O Dia Mundial das Abelhas é estabelecido pela ONU como 20 de maio

O próximo 20 de maio será observado pela ONU como o Dia Mundial das Abelhas. A data foi adotada por consenso entre os países membros e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas para lembrar a importância da polinização para o desenvolvimento sustentável. Insetos podem visitar cerca de 7 mil flores por dia, atuando como agentes fundamentais ao equilíbrio dos ecossistemas. Animais também são fonte de mel e outros produtos que dão oportunidade de sustento para agricultores. As abelhas e outros polinizadores — como as mariposas, morcegos e pássaros — permitem a reprodução de diferentes espécies de plantas, incluindo de vegetais consumidos como alimento pelos seres humanos. O 20 de maio foi escolhido para a data por ser o dia do nascimento de Anton Janša, esloveno nascido no século XVIII que foi pioneiro na criação e uso de técnicas modernas de apicultura. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) já desenvolve atividades de capacitação em apicultura no âmbito de diferentes projetos de desenvolvimento rural, do Azerbaidjão ao Níger. A agência da ONU está liderando a criação de uma base de dados sobre os serviços de polinização prestados pelas abelhas e outros animais a nível global. Uma das vantagens do investimento nas cadeias produtivas associadas às abelhas é o uso reduzido de capital e de propriedade de terra. Atualmente, os polinizadores não apenas contribuem com a segurança alimentar, uma vez que são fomentadores da vida vegetal, como também atuam como sentinelas do meio ambiente, pois variações de seu comportamento indicam ameaças emergentes e desequilíbrios nos ecossistemas. Insetos invasores, pesticidas, mudanças no uso da terra e a prática da monocultura reduzem os nutrientes disponíveis na natureza e representam uma ameaça às colônias de abelhas. Saiba mais sobre a iniciativa World Bee Day (conteúdo em inglês), encabeçada pela Eslovênia e que deu origem à campanha pela data em homenagem aos polinizadores. fonte: Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (#Envolverde)

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“A desigualdade se mundializou”, entrevista de Pierre Rosanvallon

De todas as reflexões e livros que apareceram nos últimos anos sobre a democracia e a crise, o ensaio do professor Pierre Rosanvallon é o mais vasto e profundo. No livro A sociedade dos iguais, Pierre Rosanvallon traça a fascinante história das políticas a favor da igualdade que marcaram os séculos XIX e XX ao mesmo tempo em que moderniza o termo com contribuições reflexivas substanciais. Pierre Rosanvallon ocupa desde 2001 a cátedra de História da Política Moderna e Contemporânea no Collège de France e é também diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais. Próximo do Partido Socialista francês, Rosanvallon tem como horizonte intelectual a reflexão sobre a democracia, sua história, o papel do Estado e a justiça social nas sociedades contemporâneas. Seus livros foram traçando um corpo de reflexões que vão muito além do já trilhado diagnóstico do mal. A contrademocracia, a política na era da desconfiança, Por uma história conceitual do político, A legitimidade democrática ou O capitalismo utópico, história da ideia de mercado aportam um caudal impressionante de reflexões sobre um sistema político do qual, apesar de tudo, desconhecemos seus impulsos. A sociedade dos iguais responde perfeitamente à crise contemporânea marcada por uma perigosa dualidade: o avanço da democracia política, dos direitos, e o paulatino desaparecimento do laço social que cria e alimenta as sociedades democráticas. Com grande rigor, Rosanvallon esmiúça as teorias da justiça promovidas por autores como John Rawls e seu conseguinte ideal: a igualdade de possibilidades e sua aliada principal, a meritocracia. Rosanvallon destaca como entre a revolução conservadora encarnada pela ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher e o ex-presidente norte-americano Ronald Reagan e a posterior queda do comunismo surgiu um novo capitalismo que mudou a fase da história. Mas esse novo capitalismo destroçou a capacidade de os seres humanos viverem e construírem juntos como iguais e não apenas como consumidores ou como forças majoritárias. Rosanvallon moderniza então o termo igualdade, entendida não como uma questão de distribuição das riquezas, mas como uma filosofia da relação social. Nesta entrevista ao Página/12, realizada em Paris, Pierre Rosanvallon aborda aos conteúdos essenciais de seu livro. A entrevista é de Eduardo Febbro. Praticamente para onde quer que se olhe, a democracia vive um potente processo de degradação. No caso concreto do Ocidente, tem-se a impressão de que os valores democráticos mudaram de planeta. Isto se deve ao fato de que, nos últimos 30 anos, nos países da Europa, nos Estados Unidos e praticamente em todo o mundo, houve um crescimento extraordinário das desigualdades. Podemos inclusive falar de uma mundialização das desigualdades. Trata-se de um fenômeno espetacular. Nos últimos 20 anos, as diferenças entre os países se reduziram. Os lucros médios na China, Brasil ou Argentina foram se aproximando aos da Europa. Entretanto, em cada um destes países as desigualdades aumentaram. O exemplo mais espetacular é a China. Ao mesmo tempo em que a China se desenvolvia, as desigualdades se multiplicaram de forma vertiginosa. Este problema diz respeito ao conjunto dos países. A Europa é o caso […]

