IPCC comemora 30 anos sob ataques de céticos e do governo dos EUA

Por Júlio Ottoboni, editor-chefe da Envolverde O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC – sigla de Intergovernmental Panel on Climate Change), que hoje tem como vice presidente a cientista do INPE, de São José dos Campos, Thelma Krug, completa nesta sexta-feira (13) seus 30 anos de existência. O órgão que é consultivo das ONU e não tem função de pesquisa científica, apesar de abrigar um grande número de cientistas de 195 países, enfrenta um de seus piores momentos com a resistência e oposição do governo Trump, dos EUA, as evidências do aquecimento global de origem antrópica e também em cumprir os acordos firmados nas convenções do clima para a redução e mitigação de emissões de gases potenciais do efeito estufa e atividades ligadas ao reconstituição do meio ambiente natural. O oportunismo neste momento de crise ganhou força. O movimento dos ‘céticos’, um grupo pequeno grupo de cientistas e de formadores de opinião, vários deles financiados por empresas poluidoras e responsáveis por protagonizar ou potencializar catástrofes ambientais, embarcaram numa nova onda de críticas ao IPCC diante do novo posicionamento dos EUA. O governo Trump, inclusive, cortou as verbas que doava para a entidade e finalizou linhas de crédito de pesquisas sobre mudanças climáticas bancadas pelo governo norte americano, Para o jornalista ambiental e especialista em sustentabilidade, com larga experiência em coberturas das grandes conferências do clima em diversas partes do mundo, Reinaldo Canto, que é presidente do conselho e diretor da Envolverde, os questionamentos são inerentes ao momento e a data comemorativa: “Como seriam hoje as discussões sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas sem a preciosa contribuição de cientistas e pesquisadores do mundo todo que estiveram presentes nesses 30 anos do IPCC? Conheceríamos seus efeitos danosos assim como alguns dos caminhos para enfrenta-los? Certamente, não! O IPCC tem realizado um trabalho que deve servir de exemplo para nossa comunidade global sobre como lidar com problemas comuns à toda a humanidade. Parabéns a todos que fazem ou já fizeram parte desse órgão das Nações Unidas cuja relevância só os idiotas podem contestar”. A cientista Thelma Krug, em entrevista à Envolverde, comentou que as mudanças climáticas estão ocorrendo em diversos pontos do planeta. Segundo ela, em algumas regiões o cenário climático superou até mesmo as mais pessimistas das projeções do IPCC. “Essas mudanças são globais, mas são potencialmente explícitas em determinadas regiões e localidades do planeta”, explicou. Em sua página no facebook, o IPCC publicou a nota: “Em 2018 #ipcc marca 30 anos como a voz da ciência do clima aos responsáveis políticos e profissionais. Durante todo o ano teremos eventos comemorativos por parte dos governos e instituições que nos ajudaram a celebrar”.(#Envolverde)

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Fechado o acordo climático com o setor marítimo

