Bolhas de ar criam barreira para lixo plástico nas águas

O projeto “The Great Bubble Barrier” desenvolveu um método para evitar que dejetos plásticos jogados em rios e canais cheguem aos oceanos. A grande barreira de bolhas, nome da iniciativa em tradução livre para o português, busca evitar que parte dos 8 bilhões de quilos de lixos plásticos despejados por ano nos oceanos chegue até lá – estima-se que cerca de 75% desse volume seja proveniente de rios e canais. Desenvolvido por três holandesas, o sistema funciona como uma espécie de propulsor, jogando o lixo plástico para a superfície por meio do bombeamento de bolhas de ar. Uma mangueira é instalada no fundo do canal e cria uma “cortina de bolhas”, que faz com que o lixo suba. Com a correnteza do rio, os dejetos tendem a se acumular nas margens e então podem ser recolhidos (inclusive através da instalação de esteiras transportadoras). O método evita que o lixo plástico chegue ao fundo dos rios e seja levado até os oceanos pelo fluxo das águas. As idealizadoras da barreira de bolhas, Anne Marieke Eveleens, Francis Zoet e Saskia Studer, venceram o primeiro prêmio na Plastic Free Rivers Marathon (algo como “Maratona dos Rios Livres de Plástico” em português). O evento, organizado pela companhia holandesa de abastecimento de água PWN e pela Rijkswaterstaat, o órgão nacional responsável pelos serviços de infraestrutura hidráulica, aconteceu em julho de 2016, na cidade de Utrecht, na Holanda, e contou com a participação de 12 equipes, que desenvolveram e apresentaram seus projetos ao longo de três dias. A vitória permitiu que o grupo desenvolvesse um projeto piloto de suas ideias no Rio Issel, que corre para o norte da Holanda. O Issel é o rio de fluxo mais rápido do país e o piloto foi realizado em novembro de 2017. (#Envolverde)

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ONU lança Portal da Qualidade da Água Mundial

O Programa Hidrológico Internacional (PHI) da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançou o Portal da Qualidade da Água Mundial, que fornece informações sobre a qualidade da água doce em escala global, usando dados de sensoriamento remoto. A qualidade da água afeta a saúde humana, assim como ecossistemas, biodiversidade, produção de alimentos e crescimento econômico. Embora seu aprimoramento seja essencial para o desenvolvimento sustentável, são raros os dados confiáveis, especialmente em áreas remotas e em países em desenvolvimento nos quais não existem capacidades ou redes de monitoramento. O Portal da Qualidade da Água Mundial, da Iniciativa Internacional sobre Qualidade da Água, atende a uma necessidade urgente de aprimorar o acesso à informação e a uma base de conhecimento, com o objetivo de entender melhor os impactos das mudanças causadas pelo clima e pelas atividades humanas na segurança hídrica. O site facilitará uma tomada de decisões consciente e com base científica para a gestão da água, e apoiará os esforços dos Estados-membros na implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 6, que trata de água potável e saneamento, assim como vários outros objetivos e metas relacionados diretamente com a qualidade e a poluição da água. A iniciativa fornece dados sobre cinco indicadores-chave da qualidade da água: turbidez e distribuição sedimentar, clorofila A, floração de algas nocivas (FAN), absorção orgânica e temperatura da superfície. Esses indicadores também fornecem informações quanto ao impacto de outros setores e usos da terra, como as áreas urbanas, uso de fertilizantes na agricultura, mudança climática ou gestão de represas e reservatórios. Por exemplo, acompanhar mudanças na turbidez (o grau em que a luz é retrodifundida em partículas na água) é útil para o monitoramento de resquícios de sedimentos em atividades de dragagem e despejo. A clorofila A é um pigmento encontrado em células de fitoplâncton, enquanto o indicador FAN mostra áreas possivelmente afetadas por florações de algas nocivas, formadas por cianobactérias e que contêm ficocianina. O portal utiliza dados óticos dos satélites Landsat e Sentinel-2, que são de acesso aberto, e um sistema computacional desenvolvido pela empresa EOMAP, da Alemanha. Nessa fase de demonstração, o Portal da Qualidade da Água Mundial fornece uma série cronológica de dados referentes a sete bacias hidrográficas e recursos hídricos da superfície em todas regiões do mundo, monitorando esses cinco indicadores desde janeiro de 2016. As bacias e regiões consideradas nessa fase são: Lago Sevan, na região do Cáucaso (Armênia e Azerbaijão); reservatório de Itaipu e a Bacia do Rio Paraná (Argentina, Brasil e Paraguai); Planalto do Lago Mecklenburg (Alemanha); Rio Nilo e Represa de Assuã (Egito e Sudão); Delta do Rio Mekong (Vietnã); Lagos da Flórida (EUA); e Bacia do Rio Zambeze (Zâmbia e Zimbábue). Também inclui materiais de treinamento para facilitar a capacitação e conscientizar as partes interessadas, que incluem profissionais do setor hídrico, formuladores de políticas e o público em geral. Uma exposição intitulada “Qualidade da água desde o espaço: imagens hipnotizantes da observação terrestre” também foi apresentada na Sede da UNESCO, […]

