Migrações-UE: Ativistas exigem enfoque humano

Bruxelas, 17/10/2005 – Grupos defensores dos direitos humanos pressionam a União Européia para que revise sua atual política de asilo e migrações, depois da morte de vários imigrantes ilegais subsaarianos que tentavam entrar na Espanha. Nas últimas duas semanas, cerca de duas mil pessoas tentaram entrar no território espanhol através da fronteira com o Marrocos das cidades de Ceuta e Melilla. Pelo menos 14 imigrantes morreram e vários ficaram feridos quando soldados espanhóis e marroquinos tentaram detê-los. Centenas de pessoas encontram-se detidas em um acampamento de Melilla, considerada a cidade mais meridional da UE.
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União Européia: ONGs querem que a Europa mostre sua força

Bruxelas, 14/09/2005 – Grupos de desenvolvimento querem que a União Européia use sua força política para conseguir medidas concretas para aplicar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e proteger os direitos humanos na Cúpula Mundial que começa nesta quarta-feira na Organização das Nações Unidas. Enquanto três comissários da UE e vários chefes de Estado e de governo se preparavam para viajar a Nova York para participar da reunião, que terminará na sexta-feira, várias organizações não-governamentais destacaram que a liderança européia é "chave" para o sucesso da cúpula. O bloco é a principal potência comercial, o maior doador de ajuda e contribui com 35% do orçamento das Nações Unidas.
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Trabalho: UE não sofre inundação de mão-de-obra do leste

Bruxelas, 12/08/2005 – A ampliação da União Européia (UE), em maio de 2004, não provocou a temida inundação de mão-de-obra barata vinda dos novos países-membros para os mais antigos, mas apenas um persistente gotejar, concluiu o Serviço de Ação Cidadão Européia (Ecas, sigla em inglês). O fluxo de trabalhadores a partir dos novos membros, como a Polônia, é "manejável" e produziu "benefícios econômicos" nos países que os receberam, diz o informe intitulado "Quem Teme uma União Européia Ampliada?", divulgado na quarta-feira por essa organização de direitos civis. O Ecas oferece serviços de lobby, arrecadação de fundos e defesa dos direitos cidadãos dentro da UE.
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Nuclear: Irã reinicia enriquecimento de urânio

Bruxelas, 09/08/2005 – O Irã reiniciou seu programa de enriquecimento de urânio, depois de rejeitar um pacote de alternativas propostas pela União Européia (UE) para que abandone seu programa de desenvolvimento nuclear. Porta-vozes de Teerã confirmaram que, nesta segunda-feira, foi determinada a reabertura do complexo nuclear da localidade de Isfahan, centro do país, dedicado à transformação do urânio, passo prévio para o enriquecimento. O grupo de países europeus que negociam com o Irã sobre questões nucleares, integrado por Alemanha, França e Grã-Bretanha, conhecido como UE-3, ainda não tornou públicas suas propostas.
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Comércio: Vínculo entre UE e grandes empresas é criticado

Bruxelas, 29/07/2005 – A União Européia deve acabar com suas "tentativas agressivas" de aproveitar as negociações comerciais desta semana em Genebra para abrir mercados em países pobres para benefício de grandes corporações, conforme exigência de ativistas. A rede Seattle a Bruxelas (S2B), integrada por grupos de apoio ao mundo em desenvolvimento e ao comércio justo, ambientalistas e defensores de direitos humanos, pediu urgência à Comissão Européia, o braço executivo da UE, em abandonar sua "agenda corporativa". A intenção dessas entidades é promover um acordo que também beneficie os países em desenvolvimento nas negociações que começaram quarta-feira na Organização Mundial do Comércio.
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Níger: Dificuldades para a ajuda chegar a quem tem fome

