Sea Shepherd faz parceria com governos e ajuda na proteção de mares

O capitão e um dos mais arrojados ambientalistas do mundo, Paul Watson, está em parceria com países pobres para impedir pescas clandestinas por grandes companhias pesqueiras. Os navios da Sea Shepherd continuam a patrulhar o refúgio e remover as redes em diversos mares e liberar os animais presos nelas. Uma nova operação, denominada Jodari, começou em janeiro de 2018 e é uma parceria com o governo da Tanzânia para ajudar na luta contra a pesca ilegal, não regulamentada e não declarada. A campanha é apoiada pela Fish-i Africa, uma parceria de oito países da África Oriental, incluindo Comores, Quênia, Madagascar, Maurício, Moçambique, Seychelles e Somália. Autoridades policiais da Autoridade de Pesca em Alto Mar, da Marinha da Tanzânia e da Equipe de Tarefas de Múltiplas Agências (MATT) estão  a bordo do M / V Ocean Warrior, junto com os tripulantes da Sea Shepherd. Esses funcionários têm autoridade para embarcar, inspecionar e prender embarcações em violação da lei da Tanzânia. Desde o início das patrulhas, dez prisões foram feitas por várias transgressões, incluindo a pesca sem licença, posse ilegal de barbatanas de tubarão, descarte ilegal de capturas acessórias, contrabando de cargas ilegais de madeira de mangue e numerosas violações de direitos humanos. Após estas detenções, 24 navios partiram imediatamente das águas da Tanzânia, 19 desses navios fizeram isso antes de receber inspeções obrigatórias. Isto sugere que os 19 navios estavam provavelmente participando de atividades ilegais. O governo da Tanzânia cobrou multas que totalizaram 19 bilhões de xelins da Tanzânia (8,5 milhões de dólares) contra esses navios. (#Envolverde)

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Deserto do Saara está se expandindo pela mudança climática antrópica

O maior deserto árido do planeta está cada vez maior. Esta é uma das principais conclusões de um estudo sobre o deserto do Saara feito por dois cientistas dos Estados Unidos e publicado na revista científica Journal of Climate. Pelas dinâmicas anuais, este deserto expandiu-se cerca de 10% desde 1920. Somente no verão, o crescimento é de cerca de 16%. Os cientistas estimam que as alterações climáticas antrópicas tenham contribuído para um terço dessa expansão. Os verões também estão mais quentes e os invernos estáveis, uma previsão já feita pelos cientistas. Os desertos quentes e secos são regiões que têm uma baixa precipitação pluviométrica anual. Normalmente, chove cerca de 100 milímetros por ano ou menos. O deserto do Saara é uma dessas regiões e ocupa a maior parte do norte do continente africano. E suas fronteiras mudam de acordo com as estações, expandindo-se no Inverno e contraindo-se no verão. No inverno a estação é mais seca e o deserto se expande para sul. Aliás, vários registos paleoclimáticos e geológicos mostram que os desertos têm uma dinâmica própria, causada por alterações climáticas naturais, que aumentam ou diminuem. “No último período glacial, o Saara era mais extenso do que atualmente, mas com o início do período interglacial o clima tornou-se relativamente úmido naquela região e o deserto retrocedeu”, explica o físico Filipe Duarte Santos no livro Alterações Globais: Os Desafios e os Riscos Presentes e Futuros. “Entre 8000 a.C. e 4000 a.C., grande parte do deserto do Saara estava coberto por savanas, em consequência de modificações nos padrões de circulação geral da atmosfera, e há cerca de 5000 anos adquiriu a configuração actual.” Este processo de desertificação foi natural, sem a intervenção humana, algo que não acontece agora”, explica o pesquisador. Os cientistas da Universidade de Maryland quiseram então saber quais as fronteiras atuais do deserto do Saara. Para isso, analisaram dados observacionais ou simulações climáticas históricas, incluindo dados da precipitação, num período entre 1920 e 2013. “Esta investigação é a primeira avaliação a uma escala secular das mudanças das fronteiras do maior deserto do mundo”, informaram. Analisando uma área de sete milhões de metros quadrados (a área climatológica média anual considerada como deserto), os cientistas viram que o Saara se tinha expandido globalmente cerca de 10% desde 1920 – o que corresponde a cerca de 700 mil quilómetros quadrados, ou seja, quase oito vezes a área territorial de Portugal e as suas ilhas. Consoante as estações, observou-se que o deserto pode aumentar entre 11% e 18%. O artigo destaca que alguns países afetados por esta expansão anual, estão a Mauritânia, Mali, Chade e Sudão; Líbia, Camarões e a República Centro-Africana e o Níger. Fonte Público (#Envolverde)