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Papa Francisco abre o Sínodo Amazônico em Puerto Maldonado, no Peru

Com a viagem ao Chile e Peru (de segunda-feira 15 a domingo 21 de janeiro), e em especial com o encontro dos povos da Amazônia na cidade peruana de Puerto Maldonado, o Papa Francisco dá início ao Sínodo amazônico que foi convocado em Roma para 2019. No Chile, informou Greg Burke, o pontífice latino-americano também se reunirá com duas vítimas da ditadura de Augusto Pinochet, enquanto “não está agendado” um encontro com as vítimas dos padres pedófilos chilenos, explicou o diretor da Sala de imprensa do Vaticano acrescentando, no entanto, que “o tema é importante”, e “as reuniões mais interessantes são aquelas privadas”. Voando sobre a Argentina, o Papa irá enviar um telegrama “interessante” ao presidente do seu país natal Mauricio Macri. “É o início do Sínodo, podemos dizer” Burke afirmou durante um briefing sobre a 22ª viagem internacional de Francisco, a sexta na América Latina, “em sua encíclica Laudato si’ o Papa pede o respeito pela criação, mas também para as pessoas e para os povos”. Em especial, no primeiro dia no Peru, sexta-feira, 19 de janeiro, o papa antes de se encontrarem com as autoridades durante a tarde em Lima, se deslocará na parte da manhã de avião para Puerto Maldonado, no sul do país, “no coração da Amazônia”. O Papa Francisco “será recebido por uma família indígena”, depois terá um primeiro encontro no Coliseu Regional Madre de Dios, onde os povos amazônicos darão as boas-vindas ao Papa com danças, canções e testemunhos de sua situação e Franciscolhes entregará cópias da Laudato si’ traduzidas “nas línguas locais”, disse Burke. O Papa, então, mais uma vez encontrará a população no instituto Jorge Basare e por fim visitará o Hogar “El Principito”, “obra da Igreja para ajudar crianças vítimas de violência e exploração do trabalho nas minas”. Na conclusão da visita e antes de voltar para Lima, o Papa almoçará com nove representantes dos povos amazônicos no Centro Pastoral Apaktone, nome indígena do missionário dominicano José Alvarez Fernandez. Na comitiva do Papa vai estar o Cardeal brasileiro Claudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM), e o cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário do Sínodo, que permanecerá em Puerto Maldonado por alguns dias para se dedicar aos preparativos gerais da assembleia extraordinária que o Papa convocou para 2019.

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Alemanha limitará a entrada de refugiados

O acordo entre conservadores e social-democratas alemães para a formação do novo governo prevê a limitação sobre a entrada de refugiados no país e o reforço da zona euro. Segundo a France Press, o acordo feito após mais de 24 horas de negociações, prevê limitar a entrada de refugiados na Alemanha em 200 mil pessoas por ano. Um outro ponto que consta do documento de 28 páginas propõe o reforço da zona euro em “aliança com a França”. Os conservadores alemães foram liderados por Angela Merkel e os social-democratas por Martin Schulz. (#Envolverde)

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Nissan e NASA ampliam pesquisa em serviços de mobilidade autônoma

A Nissan North America, subsidiária americana da Nissan Motor Co. Ltd., anunciou durante a feira CES 2018, a renovação do acordo com o Centro de Pesquisas NASA Ames Research Center, localizado no Vale do Silício, para continuar a parceria no desenvolvimento de pesquisas e tecnologias para futuros serviços de mobilidade autônoma, incluindo uma demonstração do funcionamento no Vale do Silício. A renovação da parceria entre a Nissan e a NASA é resultado do sucesso do trabalho realizado até agora, para definir o novo escopo do trabalho até 2019. (#Envolverde)

