental e especialista em sustentabilidade, com larga experiência em coberturas das grandes conferências do clima em diversas partes do mundo, Reinaldo Canto, que é presidente do conselho e diretor da Envolverde, os questionamentos são inerentes ao momento e a data comemorativa: “Como seriam hoje as discussões sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas sem a preciosa contribuição de cientistas e pesquisadores do mundo todo que estiveram presentes nesses 30 anos do IPCC? Conheceríamos seus efeitos danosos assim como alguns dos caminhos para enfrenta-los? Certamente, não! O IPCC tem realizado um trabalho que deve servir de exemplo para nossa comunidade global sobre como lidar com problemas comuns à toda a humanidade. Parabéns a todos que fazem ou já fizeram parte desse órgão das Nações Unidas cuja relevância só os idiotas podem contestar”. A cientista Thelma Krug, em entrevista à Envolverde, comentou que as mudanças climáticas estão ocorrendo em diversos pontos do planeta. Segundo ela, em algumas regiões o cenário climático superou até mesmo as mais pessimistas das projeções do IPCC. “Essas mudanças são globais, mas são potencialmente explícitas em determinadas regiões e localidades do planeta”, explicou. Em sua página no facebook, o IPCC publicou a nota: “Em 2018 #ipcc marca 30 anos como a voz da ciência do clima aos responsáveis políticos e profissionais. Durante todo o ano teremos eventos comemorativos por parte dos governos e instituições que nos ajudaram a celebrar”.(#Envolverde)

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Fechado o acordo climático com o setor marítimo

Depois de duas semanas de intensas negociações, mais de 170 países reunidos na sede da Organização Marítima Internacional (IMO) em Londres chegaram ao que é o maior acordo climático deste ano. Os países estabeleceram como meta a redução de pelo menos 50% das emissões de gás carbônico do transporte marítimo internacional até 2050, em relação aos níveis de 2008, com uma forte ênfase na expansão da ação para 100% até meados do século. O cumprimento desta meta significa que dentro de pouco mais de 10 anos, na década de 2030, a maioria dos navios recém-construídos operarão com combustíveis renováveis. Os navios, que são responsáveis pelo transporte de mais de 80% do comércio global, ficarão livres de combustíveis fósseis até lá. O transporte marítimo internacional já emite 2% dos gases causadores do efeito estufa em todo o mundo e que poderia chegar a responder por 17% das emissões em 2050, se nada fosse feito. Embora este acordo coloque o setor no caminho para cumprir a meta de manter a elevação da temperatura média do planeta em 2°C em relação aos níveis pré-industriais, é importante lembrar que o objetivo do Acordo de Paris é que esse aquecimento fique “bem abaixo” de 2°C, visando 1,5° C. A descarbonização completa em meados do século, como proposto pelos países insulares do Pacífico que já sentem os efeitos das mudanças climáticas na forma de elevação do nível dos mares que compromete seu território e em um aumento sem precedentes na quantidade e rigor dos furacões e tornados que assolam a região, continua a ser necessária para a meta de 1.5°C. Em discurso na plenária da IMO, Kitack Lim, Secretário Geral da organização, disse: “O texto pode não ser satisfatório para todos, mas representa um meio termo forte… neste contexto, acredito que este texto de compromisso é uma solução que deve ser capaz de manter todos a bordo…. [o texto envia um] sinal forte para a indústria e vocês, como Estados membros, estão lidando com isso com o mesmo compromisso que assumiram com o Acordo de Paris.” O compromisso firmado hoje na IMO sinaliza para a indústria e os investidores que a era dos combustíveis fósseis está chegando ao fim e representa um avanço positivo para limitar o aquecimento global, já que o setor marítimo estava incumbido de estabelecer uma proposta de redução dos gases de efeito estufa desde que o Protocolo de Quioto foi assinado, em 1997. “O compromisso da Organização Marítima Internacional de reduzir os gases de efeito estufa entre 50% e 100% em 2050 é um grande progresso”, comemora o Dr Tristan Smith, especialista em Energia e Navegação do UCL Energy Institute. “ É provável que essa meta se torne ainda mais rigorosa, mas mesmo com este nível mais baixo de ambição, a indústria marítima exigirá mudanças tecnológicas rápidas para produzir navios com emissões zero, passando de combustíveis fósseis para uma combinação de eletricidade (baterias) e combustíveis renováveis, derivados de hidrogênio e potencialmente bioenergia. Embora essas mudanças sejam enormes para uma indústria global, que […]

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Thelma Krug, vice do IPCC, diz que florestas são mitigadas apesar de vulneráveis.