Depois de duas semanas de intensas negociações, mais de 170 países reunidos na sede da Organização Marítima Internacional (IMO) em Londres chegaram ao que é o maior acordo climático deste ano. Os países estabeleceram como meta a redução de pelo menos 50% das emissões de gás carbônico do transporte marítimo internacional até 2050, em relação aos níveis de 2008, com uma forte ênfase na expansão da ação para 100% até meados do século. O cumprimento desta meta significa que dentro de pouco mais de 10 anos, na década de 2030, a maioria dos navios recém-construídos operarão com combustíveis renováveis. Os navios, que são responsáveis pelo transporte de mais de 80% do comércio global, ficarão livres de combustíveis fósseis até lá. O transporte marítimo internacional já emite 2% dos gases causadores do efeito estufa em todo o mundo e que poderia chegar a responder por 17% das emissões em 2050, se nada fosse feito. Embora este acordo coloque o setor no caminho para cumprir a meta de manter a elevação da temperatura média do planeta em 2°C em relação aos níveis pré-industriais, é importante lembrar que o objetivo do Acordo de Paris é que esse aquecimento fique “bem abaixo” de 2°C, visando 1,5° C. A descarbonização completa em meados do século, como proposto pelos países insulares do Pacífico que já sentem os efeitos das mudanças climáticas na forma de elevação do nível dos mares que compromete seu território e em um aumento sem precedentes na quantidade e rigor dos furacões e tornados que assolam a região, continua a ser necessária para a meta de 1.5°C. Em discurso na plenária da IMO, Kitack Lim, Secretário Geral da organização, disse: “O texto pode não ser satisfatório para todos, mas representa um meio termo forte… neste contexto, acredito que este texto de compromisso é uma solução que deve ser capaz de manter todos a bordo…. [o texto envia um] sinal forte para a indústria e vocês, como Estados membros, estão lidando com isso com o mesmo compromisso que assumiram com o Acordo de Paris.” O compromisso firmado hoje na IMO sinaliza para a indústria e os investidores que a era dos combustíveis fósseis está chegando ao fim e representa um avanço positivo para limitar o aquecimento global, já que o setor marítimo estava incumbido de estabelecer uma proposta de redução dos gases de efeito estufa desde que o Protocolo de Quioto foi assinado, em 1997. “O compromisso da Organização Marítima Internacional de reduzir os gases de efeito estufa entre 50% e 100% em 2050 é um grande progresso”, comemora o Dr Tristan Smith, especialista em Energia e Navegação do UCL Energy Institute. “ É provável que essa meta se torne ainda mais rigorosa, mas mesmo com este nível mais baixo de ambição, a indústria marítima exigirá mudanças tecnológicas rápidas para produzir navios com emissões zero, passando de combustíveis fósseis para uma combinação de eletricidade (baterias) e combustíveis renováveis, derivados de hidrogênio e potencialmente bioenergia. Embora essas mudanças sejam enormes para uma indústria global, que […]

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Fórum Econômico mostra que 7 milhões de empregos serão perdidos até 2020

Segundo um estudo do Fórum Econômico Mundial, no relatório Futuro do Trabalho, até 2020 o número de empregos perdidos devido a avanços tecnológicos e a fatores socioeconômicos pode chegar a 7,1 milhões. Dessa forma, será preciso se reinventar. Segundo o especialista em liderança e gestão, Renato Grinberg, o profissional do futuro será aquele que terá alta capacidade para se adaptar a mudanças constantes no mercado. “Com os avanços tecnológicos, algumas funções podem acabar desaparecendo. Assim, os profissionais terão duas possibilidades: serem desligados ou realocados. Assim, aqueles que possuírem uma boa característica de adaptação a novos trabalhos terão mais oportunidade de manter seus empregos”, explica. Ainda de acordo com Grinberg, profissionais que atuam em profissões que podem ser automatizadas ou que o consumidor pode fazer o trabalho daquele profissional, deverão ficar mais atentos. “O Brasil ainda mantém profissões como ascensorista ou frentista. Nos EUA essas profissões já desapareceram há muito tempo e a tendência é que desapareçam no mundo todo”, destaca. O futuro das carreiras nas startups – Um mercado que tem se destacado constantemente é o de startups. Para Grinberg, muitas das grandes empresas começaram com esse modelo no passado, porém ainda não se conhecia com essa terminologia. Assim como as grandes empresas que já se consolidaram, o especialista acredita que o modelo de startups continua sendo o futuro das empresas. “Tanto no passado, no presente, como futuro, só existirá uma economia saudável se houver um fluxo contínuo de startups”, afirma o especialista em gestão. Para essas empresas, o perfil profissional que se espera é aquele que saiba lidar com as incertezas inerentes a uma startup e que tem muita resiliência para vencer os desafios que uma startup vive. “O profissional essencial para uma startup é aquele que consegue resolver os problemas independentemente da sua área de atuação, ou seja, aquele que é flexível e adaptável”. Já para os gestores, Grinberg lista como principal característica a capacidade de motivação de suas equipes. “Alguns líderes, com certeza, têm essa característica mais naturalmente, porém essa é uma habilidade que pode e deve ser desenvolvida ao longo do tempo”, finaliza o especialista. (#Envolverde)

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Estudos provam que exames clínicos não encarecem sistema de saúde

