Iraque: Os Estados Unidos sem atenuantes

Istambul, 28/06/2005 – Na última sessão do Tribunal Mundial sobre o Iraque (WTI, sigla em inglês) organizado na cidade turca de Istambul, ativistas e acadêmicos apresentaram novas evidências de crimes de guerra e violações dos direitos humanos cometidos pelas forças dos Estados Unidos. O tribunal é uma "corte popular" integrada por acadêmicos, defensores dos direitos humanos e representantes da sociedade civil que procuram fazer uma investigação independente sobre as ações dos soldados norte-americanos e da Grã-Bretanha em território iraquiano. Foi inspirado no Tribunal Bertrand Russel, criado às instâncias desse filósofo britânico para investigar os crimes cometidos durante a guerra do Vietnã (1964-1975).
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Mundo: Allawi faz campanha com notas de US$ 100

Bagdá, 28/01/2005 – O primeiro-ministro iraquiano designado pelos Estados Unidos, Iyad Allawi, distribuiu notas de US$ 100 a jornalistas durante uma entrevista coletiva. Depois, concedeu aos professores do país um inesperado abono de US$ 100. Com ações desse tipo, Allawi, um xiita de família rica e tendência laica, parecem bem encaminhado para vencer as eleições deste domingo no Iraque. Wail Issam, um tradutor desempregado, questiona sua campanha. "Allawi suborna as pessoas e compra votos e apoio dos jornalistas, aposentados e professores. Garanto que ele conseguirá 70% dos votos xiitas nestas eleições forjadas", enfatizou Issam. "Como alguém pode imaginar que um homem que trabalhou para seis serviços secretos de diferentes países pode perder estas eleições?".
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Mundo: Eleições e violência no Iraque

Bagdá, 27/01/2005 – Às vésperas das eleições, a maioria dos iraquianos não sabe onde terão de votar nem em quais candidatos. Quase tudo é mantido em reserva "por questões de segurança", e a única certeza é a violência. Na medida em que se aproxima a data da votação, a resistência iraquiana intensifica seus ataques contra as forças de ocupação dos Estados Unidos e de seus aliados, a polícia iraquiana, escritórios governamentais e supostos centros de votação. Na quarta-feira, a explosão de três carros-bomba em menos de uma hora matou cinco pessoas e feriu seis na província de Tamim, no Curdistão iraquiano, e um helicóptero da Marinha norte-americana caiu perto da cidade de Ar Rutbah, segundo alguns oficiais, que não revelaram a causa do ocorrido.
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Mundo: Iraque, voto entre balas

Bagdá, 25/01/2005 – Os preparativos para as eleições no Iraque no próximo dia 30 representaram mais caos e divisão do que unidade e esperança entre a população. O primeiro-ministro interino, Iyad Allawi, designado pelos Estados Unidos, reconheceu que será impossível garantir plenamente a segurança durante as eleições, apesar das rígidas medidas aplicadas até agora. O governo anunciou que entre os dias 29, 30 e 31 próximos estarão fechadas todas as fronteiras, suspensos os serviços de telefonia móvel e por satélite, proibidas viagens entre 18 províncias e estará limitado o uso do automóvel.
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Mundo: EUA castiga agricultores no Iraque

Bagdá, 23/01/2005 – Os Estados Unidos recorre, no Iraque, a métodos de castigo coletivo semelhantes aos aplicados pelas tropas israelenses nos territórios ocupados da Palestina, afirmam moradores de áreas rurais. Tratores militares destruíram plantações de palmito na área agrícola de Al-Dora, na periferia de Bagdá. Também cortaram o fornecimento de energia elétrica, destruíram o posto de gasolina e bloquearam o acesso às estradas, acrescentaram. Os soldados norte-americanos realizaram essas ações depois de sofrerem, há algumas semanas, vários ataques com foguetes a partir de Al-Dora.
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Mundo: Dor une parentes de vítimas da guerra iraquiana

Amã, 23/01/2005 – Passaram-se quase dois anos desde que Jesús Suárez del Solar, cabo do corpo de fuzileiros da Marinha dos Estados Unidos, morreu na invasão do Iraque. Seu pai, Fernando, ainda mantém o luto, mas não se deixa dominar pelo desejo de vingança. Optou por ajudar as crianças iraquianas e por se manifestar contra o que acredita que foi uma guerra injusta e mal concebida. Mas tem o direito de estar furioso. As autoridades norte-americanas haviam informado que seu filho, uma das primeiras baixas da invasão, morreu com um tiro na cabeça no dia 27 de março de 2003. Depois, corrigiram essa versão: Jesús, de 20 anos, havia morrido, supostamente, por causa de uma mina. Finalmente, graças a dados confirmados por um jornalista da rede de televisão norte-americana ABC, que cobriu a guerra a partir da unidade em que Jesús servia, soube a verdade: o jovem morreu ao pisar em uma bomba estilhaçada que não havia detonado.
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