Mundo: A grande ilusão financeira

Washington, 25/01/2005 – O fluxo de capital privado destinado ao mundo em desenvolvimento duplicou nos últimos dois anos, na medida em que os investidores abandonaram o debilitado dólar em pastagens mais verdes na China e na Rússia, segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF). Mas economistas advertem que tal fluxo não terá efeito positivo, pois é de natureza especulativa e não melhora a produtividade, o acesso à tecnologia ou aos mercados estrangeiros. Alguns recordam que estes capitais deram origem à crise econômica mundial de 1997. Um especialista sugeriu, inclusive, que o dinheiro destinado à Rússia tem como destino fundamental os setores de petróleo e energia.
Continue Reading

Economia: Temor mundial pela debilidade do dólar

Washington, 23/01/2005 – A debilidade do dólar criou incerteza e desconfiança no mundo, mas isso pode ser revertido se o governo norte-americano corrigir seu atual déficit comercial através de algumas poucas medidas, afirmam economistas. Esse déficit segue aumentando conforme o dólar se desvaloriza diante do euro e de outras divisas fortes, segundo um relatório do Escritório de Análise Econômica, do Departamento de Comércio. O déficit em conta corrente (a parte da balança de pagamentos que registra a importação e exportação de bens e serviços) norte-americano chegou a 5,6% do produto interno bruto (PIB) no período julho-setembro, uma proporção sem precedentes. De acordo com o Departamento de Comércio, as importações de bens e serviços foram 54% maiores do que as exportações, nesse terceiro trimestre do ano.
Continue Reading

Economia: Déficit dos EUA com a China custa muitos empregos

Washington, 23/01/2005 – O crescente déficit comercial com a China custou aos Estados Unidos 1,5 milhão de empregos entre 1989 e 2003, em uma tendência que parece não ter fim, alertou o Instituto de Política Econômica (EPI), vinculado ao sindicalismo. Com sede em Washington, o instituto informou na terça-feira que o déficit comercial com a China aumentou 20 vezes em 14 anos, passando de US$ 6,2 bilhões em 1989 para US$ 124 bilhões em 2003. Estudos preliminares prevêem que a brecha aumentou 20% em 2004, para mais de US$ 150 bilhões.
Continue Reading

Comércio: Multilateralismo versus regionalismo

Washington, 23/01/2005 – Um painel de veteranos negociadores comerciais pediu aos governos que se empenhem mais para que as negociações multilaterais tenham mais êxito do que os acordos bilaterais ou regionais. O grupo, de caráter independente apesar de criado por iniciativa do diretor da Organização Mundial do Comércio, Supachai Panitchpakdi, fez sua exortação por ocasião dos 10 anos de funcionamento da instituição. Críticos do sistema comercial mundial vigente consideram que a OMC contribuiu para minar a luta contra a pobreza e consolidar os benefícios de corporações do Norte desenvolvido, elites locais e uns poucos indivíduos em todo o mundo.
Continue Reading

Desenvolvimento: Banco Mundial, novo presidente, velhos vícios

Washington, 23/01/2005 – Desde que o atual presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, anunciou este mês que não disputará um terceiro mandato, diariamente surgem nomes de potenciais candidatos ao cargo. Mas, a "corrida de cavalos" não é o que importa, alertam os ativistas. O fundamental é a falta de democracia existente no Banco e em sua instituição irmã, o Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmam grupos observadores das instituições de Bretton Woods. "O debate não deveria centrar-se em quem conduz o Banco, mas em outros dois assuntos", disse Rick Rowden, analista político da organização Action Aid/Estados Unidos. "Um é o antidemocrático processo de seleção pelo qual os Estados Unidos simplesmente instalam seu candidato. Mas este é um assunto menor. O verdadeiro desafio para cidadãos de todos os países é questionar a natureza antidemocrática do próprio Banco Mundial e do próprio FMI", ressaltou.
Continue Reading

Economia: Banco Mundial insiste na velha liberalização

Washington, 20/01/2005 – O Banco Mundial recomenda às nações pobres que continuem liberalizando sua economia em "todas frentes". O conselho, incluído na nova edição do informe Perspectivas Econômicas Mundiais 2005, diz que as nações credoras do Banco devem adotar uma estratégia de liberalização comercial "em três frentes: unilateral, multilateral e regional". Assim, os países em desenvolvimento devem continuar eliminando tarifas alfandegárias e barreiras protecionistas. A recomendação está dirigida a governos que já começaram a trilhar o caminho da liberalização comercial e alcançaram acordos bilaterais ou regionais nesse campo.
Continue Reading

Saúde: Alerta do Banco Mundial ao Sul em desenvolvimento

Washington, 20/01/2005 – O Banco Mundial advertiu que milhões de meninos e meninas e centenas de milhares de grávidas ainda morrem a cada ano em todo o mundo, apesar do compromisso da comunidade internacional de reduzir essas mortes até 2015. A instituição multilateral de crédito indicou que em 2002 morreram mais de 11 milhões de crianças vítimas de doenças que podem ser prevenidas antes de completaram 5 anos de idade. Dos 613 milhões de crianças nessa faixa etária, 140 milhões têm peso menor do que o recomendado, acrescenta o Banco. Em seu informe intitulado "A altura dos desafios: Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para a Saúde", divulgado na quinta-feira pelo Banco Mundial, também calculou que até meio milhão de mulheres morreram em 2002 durante a gravidez ou o parto.
Continue Reading