Estudos recentes revelam que, ao longo de 10 anos, os gastos anuais com exames laboratoriais representam somente 1,4% na Alemanha, 1,6% na Itália e 2,3% nos Estados Unidos. Segundo Alex Galoro, patologista clínico e ex-presidente da SBPC/ML isso significa que “os exames laboratoriais não representam o principal problema do sistema de saúde e comprova que o foco da realização de exames, deve ser principalmente na prevenção e diagnóstico precoce de doenças, que pode culminar na redução de custos do sistema”. O câncer, por exemplo, é uma patologia que apresenta valores altos para tratamento. Por isso, através de conceitos de epidemiologia (ciência que estuda os fatores determinantes e os padrões da ocorrência de doenças em populações humanas) define-se em que faixa etária o custo para realização de exames de marcadores tumorais é expressivamente menor do que o custo para o tratamento dos casos diagnosticados. Segundo o patologista clínico, “pensando-se no aspecto populacional, epidemiológico e da gestão dos sistemas de saúde, justifica-se tal decisão, porém a mesma parece injusta quando se pensa no aspecto individual, no paciente que é uma ‘exceção à regra’ e poderia ter sua doença prevenida, diagnosticada e tratada precocemente”. Os exames complementares podem e devem ser utilizados, considerando a sua capacidade de trazer ao médico solicitante as respostas às suas hipóteses e o custo deste procedimento. “Este deve ser o norte da comunidade médica, na hora de solicitar exames aos pacientes, promovendo o equilíbrio entre a gestão dos recursos disponíveis e obtenção do melhor resultado possível para a prevenção, diagnóstico e monitoramento de doenças na população atendida”, afirma Galoro. (#Envolverde)

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Encontro nos EUA debate soluções para a poluição do ar

Em cidades ao redor do mundo, a poluição do ar está atingindo níveis de crise. Globalmente, o ar contaminado é responsável por uma em cada nove mortes a cada ano, tornando-se o maior risco de saúde ambiental do mundo. Mas o ímpeto para enfrentar os desafios da qualidade do ar está crescendo e, em muitos países, os líderes da sociedade civil estão impulsionando mudanças. Ativistas da poluição do ar de todo o mundo se encontraram nos EUA para uma conversa sobre qualidade do ar, impactos socioambientais do aumento dos níveis de poluição e desafios de governança no centro da crise global. O encontro “Lutando por Céus Azuis: insights de ativistas da poluição do ar” reuniu palestrantes de várias partes do mundo que mostraram soluções inovadoras de suas comunidades e destacaram as medidas que todos – executivos do setor privado, formuladores de políticas governamentais e comunidades locais – podem tomar para limpar o ar que respiramos. (#Envolverde)

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Thelma Krug, vice do IPCC, diz que florestas são mitigadas apesar de vulneráveis.

Vice-Presidente do IPCC, Thelma Krug, apresentou dados alarmantes sobre as condições climáticas e, principalmente a situação das florestas,  durante a cerimônia de abertura para lam4  realizada em Gabarone, na Africa. Thelma Krug durante a discussão do painel em Gabarone, Botswana, enfatizou que as florestas apesar de ter um enorme potencial de mitigação são altamente vulneráveis. Os vice-Presidentes Thelma Krug e Youba S1okona estão na discussão do painel sobre “o triplo desafio no reforço da resposta ao acordo de Paris nos países em desenvolvimento” que vem sendo realizado em Gabarone, Botswana. (#Envolverde)

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Setor marítimo pode travar negociações para reduzir emissões poluentes

