Água é o desafio para o mundo futuro, alerta nobel da paz

Água para o futuro é o desafio mais urgente que o mundo deve enfrentar. O alerta foi feito pelo especialista holandês Pavel Kabat, CEO do IIASA – International Institute for Applied Systems Analysis (Instituto Internacional de Análises de Sistemas Aplicados), durante entrevista no 8º Fórum Mundial da Água, que acontece até o dia 22, em Brasília. Kabat é um dos ganhadores do Prêmio Nobel da Paz de 2007 pelo trabalho desenvolvido pela equipe do IIASA formulando a base de dados que serviu de suporte para o relatório do IPCC sobre mudanças climáticas. Ele revelou que as informações que vêm sendo coletadas há 30 anos sobre a água demonstram que este é um dos desafios mais urgentes e relevantes que o mundo precisa enfrentar. “Quando meus colegas cientistas argumentam que precisam pesquisar mais e buscar mais dados eu respondo que isto é uma desculpa pois já temos condições de traçar modelos direcionados a países ou regiões para oferecer soluções que garantam a segurança hídrica necessária para o desenvolvimento e a paz mundiais. Ele disse que apesar do reconhecimento de que a água está em todas as atividades a abordagem dos problemas ainda é muito fragmentada. “Hoje ela está na agenda das principais organizações, como a ONU, o Conselho Mundial da Água e outras entidades globais mas cada segmento quer resolver a sua parte: a agricultura, o saneamento, a energia não se conectam para atuar em conjunto”. Defendendo a criação de uma verdadeira aliança em torno da proposta Água para o Futuro Pavel Kabat disse é preciso traçar estratégias e prever ações para objetivos de curto prazo, de três a cinco anos, que possibilitem mostrar que a união de esforços é o principal ingrediente para garantir a segurança hídrica mundial. Ele exemplificou que em 2012, na Rio+20, fez um alerta sobre a crise de energia e em menos de um mês foram arrecadados US$ 500 bilhões para serem utilizados em objetivos como o acesso global – hoje mais de 2 bilhões de pessoas não usufruem dos benefícios da energia – eficiência energética e diversificação da matriz para a produção com ênfase nas fontes renováveis, com a China tomando a liderança das ações. “Estou frustrado pois temo que isto não aconteça com um tema de relevância como a água” lamentou. Mais cedo, Pavel Kabat esteve reunido com os integrantes da Rede Interamericana de Recursos Hídricos e especialistas em água de várias continentes e lançou as bases de uma parceria entre a o IIASA e a RIRH para a escolha de objetivos e o desenvolvimento de modelos para as questões urgentes. Um deles poderia ser o das bacias hidrográficas compartilhadas uma vez que elas abarcam mais de 65% das águas nos três continentes. “As Américas poderiam assumir a liderança, capitaneadas pelo Brasil, México, Peru, Chile e Costa Rica que já estão determinados a agir logo”, disse. “Não existe momento mais adequado do que este”, finalizou.(#Envolverde)

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Gestão hídrica baseada na natureza é defendida em relatório da ONU

Reservatórios, canais de irrigação e estações de tratamento de água não são os únicos instrumentos disponíveis para a gestão hídrica: soluções baseadas na natureza (SbN) podem colaborar para a melhoria da qualidade da água e do abastecimento, e até mesmo desempenhar um importante papel para evitar desastres naturais. Isso é o que defende a nova edição do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (WWDR). Pela primeira vez, o lançamento mundial do Relatório irá acontecer no Brasil, na ocasião do 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília. Em uma sessão especial na segunda-feira (19), às 14h30, na Sala 29 (ST 09) do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, juntamente com o vice-presidente do UN-Water (ONU Água, em tradução livre), Joakim Harlin, o diretor-executivo do ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, e o Ministro do Departamento de Água e Saneamento do Governo da África do Sul, Gugile Nkwinti, fazem a abertura do evento. Na sequência, o coordenador e diretor do Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos (WWAP, na sigla em inglês) da UNESCO, Stefan Uhlenbrook, apresentará as principais conclusões do relatório e as suas principais mensagens. Após a apresentação do documento, a coordenadora de programa da Organização para Comunidades Indígenas, Cintya Evelina Martínez Martínez, e a coordenadora-executiva da Plataforma para Mulheres e Jovens Indígenas de El Chaco, Estela Mari Álvarez Torres, farão um discurso inspirador sobre o tema. Também está previsto um painel de debates intitulado “Aprender e trabalhar com a natureza: alcançar a segurança hídrica por meio de soluções baseadas em ecossistemas”. O painel será mediado pelo chefe do programa de governança de água e oceano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Andrew Hudson. As discussões contam com a colaboração da diretora-geral do International Water Management Institute (IWMI), Claudia Sadoff, da diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), Inger Andersen, da diretora-executiva e presidente do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (FMAM), Naoko Ishii, e do vice-reitor sênior da Universidade das Nações Unidas (UNU), Taikan Oki. Por fim, o encerramento do evento ficará por conta do representante permanente da Itália no Brasil, o embaixador Antonio Bernardini. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Turismo de natureza pode ajudar vida selvagem, diz Banco Mundial

