USP participa de workshop internacional sobre sustentabilidade

A USP foi uma das participantes da quarta edição do workshop internacional da GreenMetric, rede global que reúne universidades de todo o mundo para discutir projetos voltados à sustentabilidade ambiental. O encontro foi realizado entre os dias 8 e 10 de abril, na Universidade Diponegoro, localizada na cidade de Semarang, na Indonésia. Abordando o tema Universidades, Impactos e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o workshop foi uma oportunidade para as instituições participantes discutirem e compartilharem práticas, exporem dificuldades e especificidades enfrentadas e desenvolverem parcerias. Representando a USP, a superintendente de Gestão Ambiental (SGA), Patrícia Faga Iglecias Lemos, foi uma das palestrantes do evento, que reuniu reitores, dirigentes, pesquisadores e especialistas da área ambiental. Patrícia apresentou a diversidade dos campi da USP e os principais projetos desenvolvidos. Também presidiu uma sessão paralela no segundo dia do workshop e tratou dos aspectos inovadores na gestão da energia. “Entendo como fundamental a participação da USP, pois o encontro propicia a apresentação dos nossos projetos, que podem ser incorporados por outras universidades. Da mesma forma, aprendemos com os modelos desenvolvidos em outros países”, afirmou Patrícia. Outra iniciativa desenvolvida pela rede de universidades GreenMetric é a elaboração de um ranking anual das instituições que desenvolvem as melhores práticas e avalia as instituições segundo seis indicadores: áreas verdes, consumo de energia, gestão de resíduos, tratamento de água, mobilidade e educação ambiental. Na edição mais recente da classificação, divulgada no ano passado, a USP ocupa a 28ª colocação geral e o primeiro lugar no Brasil. Para Patrícia, “a importância dos rankings é ter um parâmetro do que está sendo realizado em outras instituições e buscar atingir melhores índices a cada ano, o que tem implicações práticas na qualidade de vida nos nossos campi. Na reunião do comitê diretor da GreenMetric, apresentei e foi aceita proposta para desenvolvimento de um projeto específico de formação de líderes em sustentabilidade. Peço aos discentes de graduação e de pós-graduação que fiquem atentos, pois, em breve, divulgaremos mais informações a respeito”. Além disso, em junho deste ano, a USP sediará o encontro da rede na América Latina, em que deverá ser discutida a criação de um índice voltado às universidades da região. Essa reunião é resultado de um evento promovido em agosto de 2017, com o objetivo de elaborar um método de avaliação das ações desenvolvidas pelas instituições. Na ocasião, foram apresentados projetos como o UFABC Sustentável, proposta da Universidade Federal do ABC; Agenda Ambiental Institucional do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro; o projeto Eco Universidade, da Universidade Federal de Lavras, entre outros. Fonte: Jornal da USP (#Envolverde)

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ONU diz que Declaração dos Direitos Humanos combate intolerância

O alto-comissário da ONU Zeid Ra’ad Al Hussein condenou o aumento da violência e dos ataques contra civis no mundo, em pronunciamento no qual lembrou que este ano é comemorado o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro. “Hoje, a propagação da violência em diversas regiões, muitas anteriormente estáveis, é alarmante. Ataques contra alvos civis estão se tornando generalizados e quase rotineiros”, declarou Zeid em comunicado. “Porque a intolerância é uma máquina insaciável. E suas rodas, uma vez que começam a funcionar em certa amplitude, tornam-se incontroláveis ​​— triturando mais profundamente, de forma mais cruel e ampla.” O chefe de direitos humanos da ONU ressaltou a importância da colaboração entre países para garantir a segurança internacional, destacando o novo cenário de tensão entre nações. “Há um novo desprezo pela cooperação multilateral, que é a única maneira de enfrentar os desafios e resolver as disputas pacificamente. Há um claro e ameaçador retorno aos instintos tóxicos e profundos que conduzem à violência: intolerância, preconceito e ódio”, afirmou. Segundo Zeid, ainda há muito a ser feito no exercício da garantia dos direitos humanos. “Em nenhum lugar os direitos foram alcançados de maneira irreversível. Em todos os países, parece que um grupo de pessoas ou aspirantes a líderes minam ou atacam princípios fundamentais com base em pretextos fabricados”. O alto-comissário também reiterou a importância da Declaração Universal dos Direitos Humanos para a promoção do desenvolvimento. “Para aqueles Estados que adotaram a visão da Declaração, ela trouxe benefícios mensuráveis. Milhões de pessoas ganharam justiça por seus direitos, além de proteção nacional e internacional quando esses direitos são prejudicados”, completou. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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OMS alerta que combate a malária estagnou no mundo

