Setor marítimo firmará acordo climático em duas semanas

Dentro de duas semanas o maior acordo climático de 2018 poderá ser firmado pelo setor marítimo, que responde por entre 2% a 3% das emissões globais de gases de efeito estufa. A estratégia final não será adotada até 2023, mas a data de abril de 2018 foi definida para a adoção de uma Estratégia Inicial, que será finalizada na próxima semana, de 3 a 6 de abril, pelo Grupo de Trabalho Intersessional sobre Gases de Efeito Estufa da IMO. Como as questões são controversas, alguns elementos serão quase certamente transferidos para a reunião do Comitê de Proteção ao Meio Ambiente Marinho (MEPC), que será realizada de 9 a 13 de abril (“MEPC 72”), para deliberação final. A Estratégia Inicial terá dois elementos importantes: uma visão ou ambição a longo prazo, provavelmente na forma de uma descarbonização de meados do século, redução de emissões ou meta de eficiência; e um objetivo de pico de curto prazo para as emissões e medidas para começar sua redução. Os países negociantes têm posições bastante distintas. As Ilhas Marshall e algumas outras nações querem uma meta de descarbonização ambiciosa até 2035. Já a União Europeia e algumas ilhas do Pacífico propuseram uma meta entre 70 e 100% de redução de emissões até 2050. Mas, um grupo de países liderados pelos BRICs mais a Argentina (Brasil, Argentina, África do Sul, Índia) se opôs a qualquer meta absoluta de redução de emissões. A China estava neste grupo de bloqueio, mas mudou para uma posição um pouco mais positiva. A posição do Brasil – que tem em sua delegação cinco representantes da Vale, empresa de mineração que usa amplamente o transporte marítimo e que já foi acusada no passado de contribuir com a obstrução das negociações – contrasta com a de outros países da América Latina, como Chile, Peru, Colômbia e México, que junto com a França e outros 39 países assinaram esta semana a Declaração Tony DeBrum que pede a descarbonização do transporte marítimo. Há 21 anos, desde o Protocolo de Quioto foi estabelecido, que a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) tenta debater o tema. Após o fracasso da discussão das Medidas Baseadas no Mercado para o transporte, em 2013, a discussão sobre as emissões marítimas ficou limitada a itens como Monitoração, Relatório e Verificação (MRV) de emissões individuais de navios até o Acordo de Paris ser adotado em 2015. Desde então, sob pressão de alguns países europeus e pequenas ilhas do Pacífico – que já estão sofrendo os perversos efeitos das alterações do clima -, em 2016, foi alcançado um acordo para desenvolver uma estratégia para os gases de efeito estufa do setor, que deve ter uma versão inicial acordada nas próximas semanas. Se fosse um país, o transporte marítimo ocuparia o 6º lugar na lista dos maiores emissores. Se não fizer nada, suas emissões de CO2 devem crescer em até 250% até 2050, passando a representar então 17% do total mundial. Isso significaria que, mesmo que todos os países cumpram suas metas […]

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Homem já danificou 75% da superfície do planeta