Embora a vida selvagem e a biodiversidade estejam cada vez mais ameaçadas pela perda de habitat, pela caça ilegal e pela falta de financiamento para a proteção, o chamado turismo de natureza está em alta e pode ajudar a fornecer soluções para esses desafios. É o que indica a publicação “Apoiando os meios de subsistência sustentáveis através do turismo de vida selvagem”, do Banco Mundial, que destaca programas bem-sucedidos de turismo de vida selvagem em sete países da África e da Ásia. As iniciativas podem ser usadas, segundo o organismo internacional, como modelos para promover a conservação e estimular economias. O Banco Mundial destaca que este segmento do turismo é uma ferramenta poderosa que os países podem aproveitar para expandir e diversificar suas economias, protegendo sua biodiversidade e cumprindo diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Também é uma forma de envolver os turistas na conservação da vida selvagem e injetar dinheiro nas comunidades locais que vivem mais próximas da vida selvagem. As histórias de sucesso e as lições aprendidas com o turismo baseado na natureza, destacou o organismo, estão emergindo de todo o mundo. “Aqui está uma maneira de superar os desagios: fornecer empregos e salvar o meio ambiente”, disse o economista líder do Banco Mundial, Richard Damania, que tem uma vasta experiência na compreensão do vínculo entre turismo e economia. Em 2016, as viagens e o turismo contribuíram com 7,6 trilhões de dólares, ou 10,2%, do PIB global, e a indústria forneceu empregos para uma em cada 10 pessoas, de acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo. Embora o turismo baseado na natureza, que inclui o turismo de vida selvagem, tenha crescido rapidamente na última década – sobretudo devido ao aumento da demanda e das oportunidades –, a vida selvagem e a biodiversidade estão cada vez mais ameaçadas pela perda de habitat, caça ilegal e falta de financiamento para a proteção. É por isso que, mais do que nunca, os países precisam buscar exemplos concretos de operações de turismo bem planejadas e executadas de forma sustentável que levem a mais investimentos em áreas e reservas protegidas, bem como uma redução na caça ilegal, destacou o estudo. O Banco Mundial também pede uma visão e oportunidades para as comunidades rurais melhorarem seus meios de subsistência por meio de empregos relacionados ao turismo, acordos de compartilhamento de receita e gerenciamento conjunto de recursos naturais. A publicação é fruto de uma parceria entre o Grupo do Banco Mundial e o Programa Global de Vida Selvagem, financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente, e apresenta modelos de turismo sustentável de vida selvagem que podem ser aplicados aos países em desenvolvimento. Oferece ainda soluções e estudos de caso para divulgar este setor como um mecanismo para redução inclusiva da pobreza e conservação global. Fonte:ONUBr (#Envolverde)

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60% das grandes empresas do mundo não reconhecem ODS em seus relatórios

