Brasília espera que Fórum Mundial da Água agite sua economia

A programação das atividades promovidas pelo governo de Brasília no 8º Fórum Mundial da Água, de 18 a 23 de março, foi apresentada em entrevista nesta quarta-feira (14), no Palácio do Buriti. As atividades gratuitas estarão concentradas na Vila Cidadã, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Para participar, é preciso se cadastrar pela internet. A programação completa está na página do fórum na internet ou no portal do governo de Brasília. A abertura da Vila Cidadã será no sábado (17), pela manhã, um dia antes do início do fórum. “Nela, teremos debates, ações educativas e culturais, diálogos e exposições abertas à população. A nossa estimativa é receber nesse espaço em torno de 30 mil pessoas”, destacou o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, ao anunciar a programação. Voluntários contribuirão na organização do evento e no auxílio de estrangeiros. Entre eles, estarão 20 professores, 220 estudantes dos centros interescolares de línguas e 500 alunos de cursos profissionalizantes do Instituto Federal de Brasília. Haverá ainda o Espaço Criança Candanga, com atividades como cantinho da leitura, oficina de robótica e museu e trilha do Cerrado. “Esperamos receber pelo menos 4,3 mil estudantes da rede pública do DF desde a primeira infância até jovens e adultos”, disse Rollemberg. Ações da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural também serão apresentadas no Fórum, a exemplo do programa lançado em 2015 voltado ao manejo da água e do solo. A Secretaria do Meio Ambiente mostrará os trabalhos feitos para construir o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE). Haverá ainda a assinatura de decreto que cria o Fórum Clima do Distrito Federal. “Queremos que o Fórum deixe um legado para Brasília e para o Brasil de uma nova consciência em relação ao tema água. Todo esse processo de crise hídrica levou a uma reflexão e conscientização muito maior da nossa população”, apontou o governador Rodrigo Rollemberg. Atividades culturais gratuitas A Secretaria de Cultura, por meio de parceria com uma entidade da sociedade civil, organizou programação, que teve início em 7 de março, em escolas de dez regiões do DF, e que segue até o dia 23, também na Vila Cidadã, onde haverá, por exemplo atividades circenses e teatrais. De acordo com o secretário Guilherme Reis, também estão programadas apresentações musicais, com as atrações Banda Ciclone na Moringa, Beirão, Jorge Mautner e Pé do Cerrado. No Museu Nacional de Brasília haverá a projeção da obra Além do Rio, de Ziraldo. Já no Cine Brasília serão apresentadas, de 18 a 23 de março, curtas e longas-metragens do Green Film Festival. As exibições serão gratuitas. No domingo (18), o Parque Asa Delta receberá apresentações musicais, como a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro e o grupo brasiliense de música instrumental Muntchako. De acordo com Rodrigo Rollemberg, há 12,9 mil inscritos pagantes no 8º Fórum Mundial da Água. Eles participarão dos debates no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Desses, 52% são brasileiros — sendo 34% moradores do Distrito Federal — e 47%, estrangeiros de 150 países. A previsão do governo é que […]

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O Brasil sedia a 3ª Reunião Internacional do Desafio de Bonn

O Brasil sediará, nos dias 16 e 17 de março, a 3ª Reunião Internacional do Desafio de Bonn, maior iniciativa de restauração florestal do mundo. Durante o evento, que será realizado no município de Foz do Iguaçu, Paraná, serão apresentados e debatidos exemplos concretos de implementação de políticas públicas sobre restauração de paisagens florestais em níveis local, regional, nacional e internacional, reforçando a importância da liderança e do engajamento local para o sucesso dessas ações. O ministro do Meio Ambiente do Brasil, Sarney Filho, e a diretora-geral para Conservação Ambiental da Alemanha, Elsa Nickel, farão a abertura do evento, que contará, ainda, com representantes de 40 países membros do Desafio de Bonn, secretários-executivos de grandes organizações (WRI, IUCN, TNC), além de dirigentes de organismos internacionais. o Também está prevista uma visita às áreas de restauração do Projeto “Cultivando Água Boa”, que contempla diversas ações socioambientais relacionadas com conservação dos recursos naturais e da biodiversidade. O projeto é desenvolvido pela Itaipu Binacional. Em dezembro de 2016, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou a contribuição voluntária brasileira ao Desafio de Bonn: até 2030, o país irá restaurar, reflorestar e promover a regeneração natural de 12 milhões de hectares de áreas florestais. Além disso, serão implementados cinco milhões de hectares de sistemas agrícolas que combinem agricultura, pecuária e floresta e recuperados cinco milhões de hectares de pastagens degradadas. Para alcançar essas metas, o Brasil estabeleceu uma Política Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa (Proveg), que será implementada pelo Plano Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa (Planaveg). O Desafio de Bonn é um esforço global que tem como objetivo restaurar 150 milhões de hectares no mundo inteiro até 2020 e 350 milhões de hectares até 2030. O desafio foi lançado em 2011 pelo Governo da Alemanha e pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês). Até agora, mais de 40 países aderiram ao desafio e se comprometeram em restaurar 160,2 milhões de hectares em todo o mundo. Fonte AgBr (#Envolverde)