Para Montanarella, a degradação da superfície terrestre é um problema que precisa ser resolvido localmente, mas em um contexto global. Na avaliação de Scholes, os subsídios oferecidos pelos governos aos produtores rurais tendem a promover uma expansão não sustentável da produção, pois permitem que corram mais riscos. “É possível aumentar a produção sem avançar sobre áreas naturais e sem abusar de produtos químicos. Intensificação é uma grande parte da resposta, mas por meio de uma melhora das práticas de manejo da terra, promovendo a ciclagem de nutrientes, por exemplo”, afirmou. Para Scholes, o Brasil está em uma posição favorável para lidar com essas questões por ter fortalecido ao longo dos últimos anos sua capacidade de realizar pesquisas científicas e por ter especialistas capazes de orientar soluções. “Há um clamor político pelo fim do desmatamento e da destruição de áreas alagáveis. Temos uma oportunidade de começar a fazer as coisas de um jeito melhor. Há espaço no mercado para isso. As pessoas cada vez mais vão se questionar se os produtos que compram do Brasil são bons ou ruins [do ponto de vista ambiental]”, disse Scholes. Watson reconhece que a produção de biocombustíveis, soja e carne é hoje a base da economia brasileira e afirma ser valiosa para muitos outros países. “O desafio é produzir esses bens de maneira mais sustentável. Avançar em direção das boas práticas. Há um jeito mais esperto de fazer isso e seria uma grande contribuição do Brasil.” Três faces do mesmo problema De acordo com o relatório da IPBES, os processos de degradação da terra já comprometem o bem-estar de dois quintos da humanidade – 3,2 bilhões de pessoas. Isso tem sido uma das principais causas de migração humana – o que, por sua vez, está relacionado com a intensificação de conflitos entre os povos e empobrecimento de populações, na avaliação de Watson. “A degradação da superfície terrestre está nos conduzindo para a sexta extinção em massa de espécies”, alertou Scholes. Para os autores do relatório, processos de degradação, perda de biodiversidade e mudanças climáticas são três faces de um mesmo problema – um fator intensifica o outro e não pode ser combatido isoladamente. Segundo o documento, os processos de degradação contribuem fortemente para a mudança climática, tanto pelas emissões de gases-estufa resultantes do desmatamento como pela liberação do carbono anteriormente armazenado no solo. Foram liberados 4,4 bilhões de toneladas de CO2 somente entre os anos de 2000 e 2009, segundo a IPBES. “Dada a importância da função de sequestro e armazenamento de carbono pelo solo, reduzir e reverter os processos de degradação da terra podem oferecer mais de um terço das atividades de mitigação da emissão de gases estufa necessárias até 2030 para manter a elevação da temperatura média da Terra abaixo de 2 oC, como propõe o Acordo de Paris, além de aumentar a segurança alimentar, hídrica e reduzir conflitos relacionados à migração”, disseram os cientistas. Outro objetivo do relatório temático foi avaliar processos de restauração de terras degradadas já concluídos ou em andamento. […]

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Empresas elétricas estão vulneráveis a ataques do cibercrime

“A maior parte das empresas elétricas mundiais está com suas estruturas pouco eficientes e vulneráveis a ataques do cibercrime e do ciberterrorismo, mesmo em países avançados, como é o caso dos EUA”. A afirmação é do especialista israelense em segurança cibernética de infraestruturas críticas, Amir Barnea. Ele diz que o próximo passo para a modernização das concessionárias é realizar a conversão de suas estruturas inteligentes, hoje alicerçadas no paradigma IT (de Tecnologia da Informação), para o paradigma OT (de tecnologia de operação, que integra a monitoração de eventos, processos e dispositivos num console único de observação e intervenção). Segundo Barnea, que é líder em tecnologias de infraestrutura crítica da fabricante de redes seguras RAD, nada menos que dois terços (67%) das concessionárias elétricas norte-americanas identificam o combate às vulnerabilidades como o principal vetor de seus investimentos em tecnologia. “Para sair dessa situação, as operadoras necessitam acelerar a migração de suas estruturas analógicas (padrão TDM) para tecnologias digitais (Carrier Ethernet e MPLS), que são uma precondição para que elas adotem estratégias eficientes de segurança cibernética”, afirma ele. A este propósito, Barnea enfatiza que 81% das elétricas reconhecem a defasagem tecnológica de suas redes e veem como prioridade a eliminação de sistemas obsoletos. Além de agravar a vulnerabilidade às ameaças, as estruturas analógicas não admitem, por exemplo, o uso de câmeras IP (essenciais para a supervisão física das instalações) e de sensores com capacidade de aquisição de dados de processo (IoT) a partir dos dispositivos operacionais, tanto para segurança quanto para performance”, continua Barnea. A pesquisa mencionada por Amir Barnea foi feita com as principais concessionárias de energia dos EUA a pedido da RAD pela Newton-Evans Research. Mas ela atesta, segundo o especialista, uma realidade global cujos efeitos ficaram evidentes em 2017 através da propagação dos malwares “Wannacry” e “Petya”, que paralisaram diversas plantas elétricas ao redor do mundo. Barnea acrescenta ainda que, entre as concessionárias norte-americanas, nada menos que 32% ainda planejam migrar suas antigas redes TDM (analógicas) para o padrão de comutação por pacotes na comunicação das centrais com as subestações geograficamente dispersas. Este é um movimento considerado crucial também para que as concessionárias possam se livrar da dependência de linhas digitais alugadas (de alto custo) e partir para a comunicação IP ao longo de toda a planta. (#Envolverde)

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Diminui o número de usinas a carvão no mundo