De acordo com um estudo realizado pela KPMG, 60% das maiores empresas do mundo não reconheceram os objetivos globais de desenvolvimento sustentável (ODS) em seus relatórios. O levantamento “Como informar os ODS: o que parece ser bom e por que isso importa” (How to report on the SDGs: What good looks like and why it matters) analisa a preparação e divulgação de informações das 250 maiores empresas do mundo sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável. A pesquisa também constata que, em dois anos após o anúncio dos ODS, apenas 8% das empresas incluídas no levantamento apresentaram um estudo de caso para tomada de medidas que visam à implementação dos ODS e 10% estabeleceram metas de desempenho empresarial específicas e mensuráveis em relação às metas globais. “Existem grandes oportunidades de negócio inerentes ao gerenciamento dos problemas mais difíceis do mundo, no entanto, até o momento, somente um pequeno número de grandes empresas demonstrou que entende esse ponto. Esse grupo beneficia-se por reconhecer os ODS como um poderoso catalisador de inovação, parcerias e transformações de mercado capazes de desenvolver as empresas. Por isso estarão em vantagem quando se comunicarem com os inúmeros investidores, governos e outras partes interessadas que estão demonstrando um interesse cada vez maior pela contribuição das empresas com os ODS”, afirma o diretor da KPMG líder para a área de sustentabilidade, Ricardo Zibas. Outras constatações do estudo: • Os ODS geralmente priorizados pelas maiores empresas são os seguintes: Ação contra a Mudança Global do Clima, Trabalho Decente e Crescimento Econômico e Saúde e Bem-estar. • Os ODS geralmente menos priorizados são: Vida Terrestre, Fome Zero e Agricultura Sustentável e Vida na Água . • 75% das empresas que preparam e divulgam informações sobre os ODS discutem o impacto de suas empresas sobre esses objetivos; entretanto, existe um desequilíbrio considerável na divulgação dessas informações, pois a maior parte das empresas discute os impactos positivos, e não os negativos. • 39% que divulgam informações sobre o ODS incluem os objetivos globais nas mensagens de seus CEOs e Presidentes. • Somente 20% das empresas divulgam informações sobre algumas das 169 metas de ODS individuais definidas pela ONU. (#Envolverde)

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Estudo global aponta riscos ambientais e tecnológicos como os mais temidos para 2018

O Global Risks Report 2018, produzido pelo World Economic Forum (WEF) com o apoio da seguradora Zurich, apontou que as ameaças ambientais e tecnológicas estão no topo do ranking de riscos globais em termos de impacto e probabilidade para este ano. Esta é a 13ª edição do relatório, que é baseado na Pesquisa de Percepção de Riscos Globais, respondida por 900 membros do WEF, entre lideranças empresariais, acadêmicas e sociedade civil. De acordo com dados do relatório, os riscos ambientais cresceram de forma relevante nos últimos anos. Essa tendência continuou este ano, com os cinco riscos na categoria ambiental sendo classificados acima da média para probabilidade e impacto em uma perspectiva de dez anos. Pela segunda vez consecutiva, em treze anos de relatório, os principais riscos globais em termos de probabilidade são os eventos climáticos extremos. Os riscos de segurança cibernética também estão crescendo, tanto em prevalência como em potencial disruptivo. Os ataques contra as empresas quase duplicaram em cinco anos e os incidentes, que já foram considerados extraordinários, estão se tornando cada vez mais comuns. “Os ataques cibernéticos e a fraude massiva de dados aparecem nos cinco principais riscos globais por probabilidade. O relatório destaca que o custo do crime cibernético para as empresas deverá representar US$ 8 trilhões nos próximos cinco anos, o equivalente ao PIB atual do Reino Unido, França e Alemanha juntos”, afirma Edson Franco, CEO da Zurich. Já no ambiente econômico, os indicadores sugerem que o mundo está finalmente voltando ao normal após a crise global, que emergiu há dez anos. Porém, o relatório aponta que esta imagem positiva contrasta com preocupações que devem ser levadas em consideração. A economia global enfrenta uma mistura de vulnerabilidades de longa data e ameaças mais recentes que evoluíram nos anos desde a crise. Os riscos conhecidos incluem preços de ativos potencialmente insustentáveis e aumento do endividamento, particularmente na China. Entre os novos desafios, estão o poder de fogo da política em caso de nova crise, as ameaças da intensificação da automação industrial e o aumento de pressões mercantilistas e protecionistas em um cenário crescente de políticas nacionalistas e populistas. “Embora a gestão dos riscos convencionais esteja melhorando progressivamente, é necessária uma atenção maior para enfrentar riscos complexos nos sistemas interligados que sustentam nosso mundo, como organizações, economias, sociedades e meio ambiente. Existem sinais de tensão em muitos desses sistemas, já que o ritmo acelerado de mudança está testando as capacidades de absorção de instituições, comunidades e indivíduos”, afirma Edson Franco, CEO da Zurich. (#Envolverde)

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Transição energética é ruim e o mundo não avança à sustentabilidade ambiental