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Aliança Solar Internacional quer aumentar sua produção

A Aliança Solar Internacional, promovida pela Índia e apoiada pela França em novembro de 2015, dentro da Cúpula do Clima de Paris (COP21), e, posteriormente, formalizada em Nova Deli, em novembro de 2016, acaba de dar um novo passo, novamente sob a batuta de Índia e França. Um novo anúncio foi feito ontem pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro ministro indiano, Narendra Modi: a Aliança pretende mobilizar até US$ 1 trilhão até 2030 para projetos solares, mais especificamente nos 121 países situados entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio que têm mais de 300 dias de luz solar ao ano. Até agora, 61 países já se uniram ao bloco e 32 ratificaram o acordo, informou o primeiro-ministro da Índia. O pedido de entrada do Brasil foi encaminhado pela Presidência da República ao Congresso Nacional no dia 26 de fevereiro deste ano e aguarda a apreciação dos parlamentares. Fonte Climainfo (#Envolverde)

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Empresas de combustível fóssil perde US$ 1,6 tri ao ignorar a transição para baixo carbono

As empresas de combustíveis fósseis correm o risco de desperdiçar US$ 1,6 trilhão em gastos até 2025, se basearem seus negócios em políticas de emissões já anunciadas pelos governos em vez das metas climáticas internacionais, alerta o Carbon Tracker em um relatório divulgado hoje (12), o qual pela primeira vez modela o cenário 1,75C da Agência Internacional de Energia. Mind the gap: the $1.6 trillion energy transition risk é o primeiro relatório a analisar as implicações financeiras para os investidores do hiato existente entre o Acordo de Paris, que se compromete a manter a mudança climática bem abaixo de 2C acima dos tempos pré-industriais, visando 1.5C, e as políticas governamentais, que são consistentes com um aquecimento de 2.7C. “Atualmente, as políticas dos governos ficam longe do objetivo final comprometido em Paris, mas devemos esperar um aumento dos esforços internacionais. Empresas que interpretam mal os sinais e sobreinvestem em projetos marginais de petróleo, gás e carvão com base em um falso senso de segurança poderiam destruir o valor do acionista em bilhões de dólares”, disse o autor do relatório, Andrew Grant, analista sênior da Carbon Tracker. O Carbon Tracker comparou a demanda por combustíveis fósseis em um mundo de 1.75C – o ponto médio do Acordo de Paris – com a demanda em um mundo de 2.7C, olhando para a produção de petróleo, gás e carvão até 2035 e os investimento de capital para 2025. As conclusões foram: ÓLEO – US$ 1,3 trilhão de gastos futuros estão em risco. Os novos investimentos em oil sands não serão econômicos, e apenas uma minoria do investimento no petróleo potencial do Ártico e e extra pesado vai continuar. Os EUA estão mais expostos, com US$ 545 bilhões em risco, seguido do Canadá (US$ 110 bilhões), China (US$ 107 bilhões), Rússia (US$ 85 bilhões) e Brasil (US $ 70 bilhões). GÁS – US$ 228 bilhões de investimentos futuros estão em risco. A metade dos gastos futuros potenciais do desenvolvimento de gás europeu poderia ser não econômica e não haverá necessidade de nova capacidade de gás natural liquefeito (GNL) por uma década. A Rússia está mais exposta, com US$ 57 bilhões em risco, seguida pelos EUA (US $ 32 bilhões), Qatar (US $ 14 bilhões) e Austrália, Canadá e Noruega (todos US $ 13 bilhões). CARVÃO – US$ 62 bilhões estão em risco, incluindo US$ 41 bilhões na China e US$ 10 bilhões nos EUA. Nenhuma nova mineração de carvão será viável, exceto na Índia, para substituir as importações, e nenhuma nova produção de carvão para exportação será necessária. Os investidores privados correm maior risco do que as empresas estatais. Eles estão expostos a 88% dos gastos com projetos de petróleo e gás desnecessários. Para o carvão, as despesas de capital do setor privado em um mundo de 1.75C são metade do nível abaixo de 2.7C. O relatório observa: “Os investidores estão cada vez mais focados em uma” transição ordenada que minimize a interrupção financeira no processo”. A pesquisa anterior da Carbon Tracker mostrou como o […]