Mais de 170 países da Organização Marítima Internacional (IMO) passaram a última semana debatendo uma série de caminhos para descarbonizar o transporte marítimo internacional, que atualmente responde por 2% do dióxido de carbono na atmosfera, mas que deverá gerar 20% do CO2 global até 2050. Até o momento, o que está na mesa decepciona: a proposta de cortar em apenas 50% suas emissões de CO2 (em relação aos níveis de 2008) até 2050.  Motivo: um avanço tão pequeno pode colocar as metas do Acordo de Paris em risco.  As negociações têm prazo para se encerrar nesta sexta, 13 de abril. O texto atual em negociação estabelece: “Pico das emissões de GEE [gases de efeito estufa] do transporte marítimo internacional o mais cedo possível e reduzir as emissões anuais totais de GEE em pelo menos 50% até 2050 em comparação com 2008, enquanto perseguindo esforça para eliminá-los conforme exigido na Visão como um ponto em uma trajetória contínua de redução de emissões de CO2 consistente com as metas de temperatura do Acordo de Paris. ” Por si só, esse compromisso é insuficiente para cumprir as metas do Acordo de Paris de 2015, que visa um limite ao aquecimento médio do planeta de 1,5 ° C em relação a níveis pré-industriais. Estados membros da União Européia, ilhas do Pacífico e nações caribenhas aliadas a alguns governos latino-americanos pedem que a IMO estabeleça uma estratégia de acordo com 1,5 ° C, a qual teria  como meta cortes de 70% a 100% até 2050. Na terça-feira, David Paul, ministro de Meio Ambiente do país insular Ilhas Marshall, disse que seu país sairia das negociações se o acordo não fosse forte o suficiente. David Paul, ministro do Meio Ambiente das Ilhas Marshall, declarou:  “Para os países em desenvolvimento que estão preocupados com o impacto que a ação climática terá sobre o transporte, digo isto: duvido que haja muitos – ou nenhum – países nesta sala que tenham um interesse econômico maior no resultado desse MEPC do que as Ilhas Marshall, considerando-se a importância do setor de navegação como uma porcentagem do nosso PIB e nossa dependência quase total da navegação para o comércio. Por isso, falo com considerável credibilidade quando digo que o argumento apresentado por alguns de que a ação climática significa um impacto negativo no transporte e no comércio é completamente e totalmente falso ”. Para o Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, “Dada a crescente vulnerabilidade de todas as nações, economias e comunidades aos impactos da mudança climática, os sinais de política e mercado precisam se alinhar rapidamente para encorajar a indústria marítima a fazer a transição necessária para emissões líquidas zero de gases de efeito estufa”. O Secretário-Geral pediu que as nações adotem uma Estratégia Inicial ambiciosa na IMO que apoie a modernização do setor de transporte marítimo de maneira consistente com as ambições do Acordo de Paris . Dado que os navios são construídos para durar pelo menos 20 anos, os analistas de navegação que estão acompanhando as negociações no âmbito da IMO esta […]

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Startups brasileiras encontram apoio nos Estados Unidos

Com mais de 2000 investimentos realizados em empreendimentos ao redor do globo, a 500 Startups é um dos fundos mais ativos do mundo. O portifólio inclui 42 empresas brasileiras. A maioria delas atua apenas no País, mas algumas descobriram na internacionalização uma estratégia de crescimento e novos negócios. São os casos da Contentools e a Worthix, que escolheram a região do Vale do Silício para desenvolver parcerias que dificilmente seriam formadas no Brasil. “Cerca de 28% do investimento mundial em startups sai do Vale do Silício. O empreendedor brasileiro que vai para lá consegue navegar nesse ecossistema e acessa, além do capital, conhecimento, melhores práticas e relacionamentos valiosos”, afirma o diretor de Operações da 500 Startups no Brasil, Rodolfo Pinotti. A Contentools é uma plataforma de gestão de conteúdo em que times de marketing trabalham o planejamento, a produção, a distribuição e a análise dos conteúdos online (usados em blogs, redes sociais e outros canais de empresas). Dentro da plataforma, é possível criar e organizar uma estratégia, controlar o calendário editorial, organizar o fluxo de trabalho e ter a autonomia das entregas e datas de publicação. A CEO da empresa, Emília Chagas, que é formada em jornalismo, teve a ideia de criar a Contentools depois de notar uma dificuldade comum na área de marketing das empresas. “O processo recorrente para criar conteúdo, tão fluído nas salas de redação, pode ser um verdadeiro desafio para equipes de marketing”, afirma Emília. A empresa tem o objetivo de desenvolver e trazer inteligência que permite às empresas planejar, criar e entregar conteúdo útil e personalizado em escala. Durante o processo de aceleração na 500 Startups, no Vale do Silício, a Contentools lançou a versão global da ferramenta que funciona como um software as a service (SaaS). Desde então, a empresa cresce de forma contínua. “Nossa experiência no vale permitiu aprendermos sobre growth, funding e processos que nos permitem escalar a empresa com um time enxuto e internacional”, diz Emília. A Contentools tem operação em Florianópolis (SC) e business development em San Francisco (CA). A cidade brasileira é um local diferenciado para o mercado de tecnologia, com vantagens para atração e desenvolvimento de talentos. No entanto, para desenvolvimento de parcerias nos Estados Unidos – que representa a maior parte do mercado da empresa – é imprescindível ter esforços de business development na região próxima do Vale do Silício. Esta estratégia inovadora foi capaz de trazer inúmeros benefícios a empresa. Hoje, a Contentools tem usuários em cerca de 70 países, mais de mil usuários ativos, além de mais de mil times de marketing usando a ferramenta diretamente ou por meio de suas agências digitais. São mais de 70 mil conteúdos criados na plataforma e o objetivo é triplicar esses números nos próximos anos. Já a Worthix é a primeira empresa voltada para desenvolver tecnologia de pesquisa de consumidores no mundo todo. Por meio de inteligência artificial, a startup consegue medir com precisão científica quais são as experiências que mais motivam a compra e a lealdade dos […]