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Documentário Nascentes da Crise é lançado no país

O Reality “Nascentes da Crise” é um projeto áudio-visual de pesquisa científica e espiritual que relaciona o ciclo das águas na América do Sul com as mudanças climáticas. O conteúdo investigado, durante os trabalho em campo, é apresentado em tempo real por meio das mídias sociais pelo jornalista e ambientalista Diego Gazola. O autor de 18 livros sobre cidades e regiões pelo Brasil e o mundo, nos últimos 16 anos pesquisou mais de 1.200 municípios em todos os Estados brasileiros e em cerca de 35 países pelo mundo. O material compilado é sintetizado por meio de uma série de filmes captados com celular e que originou, até o momento, a três videosdocumentários divididos por etapas, em seis países: Brasil, Peru, Uruguai, Argentina, Chile e Bolívia. A primeira etapa, produzida em setembro de 2014, entre o Acre e o Peru, é balizada no conteúdo do relatório ‘O Futuro Climático da Amazônia’ do cientista Antonio Donato Nobre (INPE). Segundo o estudo, a umidade amazônica “faz uma curva” ao se chocar com a Cordilheira dos Andes naquela região, e desce o continente banhando a parte centro-sul da América do Sul, principalmente durante o verão hemisférico. A expedição apresenta três rotas que conectam os Andes à Amazônia: Estrada de terra pelo Parque Nacional del Manu, estrada asfaltada Interoceânica e o rio Urubamba que conecta Machu Picchu à Grande Floresta. (#Envolverde)

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ONU quer cidades criando bosques e áreas verdes

Para a ONU, a criação de bosques e zonas verdes, bem como o plantio de árvores em regiões urbanas e no seu entorno trazem benefícios diversos — como o armazenamento de carbono, a redução da poluição do ar, a restauração de solos degradados e a prevenção de enchentes e secas. A organização pede que esse tipo de ação seja estimulada nas cidades. Segundo estimativas do organismo internacional, em uma cidade de tamanho médio, árvores podem reduzir a perda de solo em cerca de 10 mil toneladas por ano. A vegetação também pode conter elevações extremas de temperatura e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Quando plantadas adequadamente em volta de edifícios, árvores podem reduzir o uso de ar condicionado em 30%. Em regiões com clima mais frio, elas protegem residências do vento, contribuindo para economias de energia de 20 a 50% com aquecimento. Em Lima, no Peru, o reflorestamento foi usado como estratégia para prevenir deslizamentos de terra. Desde 2015, um projeto plantou 3,5 mil árvores nativas em 14 hectares da capital, transformados em um parque com mirantes, trilhas e espaços de lazer. Até 2050, quase 70% da população mundial viverá em centros urbanos. Embora as cidades ocupem apenas 3% da superfície do planeta, elas consomem 78% de toda a energia produzida no mundo e emitem 60% de todo o gás carbônico liberado na atmosfera. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Setor marítimo firmará acordo climático em duas semanas