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Megafauna reduziu a dispersão de sementes, revela pesquisa

Não foram somente as maiores sementes que perderam o seu meio de transporte. A extinção da megafauna também reduziu o raio de dispersão de sementes quando comparado à dispersão feita pelos maiores mamíferos viventes, como a anta. Um novo estudo calculou a distância que preguiças-gigantes (megatérios) ou mastodontes (gonfotérios) percorriam transportando sementes em seu trato digestório antes de defecá-las no meio ambiente. “Conseguimos dar números aos argumentos verbais sobre a importância desses grandes animais”, disse o biólogo Mathias Mistretta Pires, do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, primeiro autor de um estudo que quantifica as distâncias de dispersão de sementes pela megafauna. O estudo foi feito em coautoria com os professores Mauro Galetti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro, e Paulo Roberto Guimarães, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP). Publicado na revista Ecography, o trabalho foi realizado no âmbito do Projeto Temático “Consequências ecológicas da defaunação na Mata Atlântica”, coordenado por Galetti. Os maiores frugívoros viventes do continente sul-americano são as antas (Tapirus), os guanacos (Lama guanicoe), as alpacas (Vicugna pacos), os catetos (Pecari tajacu) e o veado-mateiro (Mazama americana). Mas mesmo o maior, a anta, com cerca de 200 quilos, é cerca de 10 vezes menor do que as preguiças-gigantes e cerca de 30 vezes menor do que os gonfotérios. A distância de dispersão de sementes observada entre os maiores frugívoros viventes raramente ultrapassa 3,5 mil metros. O novo estudo concluiu que, no passado, a megafauna ia muito além. O raio de dispersão de sementes das preguiças e dos gonfotérios podia superar os 6 mil metros. “Nosso objetivo foi criar um modelo que permitisse quantificar o papel desses animais extintos na dispersão de sementes. Construímos um modelo matemático onde as várias fases do processo de dispersão de sementes são simuladas, de modo a gerar previsões quantitativas de como seria esse serviço de dispersão no passado”, explicou Pires. Para estimar a capacidade de dispersão de sementes entre a megafauna, em primeiro lugar foi preciso determinar três conjuntos de dados básicos entre as maiores espécies viventes de dispersores de sementes. Foi necessário saber: o quanto de alimento, em média, as diversas espécies comem; quanto tempo o alimento fica retido no sistema digestório; e qual a distância percorrida pelo animal antes de defecar as sementes. “Esses três atributos estão relacionados ao tamanho do animal. Temos os dados de elefantes, antas, veados-mateiros e catetos ou porcos-do-mato”, disse Pires. A anta pode reter alimento no trato digestório por mais de 30 horas antes de defecar. “Nos elefantes, são mais de 40 horas. Em outras espécies, o tempo pode ultrapassar 50 horas, ou mesmo 100 horas.” O passo seguinte foi extrapolar as estimativas de cada um dos três atributos (quantidade de comida, tempo de retenção e distância percorrida) para algumas espécies da megafauna extinta que habitaram a América do Sul durante o período Pleistoceno – os últimos 2,5 milhões de anos. O conjunto de dados utilizado para a extrapolação se refere aos tamanhos corpóreos estimados que aqueles bichos tinham. […]

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Uma Chance para a Esperança, por José Graziano