O World Economic Forum divulgou um novo relatório, Promoção de uma Transição Energética Efetiva, onde apresenta sua Índice de Transição 2018 e avalia a atual condição dos sistemas de energia de 114 países, além de sua preparação estrutural para atender às necessidades energéticas no futuro. O relatório criou um ranking destes países de acordo com o desempenho de seus atuais sistemas energéticos, medindo três dimensões – segurança energética e acesso à energia, a sustentabilidade ambiental do sistema e o potencial para crescimento e desenvolvimento econômico sustentável – e avalia a presença de condições que poderiam viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono. “Dentro desta análise dos fatos, conseguimos construir uma visão do desempenho atual de cada sistema nacional de energia e uma perspectiva do que ainda precisa ser feito para garantir seu sucesso no futuro”, disse Roberto Bocca, Chefe de Setores Básicos e de Energia, do World Economic Forum. O principal resultado desta edição do Índice revela que o mundo parou de avançar em direção à sustentabilidade ambiental. O relatório mostra praticamente nenhuma redução da intensidade do uso de carbono: foram registrados uma melhoria de apenas 1,8% por ano durante nos últimos cinco anos, comparado com a meta de 3% exigida pelos objetivos para o clima no Acordo de Paris. Falando sobre acessibilidade, desde 2013 os preços da energia doméstica tiveram aumento real em mais da metade dos países, apesar de uma queda generalizada dos preços dos combustíveis. Um dado positivo, de acordo com as últimas tendências globais, mais de 80% dos países registraram um aprimoramento de seus sistemas energéticos nos últimos cinco anos. No entanto, o relatório concluiu que precisamos de uma nova estratégia para ajudar mais de um bilhão de pessoas que ainda não tenham acesso a eletricidade. De acordo com os resultados, os países da Escandinávia e Europa Ocidental lideram o ranking geral, com a Suécia, a Noruega e a Suíça assumindo os três primeiros lugares. O Reino Unido (7) e a França (9) são as únicas economias do G7 entre os 10 primeiros do ranking. Outras grandes economias possuem performance mistas. A Alemanha (16) enfrenta preços altos e emissões crescente, embora apresente um alto nível de preparo (11), atribuído às instituições e os regulamentos fortes do país. Os Estados Unidos (25) receberam uma pontuação baixa em relação a sustentabilidade ambiental, embora mantenha uma estrutura institucional forte e um mercado de capitais vibrante, que elevou seu nível de preparo (22). A Colômbia (32), o Brasil (38) e a Rússia (70) possuem sistemas energéticos robustos devido à fartura de seus recursos naturais, mas apresentam um baixo nível de preparo como resultado da falta de capital humano e os desafios apresentados por suas instituições e estruturas regulatórias. Entre os países da América Latina, Uruguai (13), Costa Rica (20), Chile (24) e México (28) registraram o melhor desempenho. Embora a região esteja em linha com a média global, considerando a contribuição do sistema energético para o crescimento econômico, segurança e acessibilidade, e pontuar acima da média em sustentabilidade […]

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Alta Desigualdade Apresenta Risco para Gerações Futuras da América Latina

