Economia: O ouro do FMI para pagar as dívidas dos pobres

Washington, 18/04/2005 – Especialistas norte-americanos recomendaram ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que venda parte de suas reservas de ouro para pagar a dívida externa do Sul em desenvolvimento, mas é improvável que a entidade decida medidas para paliar o problema durante sua reunião conjunta com o Banco Mundial. O presidente do Banco, James Wolfensohn, disse que não esperava uma decisão final durante a reunião do último final de semana por parte dos representantes do mundo industrializado, em Washington. É possível, acrescentou, que os ministros das Finanças dessas nações queiram esperar até julho para realizar um anúncio a respeito. Nessa época acontecerá na Escócia a cúpula do Grupo dos Oito (G-8) países mais poderosos do mundo.
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Estados Unidos: Uma democracia à venda

Washington, 11/04/2005 – Os grupos de pressão dos Estados Unidos gastaram, desde 1998, US$ 13 bilhões para influenciarem na tomada de decisões por parte da Casa Branca, do Congresso e de outras autoridades. O Centro para a Integridade Pública, instituto de estudos com sede em Washington, calculou que o dinheiro gasto pelos lobbies levando legisladores a restaurantes caros e a festas luxuosas excedeu o financiamento de todas as campanhas políticas. "Anualmente, desde 1998, o dinheiro gasto para influir sobre os legisladores duplica o que foi gasto para elegê-los. Hoje, o lobby federal é uma indústria pro si só", disse a diretora-executiva do Centro para a Integridade Pública, Roberta Baskin.
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Economia: Banco Mundial quer que países pobres gastem suas reservas

Washington, 08/04/2005 – Os países em desenvolvimento devem se preparar para "repentinos" ajustes econômicos e reduzir suas reservas em divisas internacionais, diante do risco de despertarem os apetites financeiros e fiscais do Norte industrial, advertiu o Banco Mundial. O crescimento econômico mundial cairá este ano para 3,1%, devido ao aumento das taxas de juros nos Estados Unidos, à valorização do euro e à queda na demanda de produtos do Sul, informou o Banco nesta quarta-feira, dois meses antes da posse de seu próximo presidente, o norte-americano Paul Wolfowitz. A instituição indicou em seu informe anual sobre "fluxos mundiais de financiamento para o desenvolvimento 2005" que o crescimento médio das nações do Sul cairá dos 6,6% de 2004 para 5,7% esse ano. Mas, estes números ainda estarão acima das tendências recentes.
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Economia: Banco Mundial acusado de maquiagem contábil

Washington, 16/03/2005 – Um comitê do Congresso norte-americano pretende investigar acusações de irregularidades contábeis no Banco Mundial, a principal agência de ajuda ao desenvolvimento do planeta. O presidente do Comitê Conjunto Econômico, Jim Saxton, informou que as denúncias de ex-funcionários da instituição, que garantiram ser alvo de represálias, "são completamente sérias. As irregularidades nas contas do Banco são problemáticas por si mesmas, mas, também estou preocupado pelo modo como os gerentes teriam manejado esses assuntos. Investigaremos os fatos e determinaremos a validade das acusações", acrescentou.
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Direitos humanos: Banco Mundial adverte governo do Nepal

Washington, 11/03/2005 – O Banco Mundial examina a possibilidade de suspender seus projetos no Nepal caso o governo local não respeite as liberdades constitucionais, anunciou a instituição financeira sob pressão de grupos de desenvolvimento e direitos humanos. Estas organizações afirmaram que a comunidade internacional e as instituições financeiras multilaterais financiam mais de 60% do orçamento de desenvolvimento do Nepal e 28% de seu orçamento total, portanto, têm sobre esse reino himalaio uma enorme influência que podem usar para proteger os direitos humanos.
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Desenvolvimento: Banco Mundial terá mais dinheiro, para não mudar nada