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Cerca de 59 milhões de jovens ficam analfabetos por conflitos e desastres naturais

Cerca de 59 milhões de jovens estão ficando analfabetos em países que enfrentam conflitos ou grandes impactos de desastres naturais ao redor do mundo. O levantamento foi feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e envolve jovens dos 15 aos 24 anos. Segundo a diretora-executiva do Unicef, Henrietta Fore, “os números são um lembrete do impacto trágico dessas crises na educação das crianças”. A informação é da ONU News. Segundo Henrietta, um jovem que não consegue sequer se alfabetizar em um país em conflito pode não ter muitas chances na vida. A situação é mais complicada para as meninas e mulheres jovens, já que 33% delas não conseguem ter acesso ao básico do ensino. A Unicef avaliou as condições em 27 países, incluindo Chade, Níger, República Centro-Africana e Sudão do Sul, onde existem uma longa história de instabilidade, conflitos e altos níveis de pobreza. No Níger, por exemplo, 76% dos jovens são analfabetos. O Unicef lembra que garantir verba para programas educacionais, especialmente durante crises humanitárias, é fudamental para melhorar essas estatísticas.(#Envolverde)

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Ford lançará 40 modelos de carros híbridos e investirá US$ 11 bi até 2022

A Ford  ampliará o investimento em veículos elétricos, para US$ 11 bilhões até 2022, com o lançamento de 40 modelos híbridos ou totalmente elétricos na sua linha global. O anúncio foi feito por Bill Ford, presidente do conselho da empresa, no Salão de Detroit. Esse investimento é mais que o dobro do valor anunciado pela Ford no final de 2015, de US$ 4,5 bilhões até 2020, e inclui os custos de engenharia, pesquisa e desenvolvimento de arquiteturas específicas para carros eletrificados. Dos 40 programados, 16 serão totalmente elétricos e os demais híbridos plug-in. A Ford revelou que um deles será um utilitário esportivo elétrico de alto desempenho, chamado Mach 1 – veja o vídeo –, em 2020, quando também vai iniciar a produção de uma versão híbrida da picape F-150 nos EUA. Segundo Bill Ford, a estratégia de eletrificação da empresa é levar essa tecnologia para os seus principais modelos. “Se queremos ser bem-sucedidos com a eletrificação, temos que fazê-lo com veículos que já são populares”, disse. Jim Hackett, CEO e presidente da Ford, comanda essa estratégia desde que assumiu o cargo há pouco mais de sete meses. Em outubro, ele anunciou para investidores um amplo plano de redução de custos para tornar a empresa mais eficiente, incluindo o redirecionamento de investimentos antes destinados a sedãs e motores a combustão para carros e utilitários híbridos e elétricos. No mesmo mês, a Ford criou o Time Edison, uma equipe especializada para acelerar o desenvolvimento da sua nova geração de veículos elétricos, com o desafio de pensar grande e avançar rápido. Dirigida por Sherif Marakby, vice-presidente de Veículos Elétricos e Autônomos da Ford, ela tem também como missão a criação de experiências e serviços focados no cliente e parcerias com outras empresas. Países como a China, Índia, França e Reino Unido já anunciaram planos para eliminar os veículos com motores a combustão e combustíveis fósseis do mercado entre 2030 e 2040 como forma de promover o uso de energia limpa.(#Envolverde)

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Chile coloca fim na liberação de licenças para usina de energia por carvão