Dentro de duas semanas o maior acordo climático de 2018 poderá ser firmado pelo setor marítimo, que responde por entre 2% a 3% das emissões globais de gases de efeito estufa. A estratégia final não será adotada até 2023, mas a data de abril de 2018 foi definida para a adoção de uma Estratégia Inicial, que será finalizada na próxima semana, de 3 a 6 de abril, pelo Grupo de Trabalho Intersessional sobre Gases de Efeito Estufa da IMO. Como as questões são controversas, alguns elementos serão quase certamente transferidos para a reunião do Comitê de Proteção ao Meio Ambiente Marinho (MEPC), que será realizada de 9 a 13 de abril (“MEPC 72”), para deliberação final. A Estratégia Inicial terá dois elementos importantes: uma visão ou ambição a longo prazo, provavelmente na forma de uma descarbonização de meados do século, redução de emissões ou meta de eficiência; e um objetivo de pico de curto prazo para as emissões e medidas para começar sua redução. Os países negociantes têm posições bastante distintas. As Ilhas Marshall e algumas outras nações querem uma meta de descarbonização ambiciosa até 2035. Já a União Europeia e algumas ilhas do Pacífico propuseram uma meta entre 70 e 100% de redução de emissões até 2050. Mas, um grupo de países liderados pelos BRICs mais a Argentina (Brasil, Argentina, África do Sul, Índia) se opôs a qualquer meta absoluta de redução de emissões. A China estava neste grupo de bloqueio, mas mudou para uma posição um pouco mais positiva. A posição do Brasil – que tem em sua delegação cinco representantes da Vale, empresa de mineração que usa amplamente o transporte marítimo e que já foi acusada no passado de contribuir com a obstrução das negociações – contrasta com a de outros países da América Latina, como Chile, Peru, Colômbia e México, que junto com a França e outros 39 países assinaram esta semana a Declaração Tony DeBrum que pede a descarbonização do transporte marítimo. Há 21 anos, desde o Protocolo de Quioto foi estabelecido, que a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) tenta debater o tema. Após o fracasso da discussão das Medidas Baseadas no Mercado para o transporte, em 2013, a discussão sobre as emissões marítimas ficou limitada a itens como Monitoração, Relatório e Verificação (MRV) de emissões individuais de navios até o Acordo de Paris ser adotado em 2015. Desde então, sob pressão de alguns países europeus e pequenas ilhas do Pacífico – que já estão sofrendo os perversos efeitos das alterações do clima -, em 2016, foi alcançado um acordo para desenvolver uma estratégia para os gases de efeito estufa do setor, que deve ter uma versão inicial acordada nas próximas semanas. Se fosse um país, o transporte marítimo ocuparia o 6º lugar na lista dos maiores emissores. Se não fizer nada, suas emissões de CO2 devem crescer em até 250% até 2050, passando a representar então 17% do total mundial. Isso significaria que, mesmo que todos os países cumpram suas metas […]

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Galápagos enfrenta maré de lixo plástico que inunda os oceanos