Bruxelas, 28/07/2005 – A falta de infra-estrutura e de agências humanitárias no local é um dos maiores desafios para a entrega de ajuda de emergência ao Níger, devastado por uma fome que afeta um quarto de sua população, alertou a Comissão Européia. À seca e a praga de gafanhotos que destruíram a colheita de 2004 nesse país da África ocidental se soma o "fator agravante" da falta de sócios para levar a ajuda a quem precisa, explicou o órgão executivo da União Européia. "Um dos maiores problemas é que o Níger não é um terreno comum para as organizações não-governamentais: é o segundo país mais pobre do mundo, tem um território enorme e um clima inóspito, além de numerosos problemas administrativos", explicou o porta-voz da Comissão para assuntos de desenvolvimento, Amadeu Altafaj Tardio.
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Terrorismo: A Europa se une

Bruxelas, 15/07/2005 – Uma semana depois dos atentados em Londres, nesta quinta-feira, milhões de europeus uniram-se aos londrinos para em silêncio recordar as vítimas dos ataques do último dia 7 no transporte público da capital britânica, que deixaram, pelo menos, 52 mortos e cerca de 700 feridos. Por sua vez, a União Européia prometeu fortalecer seus esforços antiterroristas implementando as leis de segurança estabelecidas pouco depois dos ataques de Madri, no dia 11 de março de 2004, que deixaram 191 mortos. Os ministros do Interior da UE, reunidos na quarta-feira em Bruxelas, concordaram em melhorar a cooperação policial e o intercâmbio de informação entre os países membros, estudar quais razões atraem certas pessoas ao terrorismo, e revisar a segurança da navegação marítima e aérea.
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Terrorismo: Entidades repudiam as listas negras

Bruxelas, 01/07/2005 – As listas negras governamentais, que proscrevem pessoas e grupos acusados de vínculos com ações terroristas são arbitrárias, pouco transparentes e injustas, afirmam organizações defensoras dos direitos civis. Em um informe conjunto divulgado na quarta-feira, os ativistas lamentam que a elaboração dessas listas, feitas para "penalizar suas atividades e impor-lhes sanções sem direito a apelação", tenha se convertido em parte "integral" da luta mundial contra o terrorismo. O estudo intitulado "Aterrorizando o império da lei: a política e a prática da proscrição" foi elaborado pelo Statewatch, grupo que vigia as liberdades civis na União Européia, pela Campanha Internacional contra a Criminalização das Comunidades e pelo Instituto de Direitos Humanos e Justiça Social da Universidade Metropolitana de Londres.
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Comércio: UE aprofunda reforma na política do setor açucareiro

Bruxelas, 23/06/2005 – Países produtores de açúcar da África, do Caribe e do Pacífico consideram que a reforma proposta pelo executivo da União Européia para a política comercial do bloco nesse setor é extremamente profunda e acelerada. A iniciativa, apresentada esta semana pela Comissão Européia, órgão executivo da UE, implica uma redução de 39% no preço mínimo de referência do açúcar branco importado pelo bloco de suas ex-colônias na África no Caribe e Pacífico, denominados países ACP. Por outro lado, o preço do açúcar de beterraba será reduzido em 42%. As duas reduções acontecerão entre 2006 e 2008, e deverão ser aprovadas antes de sua implementação pelo conselho de ministros de Agricultura e pelo Parlamento Europeu.
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Comércio: UE derruba um muro de açúcar e levanta outros

Bruxelas, 22/06/2005 – A União Européia divulgou nesta quarta-feira seu novo regime açucareiro, adaptado às normas da Organização Mundial do Comércio, e determinados dados causaram indignação em alguns países produtores do Sul antes mesmo de serem divulgados oficialmente. Um rascunho do documento sobre política açucareira apresentado pela Comissão Européia (órgão executivo da UE) inclui medidas que terão efeitos devastadores sobre alguns países mais pobres do mundo, segundo seus governos, ativistas e especialistas. A comissária de Agricultura do bloco, Mariann Fischer Boel, se prepara para recomendar uma redução de 39% no preço de referência do açúcar branco garantido pela UE às ex-colônias da África, do Caribe e Pacífico (os países ACP) entre 2006 e 2008, segundo o documento.
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