Vice-Presidente do IPCC, Thelma Krug, apresentou dados alarmantes sobre as condições climáticas e, principalmente a situação das florestas,  durante a cerimônia de abertura para lam4  realizada em Gabarone, na Africa. Thelma Krug durante a discussão do painel em Gabarone, Botswana, enfatizou que as florestas apesar de ter um enorme potencial de mitigação são altamente vulneráveis. Os vice-Presidentes Thelma Krug e Youba S1okona estão na discussão do painel sobre “o triplo desafio no reforço da resposta ao acordo de Paris nos países em desenvolvimento” que vem sendo realizado em Gabarone, Botswana. (#Envolverde)

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Saiba o que a ONU Meio Ambiente e sua atuação

A ONU Meio Ambiente é a principal voz global em temas ambientais. Ela promove liderança e encoraja parcerias para cuidar do meio ambiente, inspirando, informando e capacitando nações e pessoas a melhorarem a sua qualidade de vida sem comprometer a das futuras gerações. A ONU Meio Ambiente trabalha com governos, com o setor privado, com a sociedade civil e com outras instituições das Nações Unidas e organizações internacionais pelo mundo. O Centro para Monitoramento da Conservação Mundial da ONU Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente-WCMC) trabalha com cientistas e formuladores de políticas em todo o mundo para colocar a biodiversidade no centro das tomadas de decisão sobre desenvolvimento e meio ambiente e, assim, possibilitar escolhas assertivas para as pessoas e o planeta. Com sede em Cambridge, no Reino Unido, a ONU Meio Ambiente-WCMC é uma colaboração entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e a instituição de caridade britânica WCMC. Saiba mais em http://unep.org/americalatinacaribe/br .ONUBr #Envolverde)

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Desastres naturais deram prejuízos de US$ 22 bi à agropecuária latino americana

De 2005 a 2015, a agropecuária da América Latina e do Caribe teve prejuízo de 22 bilhões de dólares devido a desastres naturais. É o que revela um novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Agência da ONU aponta que as secas foram os fenômenos mais destrutivos para a produção agrícola, causando perdas de 13 bilhões de dólares nas safras e na pecuária. O Brasil e a Argentina são lembrados na pesquisa por terem sido palco de estiagens devastadoras em 2012. Os episódios de seca estiveram associados ao fenômeno La Niña, que provoca o resfriamento da temperatura da superfície de porções do Oceano Pacífico, desregulando o regime de chuvas em diferentes regiões do mundo. Ao longo do decênio 2005-2015, 2012 foi o ano de maior volume de perdas econômicas na agropecuária provocadas por desastres — 7 bilhões de dólares —, seguido por 2014, quando estiagens em Honduras, Guatemala e El Salvador agravaram prejuízos no setor, causando danos e baixas produtivas estimados em pouco mais de 6 bilhões de dólares. Na avaliação da FAO, houve a partir de 2010 um aumento considerável do impacto de fenômenos naturais sobre a produção agrícola. O quadriênio 2011-2014, por exemplo, acumula um valor aproximado de 17 bilhões de dólares em perdas — o que representa quase 80% do registrado em todo o período 2005-2015. Quando analisadas as culturas e cadeias produtivas, a agência da ONU revela que os legumes como feijões, lentilhas e grão-de-bico foram os mais afetados, com perdas chegando a quase 8 bilhões de dólares. Segundo o levantamento da FAO, de 2005 a 2015, os desastres naturais em todo o mundo custaram 96 bilhões de dólares à agropecuária dos países em desenvolvimento. Metade desse valor foi calculado para prejuízos na Ásia. Os outros 26 bilhões de dólares equivalem a perdas na África. Secas foram responsáveis por quedas e perdas de produção estimadas em 29 bilhões de dólares — desse montante, 10,7 bilhões foram prejuízos no continente africano e 13 bilhões, na América Latina e Caribe. Na Ásia, os fenômenos naturais mais devastadores para a produção de alimentos foram as enchentes e tempestades. Terremotos, tsunamis e temperaturas extremas também afetaram significativamente a agropecuária. “Os setores agrícolas, que incluem a produção da agricultura e da pecuária, bem como a silvicultura, a pesca e a aquicultura, enfrentam muitos riscos, como a volatilidade do clima e do mercado, pestes e desastres, eventos climáticos extremos e um número crescente de crises e conflitos prolongados”, alertou o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva. O relatório do organismo internacional também chama atenção para os perigos a que estão suscetíveis os pequenos Estados insulares em desenvolvimento. Nessas ilhas, que são particularmente vulneráveis a tsunamis, abalos sísmicos, enchentes e tempestades, as perdas econômicas aumentaram de 8,8 bilhões de dólares no período 2000-2007 para mais de 14 bilhões em 2008-2015.Fonte: ONUBr (#Envolverde)

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Maratona de Paris reúne 55 mil corredores de 145 nações e compensação ambiental