No Dia Mundial da Malária, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a resposta global à doença está numa espécie de encruzilhada já que, após um período de sucesso sem precedentes no controle da enfermidade, o progresso parou. Dados da entidade revelam que, em 2016, foram contabilizados cerca de 216 milhões de casos de malária em 91 países – um aumento de 5 milhões em relação ao ano anterior. As mortes pela doença totalizaram 445 mil no mesmo ano, número similar ao registrado em 2015 (446 mil mortes). Fonte AgBr (#Envolverde)

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Fapesp participa de grande mapeamento genético do planeta

Estima-se que existam na Terra entre 10 milhões e 15 milhões de espécies eucarióticas, como plantas, animais, fungos e outros organismos cujas células têm um núcleo que abriga seu DNA cromossômico. Mas apenas 14% deles (2,3 milhões) são conhecidos e menos de 0,1% (15 mil) tiveram seu DNA sequenciado completamente. O conhecimento dessa pequena fração da biodiversidade terrestre resultou em enormes avanços na agricultura, medicina e indústrias baseadas em biotecnologia, além de melhorias nas estratégias para conservação de espécies ameaçadas de extinção, avaliam pesquisadores da área. A fim de preencher a enorme lacuna no conhecimento e explorar o potencial científico, econômico, social e ambiental da biodiversidade eucariótica terrestre, um consórcio internacional pretende sequenciar, catalogar e caracterizar o genoma de todas as espécies eucarióticas da Terra ao longo de 10 anos. Os objetivos e os desafios da iniciativa, denominada Projeto BioGenoma da Terra (EBP, na sigla em inglês), foram descritos em um artigo publicado nesta segunda-feira (23/04) na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), da Academia Norte-Americana de Ciências. O projeto terá participação da FAPESP no âmbito dos programas de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA) e de Pesquisa em eScience e Data Science. “A participação da FAPESP no Projeto BioGenoma da Terra abre para pesquisadores no Estado de São Paulo a possibilidade de participarem em um dos projetos de pesquisa mais ousados da atualidade. Além disso, sendo o Brasil um dos países mais biodiversos, os objetivos podem contribuir de forma muito destacada para o país”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. O projeto é considerado um dos mais ambiciosos da história da biologia e, na avaliação de seus coordenadores, só será possível realizá-lo agora em razão dos avanços na tecnologia de sequenciamento genômico, computação de alto desempenho, armazenamento de dados e bioinformática e da queda de custo do sequenciamento de genoma. E, além disso, da valorização dos biobancos – locais que armazenam a biodiversidade de forma catalogada, como museus, herbários e centros de coleção de culturas. Com o custo atual de US$ 1 mil para sequenciar o genoma de um vertebrado de tamanho médio caindo, será possível sequenciar, ao custo aproximado de US$ 4,7 bilhões, o genoma de todo o 1,5 milhão de espécies conhecidas de eucariotos. E também de entre 10 e 15 milhões de espécies desconhecidas – a maioria deles organismos unicelulares, insetos e pequenos animais nos oceanos –, estimam os coordenadores do projeto. O custo, que inclui gastos com instrumentos de sequenciamento, coletas de amostras, armazenamento, análise, visualização e disseminação de dados e gerenciamento de projetos, é comparável ao investido no Projeto Genoma Humano, iniciado em 1990 e concluído em 2003, que custou US$ 4,8 bilhões. Os investimentos no Projeto Genoma Humano tiveram enormes impactos não apenas na medicina humana, mas também na medicina veterinária, biociência agrícola, biotecnologia, ciência ambiental, energia renovável, ciência forense e na biotecnologia industrial. Um relatório de 2013 do Battelle Memorial Institute estimou o benefício financeiro do projeto para a economia […]

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Igreja católica cria coalizão e deixa de investir em combustíveis fósseis

