Iraque-EUA: Como perder apoio popular em dois anos

Nova York, 18/07/2005 – Quando o jornalista Aaron Glantz viajou da Jordânia para o Iraque em um amassado táxi branco e laranja, no dia 29 de abril de 2003, se surpreendeu ao ver que a maioria dos civis de Bagdá haviam saído relativamente ilesa dos bombardeios realizados pelos Estados Unidos. "Para mim, foi a primeira vez que o Pentágono (sede do Departamento da Defesa norte-americano) estava dizendo a verdade", escreveu este colaborador da IPS em seu novo livro "How America Los Iraque" (Como os Estados Unidos perderam o Iraque), publicado este ano pela editora Penguin.
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Saúde: Parto, o momento da vida, mata!

Nova York, 08/04/2005 – As complicações na gravidez e no parto matam 500 mil mulheres por ano, e quase 11 milhões de meninos e meninas não chegam aos 5 anos de idade. Mas estas tragédias que podem ser prevenidas não são prioridade dos governos, alertou a Organização Mundial da Saúde. "Medidas bastante simples fariam uma enorme diferença", garantiu nesta quinta-feira o médico Ian Smith, assessor do diretor-geral da OMS, Lee Jong Wook. Por exemplo, "um melhor cuidado com os recém-nascidos, cujos primeiros cinco minutos de vida são os mais perigosos", reduziria muito a mortalidade infantil, afirmou Smith.
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Desarmamento: O efeito dominó da armas nucleares

Nova York, 21/02/2005 – Enquanto exige que Coréia do Norte e Irã renunciem à posse de armas atômicas, os Estados Unidos gastam US$ 40 bilhões por ano em seu arsenal nuclear e investem no desenvolvimento de uma nova geração de mortais artefatos. Estes esforços incluem, segundo informou este mês o jornal The Nova York Times, um orçamento relativamente modesto de US$ 9 milhões para pagar o salário dos engenheiros de três laboratórios de armas nucleares do país, em Los Alamos, Livermore e Sandia. A meta é produzir novos protótipos de ogivas nucleares e mísseis na próxima década.
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Saúde: Fantasmas das Torres Gêmeas

Nova York, 03/02/2005 – As autoridades dos Estados Unidos, especialmente a Agência de Proteção Ambiental (EPA), não conseguiram livrar os moradores do centro de Nova York das substâncias tóxicas deixadas pelo atentado de 11 de setembro de 2001. Milhares de trabalhadores e residentes do centro da área de Manhattan, um dos cinco "borroughs" (municípios) da cidade, estão enfermos pela exposição a produtos como asbesto, dioxina e bifenilo policlorado (PCB). "A EPA está obrigada a limpar os edifícios contaminados por ataques terroristas, mas se nega a cumprir a lei", afirmou Jerrold Nadler, membro por Nova York na Câmara de Representantes e integrante do Partido Democrata (oposição).
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FSM: A outra face dos Estados Unidos

Nova York, 23/01/2005 – Ativistas dos Estados Unidos viajarão este mês ao Brasil para participarem do Fórum Social Mundial (FSM) decididos a desmentir a crença de que seu país se "republicanizou", em alusão ao Partido Republicano do presidente George W. Bush. Os ativistas também buscarão no fórum, que acontecerá entre os dias 26 e 31 em Porto Alegre, uma fonte de inspiração para sua luta contra a exploração das pessoas e dos recursos naturais. "Desde a reeleição de Bush, muitas pessoas de todo o mundo não querem saber de mais nada com os Estados Unidos", disse Timi Gerson, do Global Trade Watch (Observador do Comércio Mundial), uma divisão do grupo Public Citizen (cidadão Público), de Washington. As principais críticas dirigidas a Bush pelo movimento altermundista representado no FSM incluem sua guerra contra o Iraque e a retirada do Protocolo de Kyoto contra a mudança climática.
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Ambiente: Retomados polêmicos estudos sobre pesticidas

Nova York, 23/01/2005 – Os efeitos dos pesticidas nos seres humanos voltam a ser objeto de estudo nos Estados Unidos, apesar das críticas sobre os interesses industriais nessas pesquisas. Depois de seis meses negando-se a aceitar estudos de terceiros, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) anunciou que começará a vetar "estudos eticamente problemáticos analisando caso a caso". A agência também procura realizar suas próprias pesquisas sobre o uso doméstico de pesticidas no Estado da Flórida, com fundos do Conselho Químico Norte-americano, um grupo industrial de pressão.
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Saúde: Analgésico causa enxaqueca à poderosa FDA

Nova York, 23/01/2005 – As demandas internacionais contra o fabricante do analgésico Vioxx, ao qual são atribuídos 136 mil infartos, jogaram por terra o prestígio dos laboratórios norte-americanos e da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), que controla os remédios nos Estados Unidos. "O número de pessoas que podem ter sido prejudicadas é assombroso", disse Ricky Bagolie, o advogado norte-americano que criou o Grupo Internacional de Demandas contra o Vioxx. "A cada semana surge uma novidade", acrescentou Bagolie, que procura possíveis queixosos nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha, Austrália e, provavelmente, China e México, entre outros países.
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