Desenvolvimento: Mais créditos não reduzem a pobreza

Washington, 18/07/2005 – Os créditos do Banco Mundial para o desenvolvimento aumentaram em 2004, mas isso não melhorou a qualidade de vida de milhões de pobres em todo o mundo, afirmam grupos críticos dessa instituição. Os empréstimos do Banco a países em desenvolvimento aumentaram US$ 2,2 bilhões no ano passado, chegando a US$ 22,3 bilhões, principalmente por causa da renovação de créditos de países de renda média, destacou o Banco Mundial, na quinta-feira. A maior parte do dinheiro emprestado procedia do Banco Internacional de Reconstrução e Fomento (Bird), que obtém seus fundos dos mercados internacionais de capital. O Bird emprestou US$ 13,6 bilhões para 118 de um total de 279 projetos financiados pelo Banco em 2004.
Continue Reading

Comércio: China coloca discurso norte-americano à prova

Washington, 13/07/2005 – Uma oferta não solicitada feita pela companhia de petróleo Chinese National Offshore Oil Co. (CNOOC) para comprar a Unocal, importante firma petrolífera dos Estados Unidos, coloca à prova o discurso de Washington sobre o livre mercado. As normas econômicas internacionais impostas pelos vencedores da Segunda Guerra Mundial estimulam os investidores, tipicamente de nações industrializadas, a apresentarem ofertas para comprar empresas em outros países ricos ou pobres, em nome da abertura dos mercados e do crescimento econômico. Mas a resistência norte-americana à oferta da CNOOC demonstra que, nas raras ocasiões em que uma empresa de uma nação do Sul apresenta proposta para comprar uma do Norte, essas normas não se aplicam.
Continue Reading

Energia: EUA na dependência de centrais nucleares caras e perigosas

Washington, 30/06/2005 – Os Estados Unidos passarão a depender de caras e perigosas centrais nucleares comerciais a partir da aprovação de uma lei que fomenta esse tipo de energia, afirmam organizações de consumidores e ambientalistas. Mas a indústria responde que construir novas centrais é um dos mecanismos "limpos e seguros" com que conta o país para se livra da dependência do petróleo árabe e, conseqüentemente, fortalecer a segurança nacional. O projeto de lei foi aprovado esta semana no Senado por 65 votos contra 12, e agora começará o processo de conciliação das diferenças entre esta versão e a votada em abril pela Câmara de Representantes.
Continue Reading

Comércio: EUA querem yuan valorizado

Washington, 24/06/2005 – Legisladores norte-americanos propuseram uma lei para forçar a China a valorizar sua moeda, sob ameaça de aumento das tarifas alfandegárias para suas exportações. Esta é a última medida dos Estados Unidos para frear as importações baratas da China que, segundo Washington, ameaçam trabalhadores, indústrias e empresas norte-americanas. Os legisladores afirmam que a desvalorização da moeda chinesa, o yuan, mantida em paridade com o dólar norte-americano, artificialmente faz com que os produtos chineses sejam mais baratos e as exportações dos Estados Unidos menos atraentes. "As pessoas estão perdendo seus empregos e nossa economia sofre com as práticas comerciais injustas da China, e é hora de lhe enviarmos uma dura mensagem", afirmou o congressista republicano Mark Green, um dos quatro co-patrocinadores do projeto.
Continue Reading

Desenvolvimento: De olho nos intermediários financeiros

Washington, 20/06/2005 – As instituições financeiras que recebem créditos de bancos multilaterais, e que por sua vez concedem empréstimos para projetos locais são uma ameaça ambiental e social em todo o mundo, advertiu o Instituto de Recursos Mundial (WRI), de Washington. Esse tipo de crédito afeta o meio ambiente e dificulta a redução da pobreza. Portanto, é necessário obrigar as instituições intermediárias a adotarem normas mais rígidas antes de conceder-lhes empréstimos, afirma um novo relatório do WRI, uma organização ambientalista independente.
Continue Reading