A Caritas Internationalis, três dos principais Bancos católicos com capital de aproximadamente 7.5 bilhões de euros, diversas dioceses e uma coalizão internacional de instituições Católicas anunciaram  o desinvestimento em combustíveis fósseis. Devido ao vínculo direto dessas instituições com a hierarquia do Vaticano e o tamanho considerável de seus investimentos institucionais, esse anúncio revela uma nova força no movimento em favor do desinvestimento dentro da Igreja Católica. A Caritas Internationalis, organização de ajuda humanitária, é uma instituição oficial da Igreja Católica. Seu presidente, Cardeal Luis Tagle disse: “Os pobres estão sofrendo muito com a crise climática e os combustíveis fósseis estão entre os principais propulsores dessa injustiça. É por isso que a Caritas Internationalis decidiu não investir mais em combustíveis fósseis. Encorajamos nossas organizações membros e outros grupos ou organizações ligadas à Igreja a fazer o mesmo.” A decisão da Caritas Internationalis pelo desinvestimento veio acompanhada dos principais bancos Católicos, que também estão desinvestindo nos combustíveis fósseis, a fim de oferecer opções responsáveis aos investidores institucionais Católicos e combater as mudanças climáticas. O Pax Bank, Bank Im Bistum Essen eG e Steyler Ethik Bank estão entre as instituições que anunciaram o desinvestimento hoje. No total, essas instituições financeiras controlam um patrimônio de aproximadamente 7.5 bilhões de euros. A crescente força do movimento contra os combustíveis fósseis tem sido cada vez mais influenciada pelos maiores oficiais da Igreja, incluindo os bispos. A arquidiocese de Luxemburgo, a arquidiocese de Salerno-Campagna-Acerno (Itália) e a diocese da Communauté Mission de France anunciaram hoje o desinvestimento em combustíveis fósseis. Jean-Claude Hollerich, Arcebispo de Luxemburgo, disse: “Junto com nossos irmãos e irmãs na Igreja, nós, os bispos, estamos cada vez mais comprometidos em tomar decisões financeiras que estejam alinhadas com nossos valores morais. O desinvestimento é um importante caminho para a Igreja mostrar liderança no contexto de um clima em mudança. Louvado sejas para todos aqueles que servem ‘os menores’, protegendo o meio ambiente.” O arcebispo Hollerich também está a serviço como presidente da COMECE, a comunidade de bispos que monitora as políticas na União Européia, e presidente da Justiça e Paz da Europa, uma rede de 31 comissões de justiça e paz das conferências episcopais. (#Envolverde)

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FAO quer conhecer inovações no segmento da pesquisa florestal

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, visitou o escritório da Embrapa Florestas, em Colombo, região metropolitana de Curitiba (PR). Em reunião com a chefia da unidade, Bojanic disse que, para a FAO, “é fundamental conhecer as inovações que estão acontecendo no campo da pesquisa florestal, o desenvolvimento tecnológico, pois é nosso papel facilitar a adoção destas tecnologias”. Um dos temas da visita foi a realização do Congresso Mundial da União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO) em 2019, que acontecerá pela primeira vez na América Latina, na capital paranaense, e é organizado pela Embrapa Florestas e Serviço Florestal Brasileiro. “A FAO está envolvida na promoção deste grande evento cientifico, tanto para mobilizar apoiadores quanto atrair o interesse dos tomadores de decisão e, claro, dos participantes”, explicou Bojanic. O representante e o nacional da FAO na unidade Sul do Brasil, Valter Bianchini, conheceram os laboratórios de entomologia e de tecnologia de produtos florestais. Neste último, conheceu o conceito de biorrefinaria que atualmente é trabalhado neste laboratório. Fonte:ONUBr (#Envolverde)

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São perdidos mais da metade dos alimentos produzidos no planeta

De acordo com dados da FAO Brasil – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, 28% dos alimentos se perdem no processo de produção agrícola e mais 28% são jogados no lixo após chegarem às casas dos consumidores. No mundo, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de comida são descartadas por ano, enquanto quase 800 milhões de pessoas passam fome.

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Desenvolvida enzina de degrada garrafas PET

Metade da produção anual brasileira de PET, estimada em 550 mil toneladas, não é reciclada e tem como destino os aterros, lixões e rios, gerando um sério problema ambiental para o país. No mundo, o quadro é ainda mais grave: cerca de oito milhões de toneladas de recipientes plásticos são lançadas todos os anos nos oceanos. Descoberta recente de um grupo internacional de cientistas, com participação de especialistas da Unicamp, pode contribuir para minimizar esse tipo de poluição. Os pesquisadores desenvolveram uma enzima, denominada PETase, que degrada com eficiência o PET. A substância divide o material polimérico em pequenas unidades, favorecendo assim a sua reciclagem. O grupo responsável pelo estudo reúne pesquisadores da Universidade de Portsmouth (Reino Unido), do Laboratório Nacional de Energias Renováveis (NREL, Estados Unidos) e da Unicamp, mais especificamente do Centro de Pesquisa em Engenharia e Ciências Computacionais (CCES, na sigla em inglês – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiados pela Fapesp), sediado no Instituto de Química (IQ) da Universidade. Participaram diretamente da pesquisa o pós-doutorando Rodrigo Leandro Silveira e seu supervisor, o professor Munir Skaf, que também responde pela direção do CCES e pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP). Rodrigo conta que o trabalho teve início após a descoberta, por uma equipe japonesa, em 2016, de uma bactéria encontrada na natureza batizada de Ideonella sakaiensis. Ao analisar o organismo, os japoneses constataram que ele utilizava o PET como fonte de energia. Numa linguagem mais popular, a bactéria “devorava” o plástico em poucos dias, processo que a natureza levaria dezenas de anos para fazer. Os cientistas verificaram também que a responsável pelo processo de degradação do polímero era a PETase. A partir desse ponto, a investigação entrou numa segunda etapa, envolvendo os outros três centros de pesquisa. “Inicialmente, foi feito um esforço para obter a estrutura tridimensional da enzima e, posteriormente, coube à equipe da Unicamp utilizar modelos computacionais para entender seu funcionamento em nível molecular”, explica Silveira. Um dos procedimentos adotados, segundo o professor Skaf, foi comparar a PETase a outras enzimas muito parecidas do ponto de vista molecular, mas que não têm a capacidade de degradar plástico. O objetivo era estabelecer claramente a diferença de comportamento dinâmico entre as enzimas, ampliando dessa maneira o entendimento sobre o mecanismo utilizado pela “devoradora” de PET. “Uma ideia que surgiu desses estudos, ainda na tentativa de entender melhor essa questão, foi modificar geneticamente a PETase e torná-la mais similar a uma cutinase, enzima que não degrada eficientemente polímeros como o PET. Isso foi feito, mas durante os ensaios nossos colegas de Portsmouth constaram que ocorreu justamente o contrário, ou seja, a enzima foi melhorada”, relata Silveira. Fonte:Unicamp (#Envolverde)