Por José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO* Em 2016, depois de mais de uma década de sucessivos recuos que reduziram a população subalimentada do planeta, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) constatou uma inflexão ascendente. No seu último relatório “O Estado da Segurança Alimentar e a Nutrição no Mundo”, a FAO contabilizou um acréscimo de quase 40 milhões de vidas capturadas pela engrenagem da fome, elevando-se o total global de 777 milhões (em 2015) para 815 milhões de pessoas (em 2016). O rebote da fome no mundo não pode ficar sem resposta e a hora de construí-la não admite protelações. Esse jogo não terminou. Ele está sendo jogado nesse momento em vários pontos do planeta, com resultados que se alteram a cada minuto. O saldo traduz o ocaso de milhões de vidas humanas. A omissão diante de um retrocesso ainda reversível, a um custo ainda irrisório, seria descabida em qualquer circunstância. Mais ainda agora, quando finalmente avolumam sinais de uma retomada econômica global. A experiência ensina que um ciclo de alta da economia facilita, mas não corrige sozinho as perdas e danos da etapa negativa que o precedeu. A qualificação do crescimento em desenvolvimento para toda a sociedade persiste como um apanágio das políticas públicas e da ação coordenada de instituições voltadas à cooperação internacional. No entanto, o que se passa hoje é mais complicado do que simplesmente resgatar o que se perdeu. A retomada em curso talvez não produza um novo e abrangente ciclo de expansão do emprego associado a vagas de qualidade, com ganhos reais de poder de compra por um longo período. Ao declínio do emprego na década crítica iniciada em 2008, soma-se agora um inédito degrau de automação trazido pela quarta revolução industrial. O conjunto maximizará a produtividade, mas também o desafio histórico de redistribuir a riqueza por ela gerada. É nessa fronteira de múltiplas encruzilhadas que a FAO constrói um repto à inquietante recidiva da fome na atualidade. Um bilhão de dólares em contribuições internacionais pode salvar 30 milhões de vidas em 26 países e reverter o núcleo duro da insegurança alimentar em nosso tempo. O apelo encerra múltiplas dimensões. Se a cooperação internacional não for capaz disso, que chance terá a meta do desenvolvimento sustentável na equação do clima no século XXI, como previsto no Acordo de Paris? Que espaço restará à meta daí inseparável de zerar a fome e a pobreza extrema nos próximos doze anos, com base em novos padrões produtivos previstos nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável? A agenda da FAO em 2018 está integralmente centrada na construção cooperativa das respostas a essas perguntas, que vão selar o destino do século XXI. Não se trata apenas de acudir a emergência. As causas da fome precisam ser compreendidas para que se possa agir com a rapidez necessária no presente e prevenir réplicas no futuro. A fome no século XXI deixou de ser um alvo estático. Há tempos não se traduz a fome por escassez de alimento, […]

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Cerca de 360 milhões de crianças vivem em zonas de conflito

Crianças em situações de crise enfrentam uma série de desafios – desde a separação familiar e o recrutamento forçado até a exploração sexual e a pobreza extrema –, alertou a vice-chefe de direitos humanos das Nações Unidas. Kate Gilmore pediu ações imediatas para proteger as crianças das consequências das “falhas demasiadamente adultas”. Lembrando que as crianças constituem a metade das pessoas deslocadas do mundo e mais da metade de seus refugiados, ela enfatizou: “Não importa onde elas estejam, nem o status de seus movimentos dentro ou fora das fronteiras – que seja o mais irregular possível –, os direitos de uma criança nunca a abandona”. “Somente em 2016, 43 milhões de crianças em 63 países necessitaram de ajuda humanitária”, disse Kate Gilmore, vice-alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, durante a reunião anual sobre os direitos da criança na última segunda-feira (5), em Genebra. “E, atualmente, 357 milhões de crianças vivem em zonas de conflito – um aumento de cerca de 75% desde a última década do século passado, ou uma em cada seis crianças em todo o mundo”, acrescentou. Das inundações, terremotos e furacões até a instabilidade política e econômica causada pelo homem e os conflitos armados entre e entre partes estatais e não estatais em nível mundial, os custos da “má conduta” adulta e suas consequências como guardiões políticos, sociais e econômicos têm prejudicado o futuro de crianças. Inúmeras crianças desconhecidas perderam a vida terrivelmente se deslocando no mar Mediterrâneo; milhares foram violadas no estado de Rakhine, em Mianmar; meninas foram submetidas a abuso e exploração sexuais pelos soldados das Nações Unidas, conhecidos como capacetes-azuis; e outras violadas por inúmeros trabalhadores religiosos e seculares. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Mulheres de países pobres são mais vulneráveis as alterações climáticas