O Chile acaba de dar um passo ousado em direção à descarbonização de sua matriz elétrica, que atualmente conta com cerca de 40% de energia proveniente do carvão: um acordo entre a Associação das Empresas Geradoras do Chile (que engloba gigantes como AES Gener, Colbún, Enel e Engie) e o governo chileno para colocar um fim ao desenvolvimento de novas usinas termelétricas a carvão que não possuam sistemas de captura e armazenamento de carbono. O acordo cria um grupo de trabalho, coordenado pelo Ministério da Energia, com o objetivo de definir um cronograma para um fim planejado e gradual das usinas a carvão. A geração de eletricidade a partir do carvão é a principal fonte de eletricidade do Chile. Atualmente, existem 15 centrais no Chile com 27 unidades baseadas em carvão, que fornecem cerca de 29.000 GWh, ou 38,8% do consumo de eletricidade total a 74.000 GWh. Com este acordo, dois projetos de usinas termoelétricas que se encontram para avaliação do Ministério da Energia do Chile deverão ser revisados: Santa María II de Colbún, além da segunda etapa de instalação da Infraestrutura Energética da Mejillones, da Engie. O comunicado de imprensa (ver abaixo uma tradução livre para o português) informa que “Graças à significativa redução de custos e à massificação de tecnologias de geração renovável que foram incorporadas em nossa matriz, a indústria de geração de eletricidade visualiza um futuro cada vez mais renovável, onde a geração termoelétrica deixará de ser a principal fonte de energia, e passará a ser, junto com a hidreletricidade e outras fontes renováveis e de armazenamento, o complemento da geração solar e fotovoltaica em momentos de ausência de luz solar ou de vento”. Em entrevista ao jornal La Tercera, o ministro da Energia do Chile, Andrés Rebolledo, estimou que este processo terá seu fim entre 2030 e 2050, quando será diminuída a influência das usinas termelétricas no Chile. Para a CNN, o ministro declarou que é uma notícia muito boa para o combate às mudanças climáticas”. O gerente de geração da Enel, Michele Siciliano, disse ao mesmo jornal que “estamos começando a imaginar como será o mundo sem as carvoeiras, estamos empenhados em não construir plantas sem todas as medidas (de captura e armazenamento de carbono)”.

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Nissan tem duas indicações para premiação de carros não poluentes

O Novo Nissan LEAF, veículo elétrico mais vendido do mundo, foi indicado como um dos 10 finalistas do “World Car of the Year 2018”, o “Carro Mundial do Ano 2018”. Foi um duplo reconhecimento à nova geração do Nissan LEAF, que também foi finalista nos quatro últimos prêmios na categoria de carros verdes mundiais organizados em 2018. A Nissan, uma empresa de Yokohama, tem buscado manter a liderança de veículos elétricos e inovado em tecnologias não poluentes. (#Envolverde)

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Filipinas em alerta com atividade do vulcão Mayon

As autoridades filipinas elevaram nesta segunda-feira (29) para mais de 80 mil as pessoas retiradas da região do vulcão Mayon, no Leste do país, onde permanece o alerta de uma possível explosão, apesar da redução de sua atividade nas últimas horas. As emissões naturais, como as de vulcões, colaboram para a potencialização do efeito estufa e aquecimento global. O Mayon, em intensa atividade desde o dia 13, não registra erupção desde a tarde desse domingo (28), o que contrasta com o registro de até dez explosões diárias, observadas na semana passada. Mesmo assim, “é difícil avaliar se o vulcão vai seguir com essa tendência nos próximos dias”, disse à Agência EFE o especialista Winchelle Sevilla, da agência vulcanológica filipina. Sevilla assegurou que “ainda existe o risco de ocorrer uma erupção de grande potência nos próximos dias ou semanas”. Por isso, as autoridades mantêm o alerta em nível quatro – que considera possível uma erupção perigosa nas próximas horas ou dias – de uma escala de 5. Além disso, foi delimitada uma zona de exclusão em um raio de 8 quilômetros desde a cratera, que inclui uma área de máximo perigo em um raio de 6 quilômetros. Um total de 81.371 pessoas, de mais de 21 mil famílias residentes na zona de exclusão, foi levado para refúgios provisórios da região e, por enquanto, não pode retornar às suas casas, segundo o último relatório do Escritório de Defesa Civil da província de Albay. A atividade do Mayon, que despertou em seis ocasiões nas últimas três décadas, gerou o medo de reviver momentos iguais aos da erupção do Pinatubo (noroeste de Manila) em 1991, a segunda maior no século 20 e que deixou cerca de 850 mortos e mais de 1,3 milhão de deslocados. Os especialistas da agência filipina, no entanto, descartam que o Mayon possa gerar uma erupção tão potente quanto a do Pinatubo. Abr (#Envolverde)