De acordo com o Índice de Desenvolvimento Inclusivo (IDI) 2018 do World Economic Forum, a recuperação econômica da América Latina pode esconder alguns desafios econômicos importantes para gerações futuras. O Índice é uma fonte de informações para líderes regionais, apresentando uma visão mais precisa do crescimento econômico e da saúde de cada economia, destacando as desigualdades, as dívidas e os ônus ambientais que serão deixadas como legado para as gerações futuras. A avaliação de 2018 foi realizada depois de duas décadas de atividade econômica robusta. Durante esse período, maior acesso à educação e transferências governamentais ajudou a reduzir a desigualdade de renda na América Latina. Essas mudanças ajudaram a diminuir as diferenças salariais entre mão de obra especializada e não especializada, no entanto, a América Latina ainda é uma das regiões de maior desigualdade do mundo. “As abordagens econômicas precisam enfatizar o bem-estar e a inclusão social das gerações futuras prioridades fundamentais para as economias latino-americanas, e muitos países ficam atrás de seus vizinhos de acordo com o Índice de Desenvolvimento Inclusivo. À medida que os países saem da recessão, eles deveriam aproveitar a janela de oportunidades para acelerar as reformas para esse fim “, disse Margareta Drzeniek-Hanouz, Chefe do Futuro do Progresso Econômico, Membro do Comitê Executivo do World Economic Forum. Os resultados do índice apresentam uma nova visão dos desafios econômicos regionais. Embora o ano de 2017 terminou com tom positivo, o fim da recessão no Brasil e na Argentina, a expansão moderada de atividade econômica e eficiência durante os últimos cinco anos e o crescimento de 1,7% previsto para 2018 não serão suficientes para aliviar seus desafios de sustentabilidade ou aumentar o padrão de vida mediano da região. O World Economic Forum acredita que o crescimento econômico duradouro depende da construção de sociedades inclusivas. Com eleições previstas no Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica e México ainda esse ano, os governos devem priorizar estratégias proativas para reduzir ainda mais as desigualdades e garantir o bem-estar de gerações futuras. Principais resultados De acordo com o índice, as economias mais inclusivas da América Latina são as do Panamá, Uruguai, Chile, Costa Rica e Peru. O Panamá avançou muito na redução da intensidade de carbono de seu PIB, que caiu 39,7% em cinco anos. O país também apresenta o segundo maior nível de produtividade na região, atrás do Chile. A poupança líquida ajustada, uma forma de medir a taxa real de poupança dentro da economia depois de contabilizar os investimentos em capital humano, a redução de recursos humanos e os prejuízos causados pela poluição, caiu na metade das economias regionais incluídas no índice, com a Bolívia, o Brasil e o El Salvador registrando o pior desempenho. Além disso, a dívida pública como porcentagem do PIB, uma ilustração aproximada do nível de endividamento da geração atual comparado com as capacidades de gerações futuras, aumentou em todos os países durante os últimos cinco anos, especialmente no Brasil (+16%) e México (+14,9%). A desigualdade de renda caiu em 14 dos 16 países da América […]

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Aliança Solar Internacional quer aumentar sua produção

A Aliança Solar Internacional, promovida pela Índia e apoiada pela França em novembro de 2015, dentro da Cúpula do Clima de Paris (COP21), e, posteriormente, formalizada em Nova Deli, em novembro de 2016, acaba de dar um novo passo, novamente sob a batuta de Índia e França. Um novo anúncio foi feito ontem pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro ministro indiano, Narendra Modi: a Aliança pretende mobilizar até US$ 1 trilhão até 2030 para projetos solares, mais especificamente nos 121 países situados entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio que têm mais de 300 dias de luz solar ao ano. Até agora, 61 países já se uniram ao bloco e 32 ratificaram o acordo, informou o primeiro-ministro da Índia. O pedido de entrada do Brasil foi encaminhado pela Presidência da República ao Congresso Nacional no dia 26 de fevereiro deste ano e aguarda a apreciação dos parlamentares. Fonte Climainfo (#Envolverde)

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Empresas de combustível fóssil perde US$ 1,6 tri ao ignorar a transição para baixo carbono

As empresas de combustíveis fósseis correm o risco de desperdiçar US$ 1,6 trilhão em gastos até 2025, se basearem seus negócios em políticas de emissões já anunciadas pelos governos em vez das metas climáticas internacionais, alerta o Carbon Tracker em um relatório divulgado hoje (12), o qual pela primeira vez modela o cenário 1,75C da Agência Internacional de Energia. Mind the gap: the $1.6 trillion energy transition risk é o primeiro relatório a analisar as implicações financeiras para os investidores do hiato existente entre o Acordo de Paris, que se compromete a manter a mudança climática bem abaixo de 2C acima dos tempos pré-industriais, visando 1.5C, e as políticas governamentais, que são consistentes com um aquecimento de 2.7C. “Atualmente, as políticas dos governos ficam longe do objetivo final comprometido em Paris, mas devemos esperar um aumento dos esforços internacionais. Empresas que interpretam mal os sinais e sobreinvestem em projetos marginais de petróleo, gás e carvão com base em um falso senso de segurança poderiam destruir o valor do acionista em bilhões de dólares”, disse o autor do relatório, Andrew Grant, analista sênior da Carbon Tracker. O Carbon Tracker comparou a demanda por combustíveis fósseis em um mundo de 1.75C – o ponto médio do Acordo de Paris – com a demanda em um mundo de 2.7C, olhando para a produção de petróleo, gás e carvão até 2035 e os investimento de capital para 2025. As conclusões foram: ÓLEO – US$ 1,3 trilhão de gastos futuros estão em risco. Os novos investimentos em oil sands não serão econômicos, e apenas uma minoria do investimento no petróleo potencial do Ártico e e extra pesado vai continuar. Os EUA estão mais expostos, com US$ 545 bilhões em risco, seguido do Canadá (US$ 110 bilhões), China (US$ 107 bilhões), Rússia (US$ 85 bilhões) e Brasil (US $ 70 bilhões). GÁS – US$ 228 bilhões de investimentos futuros estão em risco. A metade dos gastos futuros potenciais do desenvolvimento de gás europeu poderia ser não econômica e não haverá necessidade de nova capacidade de gás natural liquefeito (GNL) por uma década. A Rússia está mais exposta, com US$ 57 bilhões em risco, seguida pelos EUA (US $ 32 bilhões), Qatar (US $ 14 bilhões) e Austrália, Canadá e Noruega (todos US $ 13 bilhões). CARVÃO – US$ 62 bilhões estão em risco, incluindo US$ 41 bilhões na China e US$ 10 bilhões nos EUA. Nenhuma nova mineração de carvão será viável, exceto na Índia, para substituir as importações, e nenhuma nova produção de carvão para exportação será necessária. Os investidores privados correm maior risco do que as empresas estatais. Eles estão expostos a 88% dos gastos com projetos de petróleo e gás desnecessários. Para o carvão, as despesas de capital do setor privado em um mundo de 1.75C são metade do nível abaixo de 2.7C. O relatório observa: “Os investidores estão cada vez mais focados em uma” transição ordenada que minimize a interrupção financeira no processo”. A pesquisa anterior da Carbon Tracker mostrou como o […]

