Água: Um direito entre parênteses

México, 23/03/2006 – A afirmação de que o acesso à água é um direito humano ficou fora da declaração ministerial do IV Fórum Mundial da Água, que terminou nesta quarta-feira no México, data em que se comemora o Dia Internacional da Água. Embora todos os delegados dissessem concordar com este postulado, alguns argumentaram que não era factível incluí-lo no texto final, pois poderia gerar problemas jurídicos nacionais e internacionais. Esta atitude foi criticada por ativistas que encontraram na negativa uma "indicação clara" de que as companhias multinacionais e os países ricos não querem ceder um ápice em seu desejo de "mercantilizar" os recursos hídricos. Continue Reading

Água: A tecnologia não basta

México, 22/03/2006 – Depois de trocar as bombas a motor para extrair água em zonas rurais da Nicarágua por outras à base de corda e manivela, mais baratas e de fácil instalação, o abastecimento hídrico aumentou 23% nesse país, três vezes mais rápido do que seus vizinhos. Esse exemplo, entre outros, foi divulgado no IV Fórum Mundial da Água, que acontece no México, onde 320 empresas de 27 países apresentaram seus produtos e serviços, muitos dos quais estão nas zonas mais pobres do mundo, mas sempre com êxito. Continue Reading

Água: Tribunal declara governos e empresas culpados

México, 22/03/2006 – As empresas e os governos considerados culpados pelo Tribunal Latino-americano da Água (TLA), que se reuniu no México, não pagarão penas nem multas, mas os querelantes esperam que, "pelo menos", reconheçam suas responsabilidades e ajam de maneira conseqüente. Entre as sentenças sobre casos em 10 países, o não-governamental TLA responsabilizou uma empresa produtora de celulose do Chile por contaminar o meio ambiente e censurou autoridades desse país por não impedir que isso ocorresse. Também pediu a suspensão imediata da construção de uma gigantesca hidrelétrica no México, que fará com que 25 mil camponeses tenham de abandonar suas terras. Continue Reading

Água: As mulheres podem fazer a diferença

México, 21/03/2006 – Milhões de meninas e mulheres em países pobres caminham seis quilômetros por dia para levar para casa uma média de 20 litros de água. Outras tantas abandonam a escola e o trabalho por não contar nem mesmo com uma latrina. Considerar o drama dessas pessoas em projetos de água, saneamento e higiene, ajudaria a saírem da pobreza por seus próprios meios. Se as mulheres participassem na definição desses planos, o benefício comunitário se multiplicaria, diz um informe apresentado no IV Fórum Mundial da Água, que acontece no México. Os serviços de água "são mais efetivos se as mulheres têm um papel ativo", diz o documento intitulado "Para ela é um grande tema: colocar a mulher no centro do abastecimento de água, saneamento e higiene", divulgado pelo não-governamental Water Supply and Sanitation Collaborative Council (WSSCC), com sede em Genebra, na Suíça. Continue Reading