Quando os voluntários de uma operação de limpeza costeira nas Ilhas Galápagos encontraram uma lata de refrigerante de uma marca proveniente da Indonésia, não se surpreenderam. Há meses estavam recolhendo toneladas de plásticos vindas de outras regiões do planeta e que chegavam a essas praias remotas, localizadas a 1 mil quilômetros do Equador. O emblemático arquipélago equatoriano, que inspirou Charles Darwin para sua teoria da evolução das espécies, não está alheio à maré de plástico que inunda o globo. O lixo que acaba nas ilhas ameaça as espécies vulneráveis da região, assim como seus habitantes, que dependem dos recursos marinhos de Galápagos para sua alimentação e sustento. Com uma extensão de 138 mil quilômetros quadrados de reserva marinha — uma das maiores do mundo — e 8 mil quilômetros quadrados de reserva terrestre, Galápagos abriga 2.017 espécies que só vivem nesse local: 86% dos répteis das ilhas são endêmicos, assim como 27% dos mamíferos e 25% das aves. Corvos e iguanas marinhas, pinguins, lobos marinhos, os fringilídeos de Darwin e as tartarugas gigantes estão entre as espécies icônicas do arquipélago. Devido à sua enorme riqueza ecológica, cultural e econômica, estas áreas protegidas se tornaram Patrimônio Natural da Humanidade em 1978. Mas a atividade humana está alterando este ecossistema antigo: restos de plástico foram recentemente encontrados em ninhos de fringilídeos de Darwin e nos estômagos de tartarugas marinhas e albatrozes, durante uma investigação em curso conduzida em conjunto pela Direção do Parque Nacional de Galápagos e pela Universidade San Francisco de Quito. O plástico se desintegra em micropartículas que são impossíveis de coletar, de modo que é inevitável sua entrada na cadeia alimentar. “Muitos animais as confundem com ovos de espécies marinhas das quais normalmente se alimentam”, explica Jorge Carrión, diretor encarregado do Parque Nacional Galápagos. Calcula-se que anualmente sejam jogadas nos mares do mundo até 13 milhões de toneladas de plástico. Ao menos 50% desse lixo é composto por plástico descartável, que pode permanecer no meio ambiente por até 500 anos. As autoridades de Galápagos tomaram medidas significativas para controlar a contaminação por plásticos nas ilhas. Inclusive declararam 2018 o ano da guerra contra a poluição por plásticos, unindo os esforços de governos, cientistas e cidadãos. Um programa de gestão de resíduos em Santa Cruz, a ilha mais povoada, conseguiu uma recuperação de 45% dos resíduos sólidos recicláveis, porcentagem mais alta no Equador. Produtos como garrafas plásticas e latas foram enviadas à parte continental equatoriana para reciclagem, enquanto outros, como as garrafas de vidros, são reutilizadas localmente. Em uma resolução de 2014, o Conselho de Governo do Regime Especial de Galápagos proibiu que sacolas plásticas entrassem nas ilhas, e as autoridades esperam introduzir restrições para outros produtos plásticos descartáveis.Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Homem já danificou 75% da superfície do planeta

Para Montanarella, a degradação da superfície terrestre é um problema que precisa ser resolvido localmente, mas em um contexto global. Na avaliação de Scholes, os subsídios oferecidos pelos governos aos produtores rurais tendem a promover uma expansão não sustentável da produção, pois permitem que corram mais riscos. “É possível aumentar a produção sem avançar sobre áreas naturais e sem abusar de produtos químicos. Intensificação é uma grande parte da resposta, mas por meio de uma melhora das práticas de manejo da terra, promovendo a ciclagem de nutrientes, por exemplo”, afirmou. Para Scholes, o Brasil está em uma posição favorável para lidar com essas questões por ter fortalecido ao longo dos últimos anos sua capacidade de realizar pesquisas científicas e por ter especialistas capazes de orientar soluções. “Há um clamor político pelo fim do desmatamento e da destruição de áreas alagáveis. Temos uma oportunidade de começar a fazer as coisas de um jeito melhor. Há espaço no mercado para isso. As pessoas cada vez mais vão se questionar se os produtos que compram do Brasil são bons ou ruins [do ponto de vista ambiental]”, disse Scholes. Watson reconhece que a produção de biocombustíveis, soja e carne é hoje a base da economia brasileira e afirma ser valiosa para muitos outros países. “O desafio é produzir esses bens de maneira mais sustentável. Avançar em direção das boas práticas. Há um jeito mais esperto de fazer isso e seria uma grande contribuição do Brasil.” Três faces do mesmo problema De acordo com o relatório da IPBES, os processos de degradação da terra já comprometem o bem-estar de dois quintos da humanidade – 3,2 bilhões de pessoas. Isso tem sido uma das principais causas de migração humana – o que, por sua vez, está relacionado com a intensificação de conflitos entre os povos e empobrecimento de populações, na avaliação de Watson. “A degradação da superfície terrestre está nos conduzindo para a sexta extinção em massa de espécies”, alertou Scholes. Para os autores do relatório, processos de degradação, perda de biodiversidade e mudanças climáticas são três faces de um mesmo problema – um fator intensifica o outro e não pode ser combatido isoladamente. Segundo o documento, os processos de degradação contribuem fortemente para a mudança climática, tanto pelas emissões de gases-estufa resultantes do desmatamento como pela liberação do carbono anteriormente armazenado no solo. Foram liberados 4,4 bilhões de toneladas de CO2 somente entre os anos de 2000 e 2009, segundo a IPBES. “Dada a importância da função de sequestro e armazenamento de carbono pelo solo, reduzir e reverter os processos de degradação da terra podem oferecer mais de um terço das atividades de mitigação da emissão de gases estufa necessárias até 2030 para manter a elevação da temperatura média da Terra abaixo de 2 oC, como propõe o Acordo de Paris, além de aumentar a segurança alimentar, hídrica e reduzir conflitos relacionados à migração”, disseram os cientistas. Outro objetivo do relatório temático foi avaliar processos de restauração de terras degradadas já concluídos ou em andamento. […]