Washington, 25/02/2005 – Os países ricos darão US$ 34 bilhões adicionais para a Associação Internacional de Fomento (AIF), o órgão do Banco Mundial encarregado dos empréstimos a fundo perdido, nos próximos três anos. É este organismo que dá assistência os 81 países mais pobres do mundo, cujos habitantes vivem com um dólar ou menos por dia. Trata-se do maior aumento de contribuições dos últimos dois anos, e supõe um aumento de 25% nos fundos totais da AIF. "Este organismo é a linha da vida para muitos dos mais pobres do mundo, e este aumento em seus recursos representa um grande passo adiante nos esforços da comunidade internacional para lutar contra a pobreza e atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da Organização das Nações Unidas para este milênio", disse o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn.
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Israel: Banco Mundial financiará muro com crédito à Palestina

Washington, 22/02/2005 – O Banco Mundial estuda financiar postos militares de segurança israelenses em território ocupado com créditos concedidos à Autoridade Nacional Palestina. O coordenador de programas do Banco para a Cisjordânia e Gaza, Markus Kostiner, disse à IPS que a instituição poderia ter alguma papel no financiamento dos postos de segurança entre Israel e Palestina, equipados com a última tecnologia. Por seu nível de renda por habitante, Israel não pode receber empréstimos do Banco Mundial, de acordo com os estatutos da organização. A Palestina pode. O financiamento da instituição, neste caso, é considerado um instrumento para incentivar a economia palestina através de uma mais rápida inspeção de pessoas e mercadorias nos postos de controle.
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Economia: Liberalização comercial traz déficit aos EUA

Washington, 14/02/2005 – A agressiva política de liberalização comercial do presidente George W. Bush é responsável pelo déficit sem precedentes que os Estados Unidos tiveram no ano passado em seu intercâmbio, segundo analistas. O saldo negativo na balança de importações e exportações atingiu em 2004 US$ 617 bilhões, quase 25% a mais do que no ano anterior. Os dados divulgados na última quinta-feira pelo Departamento de Comércio mostram que as compras no exterior cresceram quase o dobro do que as exportações. "Isto demonstra os problemas da economia dos Estados Unidos para competir, inclusive com a vantagem da queda do dólar frente ao euro", afirmou o economista Dean Baker, co-diretor do independente Centro para a Pesquisa der Políticas Econômicas, com sede em Washington. O déficit comercial norte-americano em 2003 foi de US$ 496,5 bilhões.
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Desenvolvimento: Banco Mundial sofre críticas internas

Washington, 09/02/2005 – Uma auditoria interna do Banco Mundial criticou duramente a forma como a instituição seleciona e supervisiona os projetos aos quais fornece créditos, e especialistas em assuntos de desenvolvimento exigem a implementação de suas recomendações. O Departamento de Avaliação de Operações (DEO), órgão do Banco Mundial que realiza auditorias independentes, pediu urgência à instituição multilateral de crédito para que melhore, além dos mecanismos globais, a maneira como administra os programas nacionais regionais. O relatório "Enfoque dos programas globais do Banco Mundial" apresentado às autoridades no final de janeiro, mas ainda pouco conhecido, indica que a estratégia da entidade "está pobremente definida" e que a voz dos países em desenvolvimento está "inadequadamente representada".
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Mundo: Adeus dólar, bem-vindo euro

Washington, 26/01/2005 – Bancos centrais de todo o mundo se livram de seus dólares e compram euros, numa tentativa de evitar novas perdas pela depreciação da divisa norte-americana, segundo especialistas britânicos. Mais de dois terços dos bancos centrais do mundo aumentaram sua exposição ao euro nos últimos dois anos, principalmente às custas do dólar, segundo o relatório Management Trends 2005, divulgado pela empresa Central Banking Publications, com sede em Londres. Para a pesquisa, patrocinada pelo Banco Central da Escócia, entre setembro e dezembro foram consultados altos funcionários de 65 bancos centrais que controlam um tesouro de US$ 1,7 trilhões.
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