Pelo sexto ano consecutivo, a Schneider Electric, líder global na transformação digital em gestão da energia elétrica e automação, é a patrocinadora titular da Maratona de Paris. Em 8 de abril, 55 mil corredores de 145 nacionalidades diferentes irão colocar-se à prova na icônica corrida de 42.195 quilômetros pela capital da França. Coincidindo com o Innovation Summit, um evento que reúne clientes, parceiros, líderes da indústria e empreendedores para enfrentar a transformação digital, a edição 2018 do evento irá, mais uma vez, focar em Diversidade, Inclusão e Sustentabilidade, causas profundamente arraigadas no DNA da empresa. 5.900 clientes, parceiros e funcionários serão corredores verdes, carregando números de peito Schneider Electric – representando mais de 10% dos corredores da maratona e formando o maior time corporativo da história a entrar em um evento deste tipo. 200 funcionários também se voluntariaram para organizar o evento. Em parceria com a organizadora da corrida, Amaury Sport Organisation (A.S.O.), a Schneider Electric irá compensar 85% das emissões de carbono geradas pelo evento por meio de ações de campo. A meta para 2019 é alcançar a neutralidade de carbono, uma novidade para uma maratona desta escala. Compensando 85% das emissões de carbono. Para alcançar esta meta, a Schneider Electric escolheu o Quênia, um país simbólico para corredores, com o apoio da Livelihoods Carbon Fund, uma coalizão de dez empresas francesas que trabalham para restaurar ecossistemas em países em desenvolvimento. Em parceria com a NGO CLIMATE PAL, eles abasteceram 60 mil casas quenianas com “Hifadhi”, fogões de cozinha que ajudam a reduzir em 60% a quantidade de madeira utilizada para cozinhar. Os benefícios incluem menos madeira cortada e queimada e menos emissões de CO2 para cerca de 300 mil moradores rurais que receberam o equipamento. A Schneider Electric também está envolvida em outras oito iniciativas para replantar manguezais e aprimorar as práticas de cultivo no mundo. Apoiando a igualdade de gênero e o movimento da ONU #HeForShe Tendo forte compromisso com a igualdade de gêneros, a Schneider Electric também se aliou à A.S.O. para introduzir uma série de iniciativas para reconhecer a igualdade entre os corredores homens e mulheres, e impulsionando a questão. São elas: Promover igualdade na cobertura midiática das premiações, garantindo que as cerimônias de mulheres e homens sejam transmitidas ao vivo. Garantir igualdade de gênero nos prêmios da maratona (até €50.000), com recompensas iguais para mulheres e homens. As mulheres competidoras terão uma largada antecipada à de seus companheiros homens para permitir que cruzem a linha de chegada ao mesmo tempo. Conscientizar sobre a igualdade de gênero no esporte, por meio do estande #HeForShe no Le Salon du Running, que acontecerá no Paris Expo Porte de Versailles durante os três dias anteriores à maratona. O movimento #HeForShe luta para encorajar homens e meninos a darem passos concretos e ativos para promover a igualdade. (#Envolverde)

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Transporte marítimo sem emissão de gases estufas é meta para 2035

A implantação de todas as tecnologias atualmente conhecidas poderia permitir a quase completa descarbonização do transporte marítimo até 2035, de acordo com um novo relatório publicado pelo Fórum Internacional de Transporte (ITF) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Quatro diferentes caminhos de descarbonização examinados pelo estudo reduziriam as emissões de CO2 dos navios internacionais entre 82% e 95% abaixo do nível atualmente projetado para 2035. Essa redução é igual às emissões anuais de 185 usinas termoelétricas a carvão. • Combustíveis alternativos e energia renovável podem fornecer muitas das reduções necessárias. Os biocombustíveis atualmente disponíveis devem ser complementados por outros combustíveis naturais ou sintéticos, como metanol, amônia e hidrogênio. Assistência da energia eólica e a propulsão elétrica mostraram que podem trazer reduções adicionais. • Medidas tecnológicas para melhorar a eficiência energética dos navios podem render uma parte substancial das reduções de emissões necessárias. As opções já maduras do mercado incluem, entre outras, melhorias no design do casco, lubrificação do ar e arcos bulbosos. • Melhorias operacionais, como velocidades mais lentas para os navios, coordenação mais suave entre navios e portos e uso de navios maiores e mais eficientes, podem trazer importantes reduções adicionais de emissões. O relatório recomendou: • estabelecer uma meta clara e ambiciosa de redução de emissões para impulsionar a descarbonização do transporte marítimo; • apoiar a realização de metas de redução de emissões com um conjunto abrangente de medidas políticas; e • fornecer incentivos financeiros inteligentes para promover a descarbonização da navegação marítima. (#Envolverde)

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