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Fazenda urbana em Berlim produz verduras, legumes e peixes em larga escala

Um grupo de empreendedores alemães desenvolveu uma série de técnicas para produzir em larga escala peixes, verduras e legumes em uma fazenda urbana na capital Berlim. fazenda urbana . “A aquaponia, que combina a criação de peixes e a agricultura, é um sistema antigo usado pelos astecas e chineses. O que nós fizemos foi profissionalizar a técnica para a produção comercial”, disse à BBC Brasil Nicolas Leschke, um dos criadores do sistema de fazendas ECT. fazenda urbana . A motivação inicial de Leschke e sua equipe foi o desenvolvimento de um meio de produção de alimentos em larga escala sustentável, que não necessitasse de tantos recursos e fosse menos poluente do que a agricultura tradicional. A partir de maio, os moradores de Berlim poderão comprar os primeiros legumes produzidos no que poderá ser a maior fazenda aquapônica urbana da Europa. Os peixes criados no local, no entanto, só estarão à venda a partir de outubro. A estufa de 1,8 mil metros quadrados construída no bairro de Schöneberg, ao sul da capital alemã, tem capacidade de produzir anualmente cerca de 35 toneladas de verduras e legumes e 25 toneladas de peixe. Um dos diferenciais da fazenda ECT é o aproveitamento da água da chuva, que corresponde a cerca de 70% do total do recurso utilizado no sistema. Além disso, esse uso é total A água da criação de peixes é enriquecida naturalmente pelos resíduos produzidos pelos animais. Essa água rica em nutrientes, por sua vez, é usada na irrigação das plantas. O CO2 gerado na criação dos peixes também é “reciclado”. Ao ser direcionado para a estufa, ele age como um fertilizante adicional para os legumes e as verduras. Outra grande vantagem da fazenda urbana é a proximidade do consumidor. fazenda urbana“Por estarmos no meio da cidade não temos mais custos com transporte e nossos alimentos chegam mais frescos aos clientes”, diz Robert Dietrich, um dos “farmerboys”, como são chamados os funcionários do local. Cerca de cinco funcionários são necessários para tocar a fazenda, que combina o uso de um sistema computadorizado para irrigação e controle de temperatura com a plantação manual das mudas. Atualmente estão sendo produzidos no local tomate, pepino, pimentão, berinjela, diversos tipos de salada, temperos e os chamados microgreens – pequenos vegetais ricos em nutrientes. O sistema, no entanto, pode produzir cerca de 400 espécies de plantas. A fazenda e o mercado foram inaugurados na última sexta-feira. O evento atraiu pessoas de todas as idades. Alguns estavam apenas curiosos em conhecer o sistema de produção, como o empresário no ramo da jardinagem Michel Steinland. “Eu vim aqui profissionalmente para conhecer o projeto que uniu de forma perfeita dois campos distintos em um design moderno. Há várias iniciativas parecidas, mas focadas na pesquisa e não voltadas para a produção comercial como aqui”, diz Steinland. A inauguração também atraiu potenciais clientes. Os produtos, no entanto, não serão comercializados avulsos como nos mercados e feiras tradicionais. Os consumidores precisam fazer uma assinatura para receber semanalmente uma caixa com diversos legumes […]

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Jornalistas bolivianos denunciam uso de lei contra liberdade de expressão

A Associação Nacional de Jornalistas Bolivianos (ANPB, na sigla em espanhol) e a Associação de Jornalistas de La Paz (APLP, na sigla em espanhol) declararam “emergência nacional setorial” em rechaço a artigos do novo Código Penal do país que as entidades consideram que podem ser usados contra os profissionais em retaliação por seu trabalho. No centro do protesto das associações estão os artigos 309, 310 e 311, que estabelecem sanções aos delitos de injúria, calúnia e difamação, e o artigo 246, que regulamenta penalização ao uso de dados pessoais ou informações confidenciais alheias “com o fim de afetar a imagem e a dignidade da vítima”. Em comunicado divulgado em 7 de janeiro, a ANPB e a APLP manifestaram seu rechaço aos três primeiros por sua “ambiguidade” e expressaram sua preocupação pelo “risco de instrumentalização política” do último. As associações afirmaram que “não permitirão que os artigos citados se sobreponham à Lei de Imprensa em vigência, nem que se atente contra a liberdade de expressão do povo boliviano”. “A liberdade de expressão é respaldada pela Constituição Política do Estado, em seu artigo 107, e reconhece a Lei de Imprensa como a norma que regula o trabalho dos jornalistas por meio da autorregulação através de seus tribunais de honra e do Tribunal Nacional de Ética Jornalística”, disseram a ANPB e a APLP.