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Brasil, Bolívia e Paraguai vão cuidar do bioma do Pantanal

O Pantanal será protegido por ações conjuntas dos três países em que o bioma está presente. Brasil, Bolívia e Paraguai assinaram no 8º Fórum Mundial da Água, declaração inédita para a conservação e o desenvolvimento social, econômico e sustentável do bioma. O documento foi firmado pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, e por ministros das outras duas nações. No evento, também foi anunciado que a região pantaneira será a próxima beneficiada por recursos da conversão de multas ambientais. A declaração trinacional promove a integração de medidas para o bioma. “O documento trata com destaque a gestão dos recursos hídricos, mas sem esquecer conservação de ecossistemas, áreas úmidas, biodiversidade e conectividade”, declarou Sarney Filho. O ministro ressaltou a importância de ações que articulem os governos dos países e dos estados brasileiros da região pantaneira. “O Pantanal não é só um patrimônio do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, é um patrimônio do Brasil e do mundo”, completou. O documento envolve o respeito aos povos do Pantanal e as ações propostas orientam os diversos usos dos recursos hídricos da região. As medidas incluem o controle da poluição, o fortalecimento da governança da água com foco nos ecossistemas, a adoção de sistemas produtivos resilientes para reduzir os efeitos da mudança do clima e a ampliação do conhecimento científico. “Assim, os três países demonstram ao mundo que a região é líder em sustentabilidade”, afirmou o ministro do Meio Ambiente da Bolívia, Carlos René Ortuño Yañez. Os países destacaram a necessidade de mecanismos internacionais com foco na gestão da água. “Os Estados nacionais devem considerar acordos que enfatizem a sustentabilidade dos recursos hídricos”, defendeu o boliviano Carlos René. O ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Didier Cesar Adorno, acrescentou que protocolos como a declaração trinacional assinada no Fórum contribuem para melhores resultados. “Juntos, podemos trabalhar de forma pactuada, unidos com responsabilidades compartilhadas”, emendou Adorno. O compromisso entre os governos do Brasil, da Bolívia e do Paraguai para a cooperação com foco no Pantanal foi assumido em 2015, em reunião da Convenção de Ramsar, tratado global que promove a proteção das áreas úmidas pelo mundo. Uma resolução aprovada à época enfatizou o importante papel da conservação e do desenvolvimento sustentável da região, para a manutenção das funções dos ecossistemas nos países da Bacia do Prata. Desde então, os três países passaram a estudar áreas de interesses comuns e definir medidas para o desenvolvimento sustentável da região, em um trabalho que culminou na assinatura da declaração trinacional. A organização não-governamental WWF apoiou os trabalhos que envolveram as três nações. “Para as áreas naturais, não há fronteiras”, lembrou Maurício Voivodic, diretor-executivo do WWF Brasil. Fonte AgBr. (#Envolverde)