Pelo segundo ano consecutivo, o número de usinas a carvão em desenvolvimento no mundo caiu acentuadamente em 2017, principalmente em decorrência das grandes quedas na China e na Índia, segundo um novo relatório divulgado hoje pelo Greenpeace, o Sierra Club e CoalSwarm. O relatório Boom and Bust 2018: Rastrendo o Pipeline Global de Usinas a Carvão é a quarta pesquisa anual sobre novos projetos de usinas de carvão. Suas descobertas incluem uma queda anual de 28% nas usinas de carvão recém-concluídas (41% nos últimos dois anos), uma queda anual de 29% no início de novas obras (73% nos últimos dois anos) e uma queda de 22% nas plantas em licenciamento e planejamento (59% nos últimos dois anos). As razões para o contínuo declínio na expansão da energia do carvão incluem restrições mais rígidas a novos projetos de usinas de carvão pelas autoridades centrais chinesas e um amplo recuo do financiamento de carvão pelo capital privado na Índia. A construção de usinas de carvão na Índia está congelada em 17 locais. O relatório também mostra que um recorde histórico de fechamento de usinas a carvão nos últimos três anos, totalizando 97 gigawatts (GW), liderados pelos EUA (45 GW), China (16 GW) e Reino Unido (8 GW). Com base na tendência ascendente de fechamento nas últimas duas décadas, o relatório previu que a base mundial de carvão começará a encolher em 2022, à medida que o fechamento de usinas antigas de carvão superar a nova capacidade de geração de carvão. Globalmente, uma campanha de eliminação de carvão está ganhando força, apoiada por compromissos de 34 países e entidades subnacionais. Em 2017, apenas sete países iniciaram a construção de novas usinas a carvão em mais de um local. Apesar do declínio no pipeline de novas usinas a carvão, o relatório alertou que as emissões projetadas para a vida útil da atual base de usinas a carvão continuarão a exceder o orçamento de carbono para o carvão necessário para atender o Acordo Climático de Paris 2015. A fim de manter as emissões de carvão dentro desse orçamento, novas obras devem ser extintas e as usinas existentes devem ser fechadas em um ritmo acelerado. “Do ponto de vista climático e de saúde, a tendência para um declínio na base do carvão é animadora, mas não está acontecendo rápido o suficiente”, disse Ted Nace, diretor da CoalSwarm. “Felizmente, a produção em massa está reduzindo os custos de energia solar e eólica muito mais rápido do que o esperado, e tanto os mercados financeiros quanto os planejadores de energia em todo o mundo estão prestando atenção”. “Não é surpresa que o uso do carvão esteja diminuindo em todo o mundo”, disse Neha Mathew-Shah, representante da Campanha Internacional de Clima e Energia da Sierra Club. “Esta tem sido uma tendência crescente nos últimos anos e à medida que o custo de soluções de energia limpa como a eólica e a solar continuar a ultrapassar os combustíveis fósseis obsoletos, é apenas uma questão de tempo até que o carvão […]

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Água é o desafio para o mundo futuro, alerta nobel da paz