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Saiba o que a ONU Meio Ambiente e sua atuação

A ONU Meio Ambiente é a principal voz global em temas ambientais. Ela promove liderança e encoraja parcerias para cuidar do meio ambiente, inspirando, informando e capacitando nações e pessoas a melhorarem a sua qualidade de vida sem comprometer a das futuras gerações. A ONU Meio Ambiente trabalha com governos, com o setor privado, com a sociedade civil e com outras instituições das Nações Unidas e organizações internacionais pelo mundo. O Centro para Monitoramento da Conservação Mundial da ONU Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente-WCMC) trabalha com cientistas e formuladores de políticas em todo o mundo para colocar a biodiversidade no centro das tomadas de decisão sobre desenvolvimento e meio ambiente e, assim, possibilitar escolhas assertivas para as pessoas e o planeta. Com sede em Cambridge, no Reino Unido, a ONU Meio Ambiente-WCMC é uma colaboração entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e a instituição de caridade britânica WCMC. Saiba mais em http://unep.org/americalatinacaribe/br .ONUBr #Envolverde)

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Adesivo mede glicose sem perfurar a pele do diabético

Um estudo publicado nesta segunda-feira (9) pela revista Nature Nanotechnology detalha um novo adesivo que serve para medir o nível de glicose através da pele, o que pode fazer com que milhões de diabéticos não precisem usar agulhas para fazer as medições periódicas. A informação é da EFE. O adesivo extrai a glicose do fluido entre as células epiteliais através dos folículos pilosos, aos quais tem acesso individualmente graças a sensores em miniatura que usam uma pequena corrente elétrica e recolhem a glicose em pequenos reservatórios para medi-la. As leituras do nível da substância podem ser feitas a cada 10 ou 15 minutos ao longo de várias horas, segundo o estudo da Universidade de Bath, no Reino Unido. Graças a um conjunto de sensores e reservatórios, o adesivo não precisa ser calibrado com uma mostra de sangue, o que torna desnecessária a perfuração dos dedos, comum no processo de medição de glicose. Informe de baixo custo A equipe criadora do adesivo espera que este possa se tornar um dispositivo de baixo custo que envie de maneira regular medições relevantes do nível de glicose a smartphones e relógios smart do usuário e alerte se é necessário tomar alguma medida. “Uma grande vantagem” deste dispositivo, segundo os pesquisadores, é que cada sensor em miniatura pode operar em uma pequena área sobre um folículo piloso individual, o que aumenta a precisão das medições. Para este estudo, a equipe testou o adesivo tanto na pele de porcos, onde demonstrou que podia ler de maneira precisa os níveis de glicose em todas as categorias observadas em pacientes humanos diabéticos, quanto em pessoas voluntárias, nas quais também foi possível monitorar as variações de açúcar no sangue ao longo do dia. O próximo passo é melhorar o design do adesivo para otimizar o seu número de sensores, demonstrar sua total eficácia durante um período de 24 horas e realizar testes clínicos fundamentais. AgBr  (#Envolverde)

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