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Coca-Cola reduzirá lixo provocado por suas embalagens até 2030

A Coca-Cola assumiu o compromisso de dar destino correto a todas suas embalagens até 2030. Os números de pets da empresa são impressionantes, o volume de seus subprodutos que são despejados no planeta chegam a 3.400 garrafas de plástico por segundo. No Brasil, um estudo inédito, realizado em três estados (São Paulo, Bahia e Alagoas) apontou que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é plástico. E que 80% desse lixo vem da terra firme. O CEO da Coca-Cola, James Quincey, está dando início a uma campanha de reciclagem como parte das iniciativas para melhorar a imagem da gigante de bebidas que atua em 200 países. Por exemplo, 72% das embalagens da Coca já são coletadas na Europa, disse Quincey, em teleconferência com a imprensa neste mês. A Coca-Cola também tem investido em programas de reciclagem no México, país onde Quincey trabalhou à frente dos negócios. Apenas 10% do plastico mundial é reciclado.  (#Envolverde)

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Fórum Mundial da Água divulga programação em português

O 8º Fórum Mundial da Água, que ocorre em Brasília entre os dias 18 e 23 de março, divulgou a programação oficial do evento em português. No site do encontro, é possível conhecer os principais detalhes da agenda que reunirá na capital federal especialistas do Brasil e do mundo. Com o tema Compartilhar a Água, o fórum tem 274 discussões programadas, além de 18 painéis com a participação de chefes de Estado, ministros, parlamentares, presidentes de grandes corporações e representantes de movimentos sociais. Segundo o consultor do Fórum Mundial da Água, Glauco Kimura, serão abordados assuntos desde a crise hídrica no Brasil até a quantidade de água usada na produção de alimentos. Ele destaca como novidade painéis que vão discutir os chamados temas quentes, como o nexo água-alimento-energia, por exemplo. “[Queremos discutir] como conseguimos solucionar o problema de ter água suficiente para a produção de alimentos, para abastecimento público e para a geração de energia, uma vez que a população está crescendo e se estima que vá atingir 9 bilhões até 2050, e a água vai ficar cada vez mais escassa”, explica. Kimura destaca que as alterações climáticas também fazem parte das discussões. “A gente tem visto cada vez mais eventos climáticos extremos acontecendo com mais frequência e mais intensidade, e esses eventos são sentidos através da água, do ciclo hidrológico: ou chove muito, e a gente tem enchentes e inundações, ou chove muito pouco, e a gente passa por secas e estiagens. Isso será discutido de forma muito consistente durante o fórum”, acrescenta. (#Envolverde)

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América Latina e Caribe discutem pesca e aquicultura na região

Delegações de países da América Latina e do Caribe reuniram-se nesta semana com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para discutir o futuro da pesca continental e da aquicultura na região. Encontro definiu estratégias para os próximos dois anos da comissão da FAO sobre o tema. Embora tenha crescido nos últimos 50 anos, a pesca continental em território latino-americano representa apenas 5,12% da captura a nível mundial. O organismo especializado da FAO foi criado em 1976 para promover o uso racional de recursos pesqueiros continentais, dando assistência aos governos em medidas de manejo e apoiando o desenvolvimento da aquicultura. A comissão atua em todas as águas continentais da América Latina, Jamaica e Suriname. A reunião promoveu um workshop para fortalecer os sistemas de monitoramento, controle e vigilância em países da região. O objetivo da capacitação era garantir a sustentabilidade da pesca artesanal. Representantes dos Estados-membros também discutiram os atuais desafios da pesca continental e a necessidade de reformular a Rede de Aquicultura das Américas. Além de definir um plano de ação para o biênio 2018-2019, o encontro também elencou recomendações para a próxima Conferência Regional da FAO na América Latina e no Caribe, que acontece em março deste ano. A pesca continental é considerada pela FAO uma atividade com importantes contribuições para a economia de muitos países da região. Setor gera emprego, renda e oferta de alimentos. Segundo a agência da ONU, prática é especialmente importante para a segurança alimentar e para os meios de subsistência das grandes populações rurais ribeirinhas, que vivem em torno de rios e lagos. (#Envolverde)

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