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Uma Chance para a Esperança, por José Graziano

Por José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO* Em 2016, depois de mais de uma década de sucessivos recuos que reduziram a população subalimentada do planeta, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) constatou uma inflexão ascendente. No seu último relatório “O Estado da Segurança Alimentar e a Nutrição no Mundo”, a FAO contabilizou um acréscimo de quase 40 milhões de vidas capturadas pela engrenagem da fome, elevando-se o total global de 777 milhões (em 2015) para 815 milhões de pessoas (em 2016). O rebote da fome no mundo não pode ficar sem resposta e a hora de construí-la não admite protelações. Esse jogo não terminou. Ele está sendo jogado nesse momento em vários pontos do planeta, com resultados que se alteram a cada minuto. O saldo traduz o ocaso de milhões de vidas humanas. A omissão diante de um retrocesso ainda reversível, a um custo ainda irrisório, seria descabida em qualquer circunstância. Mais ainda agora, quando finalmente avolumam sinais de uma retomada econômica global. A experiência ensina que um ciclo de alta da economia facilita, mas não corrige sozinho as perdas e danos da etapa negativa que o precedeu. A qualificação do crescimento em desenvolvimento para toda a sociedade persiste como um apanágio das políticas públicas e da ação coordenada de instituições voltadas à cooperação internacional. No entanto, o que se passa hoje é mais complicado do que simplesmente resgatar o que se perdeu. A retomada em curso talvez não produza um novo e abrangente ciclo de expansão do emprego associado a vagas de qualidade, com ganhos reais de poder de compra por um longo período. Ao declínio do emprego na década crítica iniciada em 2008, soma-se agora um inédito degrau de automação trazido pela quarta revolução industrial. O conjunto maximizará a produtividade, mas também o desafio histórico de redistribuir a riqueza por ela gerada. É nessa fronteira de múltiplas encruzilhadas que a FAO constrói um repto à inquietante recidiva da fome na atualidade. Um bilhão de dólares em contribuições internacionais pode salvar 30 milhões de vidas em 26 países e reverter o núcleo duro da insegurança alimentar em nosso tempo. O apelo encerra múltiplas dimensões. Se a cooperação internacional não for capaz disso, que chance terá a meta do desenvolvimento sustentável na equação do clima no século XXI, como previsto no Acordo de Paris? Que espaço restará à meta daí inseparável de zerar a fome e a pobreza extrema nos próximos doze anos, com base em novos padrões produtivos previstos nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável? A agenda da FAO em 2018 está integralmente centrada na construção cooperativa das respostas a essas perguntas, que vão selar o destino do século XXI. Não se trata apenas de acudir a emergência. As causas da fome precisam ser compreendidas para que se possa agir com a rapidez necessária no presente e prevenir réplicas no futuro. A fome no século XXI deixou de ser um alvo estático. Há tempos não se traduz a fome por escassez de alimento, […]

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