Água para o futuro é o desafio mais urgente que o mundo deve enfrentar. O alerta foi feito pelo especialista holandês Pavel Kabat, CEO do IIASA – International Institute for Applied Systems Analysis (Instituto Internacional de Análises de Sistemas Aplicados), durante entrevista no 8º Fórum Mundial da Água, que acontece até o dia 22, em Brasília. Kabat é um dos ganhadores do Prêmio Nobel da Paz de 2007 pelo trabalho desenvolvido pela equipe do IIASA formulando a base de dados que serviu de suporte para o relatório do IPCC sobre mudanças climáticas. Ele revelou que as informações que vêm sendo coletadas há 30 anos sobre a água demonstram que este é um dos desafios mais urgentes e relevantes que o mundo precisa enfrentar. “Quando meus colegas cientistas argumentam que precisam pesquisar mais e buscar mais dados eu respondo que isto é uma desculpa pois já temos condições de traçar modelos direcionados a países ou regiões para oferecer soluções que garantam a segurança hídrica necessária para o desenvolvimento e a paz mundiais. Ele disse que apesar do reconhecimento de que a água está em todas as atividades a abordagem dos problemas ainda é muito fragmentada. “Hoje ela está na agenda das principais organizações, como a ONU, o Conselho Mundial da Água e outras entidades globais mas cada segmento quer resolver a sua parte: a agricultura, o saneamento, a energia não se conectam para atuar em conjunto”. Defendendo a criação de uma verdadeira aliança em torno da proposta Água para o Futuro Pavel Kabat disse é preciso traçar estratégias e prever ações para objetivos de curto prazo, de três a cinco anos, que possibilitem mostrar que a união de esforços é o principal ingrediente para garantir a segurança hídrica mundial. Ele exemplificou que em 2012, na Rio+20, fez um alerta sobre a crise de energia e em menos de um mês foram arrecadados US$ 500 bilhões para serem utilizados em objetivos como o acesso global – hoje mais de 2 bilhões de pessoas não usufruem dos benefícios da energia – eficiência energética e diversificação da matriz para a produção com ênfase nas fontes renováveis, com a China tomando a liderança das ações. “Estou frustrado pois temo que isto não aconteça com um tema de relevância como a água” lamentou. Mais cedo, Pavel Kabat esteve reunido com os integrantes da Rede Interamericana de Recursos Hídricos e especialistas em água de várias continentes e lançou as bases de uma parceria entre a o IIASA e a RIRH para a escolha de objetivos e o desenvolvimento de modelos para as questões urgentes. Um deles poderia ser o das bacias hidrográficas compartilhadas uma vez que elas abarcam mais de 65% das águas nos três continentes. “As Américas poderiam assumir a liderança, capitaneadas pelo Brasil, México, Peru, Chile e Costa Rica que já estão determinados a agir logo”, disse. “Não existe momento mais adequado do que este”, finalizou.(#Envolverde)

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Governo do Marrocos lança prêmio sobre água, inclusão e segurança

O Governo do Marrocos e o Conselho Mundial da Água estão colaborando na premiação da 6ª edição do Grande Prêmio Mundial da Água Rei Hassan II, uma das maiores distinções globais no setor hídrico. O prêmio é concedido a cada três anos, sempre no Fórum Mundial da Água, e homenageia a memória do já falecido Rei Hassan II e sua visão estratégica para a gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos do país. Esta sexta edição do Grande Prêmio recompensa o vencedor por contribuições em torno do tema “Trabalhar para uma maior solidariedade e inclusão a fim de garantir a segurança da água e a justiça climática”, com uma doação de US$ 100 mil, concedida em conjunto com o Prêmio. O Prêmio será dado ao Sr. Angel Gurria, Secretário-Geral da OCDE, na quarta-feira, dia 21, no Pavilhão Marroquino do 8º Fórum Mundial da Água em Brasília, onde o vencedor receberá seu prêmio e dará uma declaração à imprensa local e mundial, que está participando do 8º Fórum Mundial da Água. A proteção dos recursos hídricos foi uma Prioridade Nacional para o Reino de Marrocos muito antes dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Entre muitos outros projetos, o país elaborou sua política de barragens e reservatórios visando garantir o abastecimento de água do país e contribuir para sua segurança alimentar e seu desenvolvimento econômico e social. Hoje, sob a liderança do Rei Mohamed VI, o Reino de Marrocos está desenvolvendo políticas integradas de gestão de recursos hídricos e implementando tecnologias inovadoras e alternativas. Marrocos está prestes a superar seus desafios devido à escassez de água, ao aumento da demanda de água e à proteção do meio ambiente. Como um dos principais atores na customização de soluções e liderança de pensamento, o Marrocos desenvolveu esforços de cooperação Norte-Sul e, mais recentemente, Sul-Sul, oferecendo sua experiência para fechar parcerias na mobilização de recursos hídricos, eficiência de água (sistema de irrigação por gotas) e desenvolvimento de tecnologias alternativas (dessalinização da água do mar, reuso de águas residuais tratadas). Com base nas suas realizações políticas e alcance internacional, o Marrocos teve o privilégio de sediar o primeiro Fórum Mundial da Água, em 1997 em Marraqueche. Desde então, o Marrocos participou de todas as edições seguintes do Fórum Mundial da Água. ( #Envolverde)

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Gestão hídrica baseada na natureza é defendida em relatório da ONU