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Desafio da América Latina é reduzir aquecimento regional

Até 2050, se adotarem medidas para combater os poluentes de vida curta, países da América Latina e do Caribe poderão reduzir em 0,9ºC o aumento da temperatura regional. A estimativa é de um relatório divulgado neste mês (19) pela ONU Meio Ambiente, que alerta para os riscos à saúde, à natureza e à produção agrícola de substâncias como o metano, o carbono negro, os hidrofluorocarbonos (HFC) e o ozônio. A pesquisa da agência das Nações Unidas aponta que reduções desses compostos químicos poderiam provocar uma queda de 26% no número de mortes prematuras causadas pela poluição do ar por partículas finas. Quando considerados os óbitos associados à contaminação por ozônio, o índice poderia chegar a 40%. A ONU Meio Ambiente estima que, em 2010, 64 mil pessoas morreram na América Latina e no Caribe devido à exposição a esses materiais. Estratégias para mitigar os poluentes de vida curta também permitiriam evitar perdas anuais de 3 a 4 milhões de toneladas de cultivos básicos. De acordo com o levantamento, em 2010, o ozônio foi responsável por um prejuízo de 7,4 milhões de toneladas em produtos agrícolas, como soja, milho, trigo e arroz. Segundo a análise da ONU, até 2050, a mortalidade prematura, associada às partículas finas e ao ozônio, poderá dobrar. Já as perdas da agricultura poderão alcançar 9 milhões de toneladas por ano. Fonte:ONUBr (#Envolverde)

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Crescimento sustentável é política de Estado, conclui fórum da América Latina

O cumprimento da Agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável deve ser política de Estado e sua implementação deve integrar os programas dos novos governos que estão chegando na região, afirmaram autoridades presentes na segunda reunião do Fórum de países da América Latina e Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável, que termina nesta sexta-feira (20) na sede da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) em Santiago, no Chile. Na segunda etapa do Fórum, autoridades discutiram a continuidade da implementação da Agenda 2030 e os novos desafios ante a mudança de governos na região. A sessão foi liderada pelo Subsecretário para Assuntos Multilaterais e Direitos Humanos da Secretaria de Relações Exteriores do México, Miguel Ruiz Cabañas, e pela secretária executiva da CEPAL, Alicia Bárcena. O ministro do Desenvolvimento Social do Chile, Alfredo Moreno, afirmou que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma responsabilidade de Estado e não de governo, o que implica que se deve dar continuidade ao que já está em andamento. Ele ressaltou a importância do ODS 17, com a revitalização da Aliança Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, o que “gera vínculos com outros atores, como a sociedade civil e o setor privado”. O secretário nacional de Articulação Social da Secretaria de Governo da Presidência do Brasil, Enrique Villa da Costa, reforçou que a internacionalização da Agenda 2030 deve ser um esforço de Estado e não de governo, destacando que a ideia é reproduzir um modelo de governança nacional nos estados e municípios. Ele afirmou que é importante formar alianças “não apenas internacionais mas também dentro do mesmo país”. Já a ministra de Planejamento e Política Econômica da Costa Rica, Olga Marta Sánchez, reforçou que os estados não são os únicos responsáveis por levar adiante a Agenda, sendo necessário incorporar a participação de governo, setor privado e sociedade civil. Para o coordenador da Unidade de Assuntos Ambientais do Ministério de relações Exteriores do Paraguai, Raúl Montiel, o desenvolvimento sustentável não é possível sem a participação justa de todas as mulheres. O Fórum dos Países de América Latina e Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável termina em 20 de abril com diálogos sobre a transformação em direção a sociedades sustentáveis e resilientes e uma sessão informativa sobre os avanços regionais rumo ao Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular. Fonte:ONUBr (#Envolverde)

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