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Angola cria licenciamento ambiental para contratos de exploração florestal

Angola terá este ano um novo modelo de licenciamento baseado em contratos de concessão de exploração florestal que vai conferir maior segurança jurídica, substituindo as licenças de exploração, anunciou o secretário de Estado da Agricultura para a área Florestal, André Moda. Ele explicou que a medida visa promover maior confiança aos agentes económicos, maior grau de controle e fiscalização dos recursos florestais e, consequentemente, a redução do número de empresas intervenientes no processo de exploração florestal. Relativo às parcerias entre as empresas nacionais e estrangeiras, disse que o Ministério da Agricultura e Florestas implementará medidas de controle e de monitoramento dos contratos, de forma a assegurar que os interesses do Estado e das partes não sejam lesados. Para melhorar a fiscalização da madeira transportada, disse que serão construídos entrepostos de fiscalização e comercialização em lugares estrategicamente localizados para receber a madeira oriunda de vários pontos de produção. “Tanto o estabelecimento do regime de exploração por concessões florestais como a construção de entrepostos de fiscalização e comercialização, concorrem para a futura introdução e ajustamento do processo de certificação florestal”, explicou o secretário de Estado para Agricultura e Florestas.

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Papa Francisco alerta sobre hospitais submissos ao mercado

Em sua Mensagem para celebrar o XXVI Dia Mundial do Doente, o papa Francisco alertou os hospitais católicos a não se submeterem à lógica do mercado. Esta mensagem chega num momento oportuno, já que “este é o risco real que toda instituição de saúde, principalmente hospitais de grande porte nas grandes megalópoles, hoje tem pela frente”, diz Leo Pessini, Líder Mundial dos Religiosos Camilianos, Ordem Religiosa da Igreja Católica que está presente nos cinco Continentes, atuando no âmbito da saúde, em 41 países. Segundo ele, “as políticas públicas de saúde estatais são sempre mais hostis em relação a instituições confessionais, o que dificulta seu funcionamento e oferta de serviços com qualidade”. Na Itália, onde reside atualmente, afirma, vive-se “uma crise terrível nas instituições de saúde católicas. (…) Nós camilianos já vendemos três grandes estruturas hospitalares e estamos em negociação para nos livrar de outras que somente acumulam dívidas e prejuízos. Não somos os únicos, não, existem muitas congregações e associações católicas nesta situação”. E adverte: “A época das grandes obras, de congregações religiosas, seja na área da saúde ou da educação, está passando, se já não passou, em muitas regiões de nossos país”. Para Pessini, a mensagem do papa apresenta quatro momentos significativos. “O primeiro é a motivação bíblico–teológica, que apresenta o tema do dia mundial do doente: estamos no Calvário ao pé da Cruz com Maria e João, como vimos na pergunta anterior. Num segundo momento, Francisco se volta para a história de dois mil anos de serviço da Igreja no cuidado dos doentes. E diz que ‘esta história de dedicação não deve ser esquecida” (…) e nos ajuda a projetar bem o futuro’. (…) Num Terceiro momento, o Papa ressalta os desafios que hoje as instituições de saúde católicas têm pela frente para preservar sua identidade e valores evangélicos e cristãos. Francisco denuncia a tendência crescente ‘em todo o mundo, de uma mentalidade empresarial, que coloca o cuidado e tratamento de saúde no contexto do mercado, acabando por descartar os pobres’. (…) E, finalmente, no quarto momento, o Papa chama a atenção a respeito da importância da Pastoral Saúde na comunidade eclesial. Através deste serviço a Igreja continua no tempo histórico de hoje, o testemunho e mandato de Jesus em relação aos doentes, de ‘pousar o mesmo olhar rico de ternura e compaixão de seu Senhor’. E afirma que ‘a Pastoral da Saúde permanece e sempre permanecerá um dever necessário e essencial, que se há de ver com o ímpeto renovado começando pelas comunidades paroquiais até aos centros de tratamento de excelência’”, resume. Unisinos (#Envolverde)

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