Reservatórios, canais de irrigação e estações de tratamento de água não são os únicos instrumentos disponíveis para a gestão hídrica: soluções baseadas na natureza (SbN) podem colaborar para a melhoria da qualidade da água e do abastecimento, e até mesmo desempenhar um importante papel para evitar desastres naturais. Isso é o que defende a nova edição do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (WWDR). Pela primeira vez, o lançamento mundial do Relatório irá acontecer no Brasil, na ocasião do 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília. Em uma sessão especial na segunda-feira (19), às 14h30, na Sala 29 (ST 09) do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, juntamente com o vice-presidente do UN-Water (ONU Água, em tradução livre), Joakim Harlin, o diretor-executivo do ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, e o Ministro do Departamento de Água e Saneamento do Governo da África do Sul, Gugile Nkwinti, fazem a abertura do evento. Na sequência, o coordenador e diretor do Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos (WWAP, na sigla em inglês) da UNESCO, Stefan Uhlenbrook, apresentará as principais conclusões do relatório e as suas principais mensagens. Após a apresentação do documento, a coordenadora de programa da Organização para Comunidades Indígenas, Cintya Evelina Martínez Martínez, e a coordenadora-executiva da Plataforma para Mulheres e Jovens Indígenas de El Chaco, Estela Mari Álvarez Torres, farão um discurso inspirador sobre o tema. Também está previsto um painel de debates intitulado “Aprender e trabalhar com a natureza: alcançar a segurança hídrica por meio de soluções baseadas em ecossistemas”. O painel será mediado pelo chefe do programa de governança de água e oceano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Andrew Hudson. As discussões contam com a colaboração da diretora-geral do International Water Management Institute (IWMI), Claudia Sadoff, da diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), Inger Andersen, da diretora-executiva e presidente do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (FMAM), Naoko Ishii, e do vice-reitor sênior da Universidade das Nações Unidas (UNU), Taikan Oki. Por fim, o encerramento do evento ficará por conta do representante permanente da Itália no Brasil, o embaixador Antonio Bernardini. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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França participa do Fórum Mundial da Água como sede mundial do conselho

País sede do Conselho Mundial da Água, a França participará, de 18 a 23 março, do 8° Fórum Mundial da Água (FMA), em Brasília. Organizado a cada três anos pelo país anfitrião e pelo conselho baseado em Marselha, o fórum é o mais importante evento internacional consagrado à água e ao saneamento. A delegação oficial francesa, dirigida pelo embaixador delegado para o meio ambiente, Xavier Sticker, irá pleitear para que a água continue no cerne da agenda para o desenvolvimento sustentável das Nações Unidas e para que a declaração ministerial seja ainda mais ambiciosa que a dos fóruns anteriores, abordando especialmente as soluções baseadas na natureza, no clima, na cooperação transfonteiriça e nas relações entre água, paz e segurança. O grupo defenderá a importância de um engajamento político forte para a água, no âmbito do próximo Fórum político de alto nível, que acontecerá em Nova Iorque, de 9 a 18 de julho de 2018. Voltado para o acompanhamento da implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODD) até 2030, este fórum irá se dedicar especialmente ao objetivo 6 sobre a temática da água e do saneamento. A França defenderá o estabelecimento de áreas de ação específicas destinadas a facilitar o cumprimento deste objetivo, tais como o acompanhamento operacional dos progressos na direção das metas fixadas, a gestão negociada dos recursos em águas compartilhadas por diversos países como ferramenta para a prevenção de conflitos, as soluções fundamentadas na natureza. A Parceria Francesa para a Águas (PFE), que coordenará a presença dos diversos atores franceses na área de águas (empresas, ONG, academia, pesquisa, setor público), no FMA, representará uma forte mobilização francesa em torno das questões do desenvolvimento sustentável e da água.(#Envolverde)

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Turismo de natureza pode ajudar vida selvagem, diz Banco Mundial

