Nova Délhi, 20/10/2005 – Enquanto aumenta a quantidade de vítimas do terremoto que sacudiu a Caxemira no último dia 8, a ajuda humanitária é refém de manobras diplomáticas e cálculos políticos por parte da Índia e do Paquistão. Em lugar de se concentrarem em ajudar mais eficazmente os sobreviventes dessa região, repartida entre os dois países, ambos governos estão desperdiçando uma preciosa oportunidade de cooperação. Se tivessem coordenado as ações de resgate nos primeiros dias posteriores à catástrofe, mais de 10 mil pessoas teriam sido salvas, segundo socorristas. Por outro lado, o inverno já chegou à essa isolada região montanhosa, e o tempo está acabando. Na cordilheira de Pir Panjal, que corre ao longo da Caxemira, já começou a nevar. Em apenas duas semanas, as áreas mais afetadas pelo terremoto ficarão inacessíveis.
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