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Diminui o número de usinas a carvão no mundo

Pelo segundo ano consecutivo, o número de usinas a carvão em desenvolvimento no mundo caiu acentuadamente em 2017, principalmente em decorrência das grandes quedas na China e na Índia, segundo um novo relatório divulgado hoje pelo Greenpeace, o Sierra Club e CoalSwarm. O relatório Boom and Bust 2018: Rastrendo o Pipeline Global de Usinas a Carvão é a quarta pesquisa anual sobre novos projetos de usinas de carvão. Suas descobertas incluem uma queda anual de 28% nas usinas de carvão recém-concluídas (41% nos últimos dois anos), uma queda anual de 29% no início de novas obras (73% nos últimos dois anos) e uma queda de 22% nas plantas em licenciamento e planejamento (59% nos últimos dois anos). As razões para o contínuo declínio na expansão da energia do carvão incluem restrições mais rígidas a novos projetos de usinas de carvão pelas autoridades centrais chinesas e um amplo recuo do financiamento de carvão pelo capital privado na Índia. A construção de usinas de carvão na Índia está congelada em 17 locais. O relatório também mostra que um recorde histórico de fechamento de usinas a carvão nos últimos três anos, totalizando 97 gigawatts (GW), liderados pelos EUA (45 GW), China (16 GW) e Reino Unido (8 GW). Com base na tendência ascendente de fechamento nas últimas duas décadas, o relatório previu que a base mundial de carvão começará a encolher em 2022, à medida que o fechamento de usinas antigas de carvão superar a nova capacidade de geração de carvão. Globalmente, uma campanha de eliminação de carvão está ganhando força, apoiada por compromissos de 34 países e entidades subnacionais. Em 2017, apenas sete países iniciaram a construção de novas usinas a carvão em mais de um local. Apesar do declínio no pipeline de novas usinas a carvão, o relatório alertou que as emissões projetadas para a vida útil da atual base de usinas a carvão continuarão a exceder o orçamento de carbono para o carvão necessário para atender o Acordo Climático de Paris 2015. A fim de manter as emissões de carvão dentro desse orçamento, novas obras devem ser extintas e as usinas existentes devem ser fechadas em um ritmo acelerado. “Do ponto de vista climático e de saúde, a tendência para um declínio na base do carvão é animadora, mas não está acontecendo rápido o suficiente”, disse Ted Nace, diretor da CoalSwarm. “Felizmente, a produção em massa está reduzindo os custos de energia solar e eólica muito mais rápido do que o esperado, e tanto os mercados financeiros quanto os planejadores de energia em todo o mundo estão prestando atenção”. “Não é surpresa que o uso do carvão esteja diminuindo em todo o mundo”, disse Neha Mathew-Shah, representante da Campanha Internacional de Clima e Energia da Sierra Club. “Esta tem sido uma tendência crescente nos últimos anos e à medida que o custo de soluções de energia limpa como a eólica e a solar continuar a ultrapassar os combustíveis fósseis obsoletos, é apenas uma questão de tempo até que o carvão […]

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Saiba como foi criado o Dia Mundial da Água pela ONU

O Dia Mundial da Água foi instituído pela Organização das Nações Unidas – ONU, através da resolução A/RES/47/193 de 21 de fevereiro de 1993, determinando que o dia 22 de março seria a data oficial para comemorar e realizar atividades de reflexão sobre o significado da água para a vida na Terra. Neste mesmo dia, a ONU lançou a Declaração Universal dos Direitos da Água, que apresenta entre as principais normas: A água faz parte do patrimônio do planeta; A água é a seiva do nosso planeta; Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados; O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos; A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores; A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo; A água não deve ser desperdiçada nem poluída, nem envenenada; A utilização da água implica respeito à lei; A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social; O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. (#Envolverde)

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