No Dia Internacional da Mulher, um alerta: não é possível combater as alterações do clima sem combater a desigualdade de gênero, e vice-versa. Os estudos da ONU mostram isso e alertam para as condições das mulheres no cenário de alterações climáticas. Como maior parcela da população mundial pobre, as mulheres são mais dependentes dos recursos naturais ameaçados pelas alterações do clima, têm acesso desigual a esses recursos, pouca participação na tomada de decisões em todos os âmbitos e são mais afetadas pelo aquecimento global e suas implicações, principalmente nas zonas rurais. Estatisticamente, desastres naturais tendem a matar mais mulheres do que homens. Elas também sofrem todo tipo de pressão social, econômica e política que limitam a capacidade delas de se adaptar a essas mudanças. Fonte Climainfo (#Envolverde)

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Cemaden participa de evento sobre desastres naturais na África do Sul

A próxima reunião do Brics para discutir cooperação científica em prevenção de desastres será realizada na África do Sul e terá participação do órgão brasileiro Cemaden. Sob o tema de “Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais” – uma das cinco áreas prioritárias do acordo de cooperação entre os países do Brics – tem o Brasil na liderança para desenvolver os acordos e mecanismos de ciência, tecnologia e inovação para cooperação multilateral no tema, por meio do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – responsável em conduzir as discussões entre os países do bloco. O Cemaden irá organizar o 3º Encontro do GT do Brics no tema “ Prevenção de Riscos e Mitigação de Desastres Naturais”, a ser realizado na África do Sul, neste ano, em maio, na Cidade do Cabo. (#Envolverde)

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Gelo Artico recua tanto no inverno que dá passagem para navios

O Inverno já acabou no Ártico e o balanço não é animador. Foi um dos Invernos mais quentes algumas vez registados, com consequências graves no recuo dos gelos no Oceano Ártico. O recuo foi tão acentuado que, pela primeira vez, um cargueiro conseguiu cruzar a rota norte do Ártico durante o Inverno. De acordo com os especialistas, as alterações climáticas justificam as altas temperaturas naquela região do globo e as tempestades que têm fustigado a Europa e o norte dos EUA. O gelo no Oceano Ártico nunca foi tão escasso, mostram os dados do Centro Nacional Neve e Gelo norte-americano. A situação é particularmente preocupante junto do estreito de Bering, que liga os oceanos Pacífico e Ártico entre a Rússia e os Estados Unidos. Nessa zona, a extensão ocupada pelo gelo recuou para cerca de 14 milhões de quilômetros quadrados durante as três primeiras semanas do mês de Fevereiro. É uma área de um milhão de quilômetros quadrados a menos do que o normal para a época, equivalente à área de um país como o Egito. “As pressões baixas registadas a leste da Península do Kamchatka [na Rússia] e as pressões altas registadas no Alasca e no Yukon [Canadá] em Fevereiro originaram ventos de Sul que trouxeram ar quente e águas oceânicas quentes à zona do Oceano Ártico que toca o Pacifico, impedindo a formação de gelo a sul”, explica o centro norte-americano. No lado Atlântico aconteceu algo semelhante, com as pressões baixas registadas na costa da Groenlândia e as pressões altas registadas no norte da Eurásia a levarem o calor oceânico para Norte. A temperatura está anormalmente elevada para a época do ano. Das quase 30 estações meteorológicas do Árctico, pelo menos 15 registaram temperaturas 5,6º centígrados acima do normal. O diretor do Centro de Neve e Gelo norte-americano, Mark Serreze, estuda o Ártico desde 1982 e diz que o que está a acontecer não tem precedentes. “Estas vagas de calor – nunca vi nada assim”, comenta, em declarações ao Guardian. Em Fevereiro, a estação meteorológica Cape Morris Jesup, na Gronelândia, a cerca de 650 km a sul do Pólo Norte, registou 61 horas seguidas de temperaturas acima dos zero graus Celsius. São temperaturas anormalmente elevadas para uma altura do ano em que o Sol não se levanta no Pólo Norte. As temperaturas altas – que em termos de valores se assemelharam às de Maio – fizeram descer o ar frio para Sul, oferecendo uma explicação possível para as tempestades de gelo que têm assolado a Europa e o Noroeste dos EUA. A redução durante muito tempo do gelo no oceano Árctico – causada pelas alterações climáticas – deixa a água que está por baixo exposta, a libertar calor para a atmosfera. Isso pode perturbar as correntes de jacto, que são como rios de vento na atmosfera, a alta altitude, tiras finas e com correntes de alta velocidade que podem afetar os padrões climáticos. “A corrente de jacto torna-se mais ondulada, o que significa que mais ar frio pode […]

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