Banco Mudial: Wolfowitz entra em campo com a bola de Bush

Washington, 01/06/2005 – O ex-subsecretário da Defesa dos EUA, Paul Wolfowitz, a partir desta quarta-feira é o novo presidente do Banco Mundial, assumindo o cargo em meio a insistentes versões de que dirigirá a instituição por um caminho cada vez mais politizado. Na contagem regressiva de sua investidura, dezenas de organizações não-governamentais e instituições acadêmicas especializadas em questões de desenvolvimento manifestavam essa preocupação. Wolfowitz – afirmam – precisa modificar seu discurso, ou fará despencar a credibilidade do Banco Mundial. Considerado o planejador e principal motor da invasão do Iraque, deve restaurar a legitimidade da instituição e melhorar sua eficácia, advertiram especialistas convocados pelo Centro para o Desenvolvimento Global (CGD), com sede em Washington.
Continue Reading

Banco Mundial: Homenagem a Wolfensohn gera atrito

Washington, 30/05/2005 – Uma festa em homenagem ao presidente do Banco Mundial que está deixando o cargo, James Wolfensohn, convocada por grupos da sociedade civil, gerou um atrito entre organizações não-governamentais que criticam a instituição. Wolfensohn completará seu segundo período de cinco anos à frente da instituição no final deste mês, e será substituído no daí 1º de j unho pelo subsecretário de Defesa dos Estados Unidos, Paul Wolfowitz, um dos principais defensores da invasão do Iraque e da unilateral política externa Washington. O enfrentamento dentro da sociedade civil começou no início de abril, quando quatro importantes organizações críticas ao organismo multilateral, o Bank Information Centre (Centro de Informação Bancária), InterAction, Oxfam e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), enviaram convites a outros grupos para participarem de uma reunião de despedida para Wolfensohn.
Continue Reading

Povos Indígenas: Mais poder político, pior qualidade de vida

Washington, 20/05/2005 – Mais de 40 milhões de indígenas da América Latina vivem em piores condições de saúde, educação e renda do que o resto da população, apesar dos avanços em matéria de representação política, afirma o Banco Mundial. "Houve algumas melhoras a respeito do desenvolvimento humano, particularmente em educação, mas isso ainda não permitiu uma redução substancial da pobreza", diz um relatório do Banco que analisa os esforços para melhorar a qualidade de vida dos indígenas nos últimos 10 anos. O estudo, divulgado nesta quarta-feira, intitulado "Povos indígenas, pobreza e desenvolvimento humano na América Latina: 1994-2004", se concentra nos cinco países com maior proporção de população nativa da região: Bolívia, Equador, Guatemala, México e Peru.
Continue Reading

Comércio: EUA agora ameaçam sair da OMC

Washington, 19/05/2005 – Funcionários e empresários dos Estados Unidos saíram em defesa da Organização Mundial do Comércio, diante da proposta de Washington se retirar desse organismo reitor do comércio mundial feita por dois legisladores, um deles representante pelo mesmo Estado do presidente George W. Bush. Se a fosse aceita, "os mercados se fechariam para os trabalhadores e agricultores norte-americanos que dependem da contínua liberalização comercial", disse na terça-feira o vice-representante comercial dos Estados Unidos, Peter Allgeier, perante um comitê legislativo. Se os Estados Unidos se retirassem da OMC "surgiriam conflitos persistentes que distorceriam a economia mundial além do imaginável", acrescentou.
Continue Reading

Economia: Banco Mundial e FMI devem aprovar seus acordos nos parlamentos nacionais

Washington, 19/04/2005 – Legisladores de todo o mundo exigiram do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial que deixem aos parlamentos a última palavra nos acordos que essas instituições costumam selar com o setor executivo dos governos. O pedido foi apresentado em uma carta no final de semana, quando estes organismos multilaterais realizaram em Washington sua reunião conjunta da primavera no hemisfério norte, em meio a uma grande operação de segurança. Os legisladores exortaram o FMI e o Banco a "assegurarem que os representantes eleitos democraticamente nos países que emprestam dinheiro sejam os árbitros finais de toda política econômica". As duas instituições foram criadas em uma conferência realizada na localidade norte-americana de Bretton Woods, em 1944, para estabelecer uma nova ordem financeira e econômica internacional.
Continue Reading