Embora a vida selvagem e a biodiversidade estejam cada vez mais ameaçadas pela perda de habitat, pela caça ilegal e pela falta de financiamento para a proteção, o chamado turismo de natureza está em alta e pode ajudar a fornecer soluções para esses desafios. É o que indica a publicação “Apoiando os meios de subsistência sustentáveis através do turismo de vida selvagem”, do Banco Mundial, que destaca programas bem-sucedidos de turismo de vida selvagem em sete países da África e da Ásia. As iniciativas podem ser usadas, segundo o organismo internacional, como modelos para promover a conservação e estimular economias. O Banco Mundial destaca que este segmento do turismo é uma ferramenta poderosa que os países podem aproveitar para expandir e diversificar suas economias, protegendo sua biodiversidade e cumprindo diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Também é uma forma de envolver os turistas na conservação da vida selvagem e injetar dinheiro nas comunidades locais que vivem mais próximas da vida selvagem. As histórias de sucesso e as lições aprendidas com o turismo baseado na natureza, destacou o organismo, estão emergindo de todo o mundo. “Aqui está uma maneira de superar os desagios: fornecer empregos e salvar o meio ambiente”, disse o economista líder do Banco Mundial, Richard Damania, que tem uma vasta experiência na compreensão do vínculo entre turismo e economia. Em 2016, as viagens e o turismo contribuíram com 7,6 trilhões de dólares, ou 10,2%, do PIB global, e a indústria forneceu empregos para uma em cada 10 pessoas, de acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo. Embora o turismo baseado na natureza, que inclui o turismo de vida selvagem, tenha crescido rapidamente na última década – sobretudo devido ao aumento da demanda e das oportunidades –, a vida selvagem e a biodiversidade estão cada vez mais ameaçadas pela perda de habitat, caça ilegal e falta de financiamento para a proteção. É por isso que, mais do que nunca, os países precisam buscar exemplos concretos de operações de turismo bem planejadas e executadas de forma sustentável que levem a mais investimentos em áreas e reservas protegidas, bem como uma redução na caça ilegal, destacou o estudo. O Banco Mundial também pede uma visão e oportunidades para as comunidades rurais melhorarem seus meios de subsistência por meio de empregos relacionados ao turismo, acordos de compartilhamento de receita e gerenciamento conjunto de recursos naturais. A publicação é fruto de uma parceria entre o Grupo do Banco Mundial e o Programa Global de Vida Selvagem, financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente, e apresenta modelos de turismo sustentável de vida selvagem que podem ser aplicados aos países em desenvolvimento. Oferece ainda soluções e estudos de caso para divulgar este setor como um mecanismo para redução inclusiva da pobreza e conservação global. Fonte:ONUBr (#Envolverde)

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60% das grandes empresas do mundo não reconhecem ODS em seus relatórios

De acordo com um estudo realizado pela KPMG, 60% das maiores empresas do mundo não reconheceram os objetivos globais de desenvolvimento sustentável (ODS) em seus relatórios. O levantamento “Como informar os ODS: o que parece ser bom e por que isso importa” (How to report on the SDGs: What good looks like and why it matters) analisa a preparação e divulgação de informações das 250 maiores empresas do mundo sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável. A pesquisa também constata que, em dois anos após o anúncio dos ODS, apenas 8% das empresas incluídas no levantamento apresentaram um estudo de caso para tomada de medidas que visam à implementação dos ODS e 10% estabeleceram metas de desempenho empresarial específicas e mensuráveis em relação às metas globais. “Existem grandes oportunidades de negócio inerentes ao gerenciamento dos problemas mais difíceis do mundo, no entanto, até o momento, somente um pequeno número de grandes empresas demonstrou que entende esse ponto. Esse grupo beneficia-se por reconhecer os ODS como um poderoso catalisador de inovação, parcerias e transformações de mercado capazes de desenvolver as empresas. Por isso estarão em vantagem quando se comunicarem com os inúmeros investidores, governos e outras partes interessadas que estão demonstrando um interesse cada vez maior pela contribuição das empresas com os ODS”, afirma o diretor da KPMG líder para a área de sustentabilidade, Ricardo Zibas. Outras constatações do estudo: • Os ODS geralmente priorizados pelas maiores empresas são os seguintes: Ação contra a Mudança Global do Clima, Trabalho Decente e Crescimento Econômico e Saúde e Bem-estar. • Os ODS geralmente menos priorizados são: Vida Terrestre, Fome Zero e Agricultura Sustentável e Vida na Água . • 75% das empresas que preparam e divulgam informações sobre os ODS discutem o impacto de suas empresas sobre esses objetivos; entretanto, existe um desequilíbrio considerável na divulgação dessas informações, pois a maior parte das empresas discute os impactos positivos, e não os negativos. • 39% que divulgam informações sobre o ODS incluem os objetivos globais nas mensagens de seus CEOs e Presidentes. • Somente 20% das empresas divulgam informações sobre algumas das 169 metas de ODS individuais definidas pela ONU. (#Envolverde)

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